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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Review Filme A 5° Onda


          Sem grandes inovações chega aos cinemas mais uma distopia adolescente. A 5° onda mais parece com um romance que usa a invasão alienígena como plano de fundo. Adaptado do livro de mesmo nome o filme tem como personagem principal Cassie, uma estudante normal interpretada pela fofa da Chloe Moretz que vê a terra sendo invadida aos poucos por seres alienígenas que estão lá simplesmente para pegar coisas essenciais da terra. Tudo começa com a 1° onda que é a falta de eletricidade, a 2° onda é um tsunami que acaba com boa parte da população do planeta, a 3° onda é um vírus transmitido pelos pássaros, a 4° onda são os alienígenas infiltrados em corpos humanos e a 5° onda é provavelmente o fim da humanidade e a espera por ela traz um clima tenso que permanece até o final do filme e a descoberta do que ela é.
          Para combater os extraterrestres o exército passa a recrutar crianças e jovens para lutarem nas guerras contra “os outros” como são conhecidos no filme. “Zumbi” Nick Robinson (Jurassic World) é um dos protagonistas da trama e é a paixão platônica de Cassie, ele é recrutado pelo exército e lá passa pelos treinamentos, junto com o irmãozinho de Cassie, de quem ela está a procura já que eles acabam se separando num certo momento (maldito ursinho) o filme é dividido entre a luta pela sobrevivência de Cassie e de Zumbi.
            A 5° onda vem no ritmo das demais adaptações, mas ao contrário das outras o filme não inova em nenhum momento. Algumas falas são até interessantes por tocar na ferida do homem que não protege seu planeta e não cuida dos recursos que tem, a melhor delas é o diálogo entre Zumbi e o comandante interpretado por Liev Schreiber. Mas todos os outros elementos trabalham em cima de um turbilhão de clichês. O filme tem o triangulo amoroso, (meio diferente pois um dos meninos não está apaixonado pela protagonista) tem a menina que antes era indefesa, mas devido as circunstancias vira badass e o livro/ filme a coloca como heroína, crianças e jovens morrendo em uma guerra e tem é claro a luta pelo ente querido. Quantas vezes você já viu isso em menos de dois anos?


          Os atores definitivamente não estão em seus melhores momentos nesse filme. Nenhum se destaca e todos interpretam de forma bem mediana. Até Chloe que é uma boa atriz (Não é excelente, seu encanto é mais pelo carisma de seus personagens tão queridos) está totalmente apática e não impressiona como heroína em momento algum. Saudades hit girl! Nick é apenas um rostinho bonito, que ainda não mostrou ao que veio, assim como em Jurassic World ele está muito fraco. Alex Roe que faz Evan, a outra ponta do triangulo também impressiona somente pela beleza. Foi muito engraçado quando ele surgiu em cena e as meninas no cinema ficaram todas alvoroçadas. Maria Bello faz uma comandante durona e também não se destaca e surge esquisita, meio enrugada, somo se tivesse envelhecido uns 30 anos. Coitada ela não consegue destaque em nenhum trabalho que faça. E tem a melhor atuação do filme a cargo da atriz Maika Monroe que faz a Ringer, outra personagem Badass (só que ela bem mais que a Cassie) quando ela surgiu em cena não pude deixar de compara-la com a Johanna de Jogos Vorazes. A composição da personagem é idêntica. O jeito durona, desbocada e que não se importa com a opinião dos outros torna as duas idênticas, além do visual também. Para piorar assisti dublado e a dubladora de ambas são a mesma.
         A 5° onda até entretém em alguns momentos, mas ainda possui muitas falhas.  Como o roteiro mal desenvolvido que pesca para o lado errado e chato da trama (nesse caso o romance da mocinha com Evan) trazendo falas clichês do tipo: “eu mudei por amor a você” fotografia que não encanta, um efeito ou outro legal (acho que só o da onda mesmo) e direção relaxada. O filme é uma mistura de guerra dos mundos, Distrito nove (não posso falar o porque, pois, é spoiler) e tantos outros filmes de Ets misturados aos filmes de franquias adolescentes como Jogos Vorazes e Maze Runner. Acho que o fato das críticas serem tão negativas é que o público já cansou da mesma formula.