Esse
é o segundo livro da saga do tigre e o primeiro livro foi uma boa leitura
apesar das mesmices, você pode ler meu review aqui: http://speakcinema.blogspot.com.br/2015/07/mli2015-maldicao-do-tigre.html
Nesse
Kelsey volta para casa depois das aventuras místicas na índia e tenta viver uma
vida normal sem Ren, Kishan e etc.. Ela passa o tempo com a família, vai para a
faculdade, faz aulas de artes maciais, tem encontros com outros caras e etc...
mas logo eles retornam para sua vida e as coisas complicam novamente fazendo
com que Sr Kadam, Kishan e ela partam em mais uma aventura, só que dessa vez
atrás de Ren que foi capturado por Lokesh.
Demorei
bastante tempo para terminar esse livro, confesso que estava bastante
entediada. Principalmente depois da captura de Ren. Gosto muito de Ren mas
nesse livro ele está so boring que dá vontade de desejar sua morte para que
Kelsey fique logo com Kishan, que ao contrário do irmão está muito mais
divertido e romântico, como era de supor. Na maior parte do livro a menina fica
ao lado do tigre negro e a convivência aumenta os sentimentos dele e confunde
os dela. Você já viu isso em algum lugar
né?
Eu
não queria comparar essa saga mais uma vez com a saga Crepúsculo como fiz na
resenha do primeiro livro, mas é IMPOSSIVEL não fazer isso. A semelhança é tão
forte e gritante que seria um pecado não a citar aqui. A autora usou a mesma construção
narrativa da autora Stephanie Meyer. No primeiro o casal se conhece e se
apaixona agora nesse o protagonista some dando brecha para que a terceira ponta
do triangulo tenha a sua chance no coração da protagonista. Kelsey e Kishan são
Jacob e Bella em Lua Nova. A única diferença é que Lua Nova foi um livro bom
(pelo pouco que me lembro) um dos melhores e mais desenrolados da saga crepúsculo,
mas O Regaste do Tigre foi totalmente arrastado e desanimador. No começo eu
achei que a minha implicância era apenas por ambos serem praticamente iguais na
sua premissa, mas depois fui vendo que nada estava me animando no livro, apenas
com algumas ressalvas, como as partes que eles estão em momento de confronto (e
só foram alguns realmente empolgantes) e as implicâncias do novo casal. Sr
Kadam estava mais chato ainda com seus intermináveis relatos de guerras, lendas
e Whatever e no começo Ren está mais edward do que nunca. Onde se viu deixar a
namorada livre para sair em encontros e ver quem ela escolhe? Quanta estupidez!
E mais uma vez temos um puritano. Ele tem medo do que pode acontecer durante o
sexo e diz que não pretende fazer, provavelmente só farão quando se casarem
(Não estou criticando esse tipo de sexo, ele é muito bonito, mas apenas quando
tem uma causa coerente para isso acontecer) só não aposto que em algum momento
ele deixará o caminho sexual livre para seu irmão ter “tigrinhos” com Kelsey
(como Edward em certo momento no livro Amanhecer queria que Bella tivesse
“cachorrinhos com Jacob) por causa do final. Final que por sinal foi a melhor
coisa do livro. Gostei da mudança repentina. Mesmo que seja dolorosa para a
protagonista. Gostei muito mais do novo Ren do fim do livro com o seu drama
pessoal, do que o príncipe da Disney no começo do livro.
O
resgate do tigre não foi uma das minhas melhores leituras. Ele tem vários
problemas e furos na trama, o vilão inclusive é fraquíssimo. Os pontos positivos são pouquíssimos, mas mesmo
assim a autora Collen Houck dá um gancho no final do livro que nos faz querer
saber a continuação da saga. Espero que essa reviravolta do final tenha sido o
grito de esperança para que no próximo livro ela não continue com a formula “crespusculesca”.
A sua escrita é tão jovial e interessante, tão rica de detalhes e lendas
magnificas, (muitas vezes nos questionamos se aquelas histórias são verdadeiras
ou criadas por ela, se forem criadas, ela tem uma mente fértil e magnifica) ela
poderia muito bem imprimir seus próprios traços e criar um próprio universo
longe de copias de outros livros.
