Quem
está acostumado com os livros românticos da Jojo Moyes talvez deixe passar esse
por não girar em torno de um casal (mesmo que haja um), mas sim de uma
família. Esse nem era o motivo de eu não
estar tão empolgada para ler o livro, para falar a verdade eu nem sei por que
não estava, Já que eu gosto muito dos livros da Jojo, porém acredito que isso
tenha me ajudado na leitura, pois não tinha expectativa nenhuma e terminei a
leitura completamente apaixonada.
Jess
faz faxinas de manhã e trabalha em um pub a noite para sustentar a filha e o
enteado, até que sua filha tanzie é convidada para entrar em uma escola de
prestigio, mas para conseguir o dinheiro da mensalidade a família, o cachorro e
Ed (que ofereceu carona para eles e está prestes a ser preso) embarcam em uma
Road trip para chegar a escócia para participar de uma Olimpíada de matemática
afim de conseguir o premio para pagar a mensalidade da escola.
Depois
de ler o livro Como Eu Era Antes de Você e assistir ao filme no cinema duas
vezes,(você pode ler aqui no blog o meu review e ouvir o meu podcast sobre o filme) agora enfim consegui seguir em
frente e finalmente ler Depois de Você. E o clima foi de despedida, era como se
eu estivesse me despedindo de uma velha amiga e de uma forma estranha foi isso
que aconteceu comigo e a Louisa Clarke.
Ao
começar a leitura estava me sentindo desconfortável, aquela não parecia a Lou,
aquela versão deprimida não soava como ela e mesmo eu entendendo a dor da
personagem eu não me senti familiarizada a princípio, mas logo isso foi
superado e lá estava a velha Lou, a diferença era que aquela era uma Lou
destrutiva e que não usava mais suas roupas peculiares.
É extremamente difícil falar sobre
algo de que gosto muito. Seja filmes, séries e livros nem se fala. Terminei de
ler esse livro pela segunda vez e não consegui escrever um review da primeira
vez (talvez por que ainda não tinha o blog, ou pelo motivo acima não me lembro)
e agora vou tentar escrever uma resenha profissional e coerente, ao mesmo tempo
em que quero expressar o quanto esse livro da Jojo Moyes marcou minha vida.
Encontrei esse livro por acaso.
Estava cansada de romances sobrenaturais e romances água com açúcar do Nicholas
Sparks (que era tudo o que eu lia na época) ai um belo dia em um site onde
costumava ler livros on line me deparei com uma capa muito bonita, foi amor à
primeira vista, posso dizer que julguei o livro pela capa (mal sabia eu que o
mais bonito era a historia contada dentro do livro) e posteriormente gostei
muito da sinopse:
Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas
ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um
avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha
como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas,
e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se
importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro
emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um
tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado.
Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e
esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo
parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse
sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida.
E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do
outro. Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de
família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço
necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.
Ok, você pode até achar que essa sinopse é
clichê e que o livro é só mais um pensado pela autora para nos fazer chorar.
Sim a parte em que eles mudam a vida um do outro pode até ser, mas quem lê Como
eu Era Antes de Você percebe que ele é muito mais do que uma historia em que o
cara mal humorado com complexo de Mr Darcy se apaixona pela menina pobre, porem
divertida que vai trabalhar na casa dele. Quem leu sabe que não é bem assim. Me
Before You não é um conto de fadas. Eles são personagens reais e que
conseguimos nos identificar.
O mau humor de Will não é um capricho da
sua personalidade, ele é um tetraplégico que já foi aventureiro, viajante,
namorador e um homem de negócios muito bem sucedido, imagina ser uma pessoa com
esse estilo de vida e de repente se vê arrancado desse seu mundo? O seu
sofrimento é muito real, sabemos que muitos tetraplégicos passam pela mesma
coisa que ele e tem as mesmas dificuldades todo santo dia. A vida deles não é
fácil como a nossa, o corpo deles não responde aos comandos como o nosso. Não
dá para saber a dor, a solidão e a miséria que é viver assim, sofrendo e
dependendo sempre dos outros, ainda mais quando um dia a pessoa foi totalmente
independente. Por isso que quando chegamos à parte em que Lou descobre o
segredo de Will ficamos com raiva dele, mas aos poucos vamos compreendendo o
seu lado. Existem pessoas que conseguem viver assim e sempre buscam a
felicidade em coisas que ainda podem fazer, mas isso não acontecia com Will. Um
filme que gosto muito e também aborda esse tema é o filme Francês Os Intocáveis,
nele Philippe é um milionário (porque sempre ricos?) que é tetraplégico e tem
uma linda e divertida amizade com seu ajudador Driss. Antes mesmo de Driss,
Philippe sabia lidar bem com sua condição e não cogitou ir para diginitas como
Will. Isso porque eles são personagens com personalidades diferentes. Um é mais
forte e aceita melhor do que o outro e são assim com pessoas reais. Will queria
uma vida que nunca poderia ter de volta. Isso me levou a aceitar sua decisão no
livro.
Lou foi o primeiro motivo pelo qual
me apaixonei pelo drama. Ela não era aquela adolescente bobinha e apaixonada
que não sabe nada da vida, ela tem 26 anos, é uma mulher que trabalha desde
nova e não tem regalias na vida, tão diferente das moçinhas dos tais romances
que eu estava habituada. Ela era real, ela era eu. Lou não fez faculdade, mas
trabalha para ajudar os pais em casa. A irmã mais nova tem um filho, então tudo
fica nas costas dela já que a mãe é dona de casa e o pai estava prestes a ser
demitido. Por isso ela teve que aceitar qualquer coisa e foi trabalhar com o
Will. Ele praticamente expande o universo dela. Claro que no começo ele não é
nada amigável e a trata mal, mas aos poucos ele vai se acostumando com a
presença dela e vai gostando de sua companhia. Ele a encoraja a estudar, sair
da cidade pequena que eles moram para conhecer o mundo, se aventurar e até a
ver filmes estrangeiros... Ela reluta, mas aos poucos ele vai transformando ela
e seu modo pequeno de ver o mundo.
Quando
iniciamos a leitura deste livro achamos que ela irá mudar a vida dele, que ela vai
convencê-lo de aproveitar a vida e em seguida de não se matar, e claro que ela
é um lindo acréscimo à jornada final dele, ela também o faz enxergar algumas
coisas, coisas boas que apesar das dificuldades ainda valem a pena, mas nunca imaginaríamos
que seria ele com todas suas limitações que mudaria a vida dela. O que são
movimentos perto das palavras, da inteligência e do poder de persuasão de Will
Traynor? Por isso que ele é sim um dos personagens mais admiráveis da
literatura contemporânea.
Como eu era antes de você mudou a
minha vida como leitora, pois enquanto eu lia eu era a Lou, uma menina rasa e
fechada em seu próprio mundo, através dos olhos da personagem fui conhecendo
novos conceitos e fui acreditando que eu poderia fazer muitas coisas na minha
vida. Agora o jeito é ler a continuação, Depois de você, e desfrutar só da companhia
da nossa abelhinha e claro ver esses dois lindos no filme que será lançado aqui
no Brasil em 16 de junho. Já estou preparando meu balde e minha caixa de lencinho.
Eu
gosto de dizer que a minha autora preferida do momento é a Jojo Moyes mesmo
lendo apenas dois livros dela! Sim guys, eu não tenho muita propriedade para
afirmar isso e mesmo assim o faço. Isso se dá pelo fato de que fui totalmente
fisgada por Como eu era antes de você, primeiro livro que li da autora. Ele
realmente me pegou de jeito (mas isso é assunto para um próximo review)
Com
as expectativas altíssimas comecei a ler A garota que você deixou para trás,
livro lançado em 2012.Aqui no Brasil foi lançado pela intrínseca. A capa é
bastante similar à de Me before you e a forma de contar a história por duas
vertentes é similar à de outro livro da autora A última carta de amor (que está
na minha lista) ambos entrelaçam duas narrativas de pessoas diferentes em
épocas distintas.
A
garota...é um drama que começa em 1916, numa cidade chamada St Pérone onde mora
Sophie com sua irmã Hélene e seus sobrinhos, enquanto os maridos delas tentam
sobreviver na guerra, elas tentam sobreviver numa cidade ocupada pelos alemães
que os privam de qualquer condição humana de vida. Esposa de um artista não
muito famoso, Sophie relata alguns trechos de como o conheceu e como ele a
retratou no quadro com o nome título do livro. Em meio a lembranças passadas de
uma vida boa, ela tenta levar a vida com esperança, apesar da situação
precária. Logo as irmãs se veem servindo os oficiais da tropa alemã em seu
restaurante e vivem sobre as ordens dos mesmos, até que o comandante da tropa
se apaixona pela mulher do quadro. (Sophie na versão nutrida por assim dizer)
Já
na Londres de 2006 vive Liv, uma viúva que passa por uma depressão por não
superar a morte prematura do marido David, que o presenteou com o quadro da
garota... e de repente ela se vê perdendo o quadro e última lembrança de seu
falecido esposo.
Sophie
e Liv são mulheres esperançosas, corajosas e decididas. Se acreditam em algo
vão até o fim para conquistar seu objetivo e por isso as duas sofrem bastante
no decorrer de suas jornadas. Ambas seguiram caminhos que para as pessoas a sua
volta pareciam improváveis. Sophie foi julgada pela própria família e Liv por
todos da cidade. Fizeram coisas que depois quase se arrependeram, felizmente tiveram
desfechos favoráveis.
Jojo é uma autora
conhecida por passar a verdade para suas palavras, ela relata a vida real. Ela
é ótima em contar as “sofrencias” de seus personagens. A solução dos problemas
deles não chega de mãe beijada, eles peregrinam bastante para alcançar a
felicidade, isso quando alcançam (estou falando de você Will Traynor) por isso
me admirei com o final das respectivas histórias.
Sophie
começou uma amizade inesperada com o Herr Kommandant da tropa nazista que a
convidou meio que indiretamente para transar com ele em troca de ver Édouard.
Ela era uma mulher fiel e honrada, mas em meio ao desespero de não receber notícias
de seu marido acabou indo para a cama com o oficial. Acabou sendo desprezada
por ele, apenas por não ser aquela mulher linda e despreocupada do quadro. E
mesmo se sentindo humilhado ele cumpriu a promessa e depois de comer o pão
(preto) que o diabo amaçou ela finalmente encontrou seu amado.
Esse
desfecho foi bastante confuso para mim, até mais do que o de Liv, pois Paul (o
interesse romântico da mocinha) encontrou as provas certas e ela ficou com o
quadro, o final dela só foi feliz por que o de Sophie também foi, caso ela
tivesse morrido numa vala em um lugar qualquer da Alemanha Liv não teria a
“guarda” de seu quadro judicialmente.
Os
fatos históricos, os livros, os documentários e os filmes que retratam os fatos
reais da ocupação alemã no período de guerra me fizeram torcer o nariz para a
bondade do Kommandant. Não sou daquelas pessoas que acham que todos os alemães
são ruins, mas me custa acreditar que a Jojo uma autora tão pé no chão tenha
concedido um final feliz a dadas circunstancias. Talvez todos esses livros,
filmes e etc... Tenham me feito vê-lo como aquele oficial sem coração de “o
menino do pijama listrado” e não como um ser humano com compaixão. Eu
generalizei sem querer querendo e o encontro de Sophie e Edouard que deveria
ter me levado as lágrimas apenas me causou um levantar de sobrancelha do tipo
“isso é verdade? ” “Ninguém morre? ” Por mais ruim que isso seja. Mas vejam...
meu raciocínio foi: Jojo matou um tetraplégico com toda uma vida pela frente
porque não duas pessoas praticamente condenadas nas mãos dos soldados?
E
isso é o bom da autora, ela diversifica, nos surpreende, ela nos mantem
interessados, mesmo que alguns trechos tenham sido meio boring, principalmente
as indagações de Liv e as partes no tribunal (não quero ler NADA que tenha a
ver com meu trabalho, NÃO) nesse livro ela tem o poder de nos chocar com a
realidade e nos dar o suspiro de alivio (mesmo que improvável... tá parei)
depois. Que venha os próximos livros da Jojo e que venha o filme deste, nas
mãos certas daria um drama digno de Oscar.