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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Review Victor Frankenstein 2015


         Quando vi o primeiro filme do Frankestein, lá de 1931, fiquei completamente fascinada. Eu era mais nova e dificilmente um filme tão antigo prendia a minha atenção. Mas esse foi um dos únicos naquela época que fizeram isso. Uma nova refilmagem baseada na obra de Mary Shelley foi feita ano passado (2014) e não causou muito impacto. Victor Frankestein provavelmente foi feito no intuito de tentar trazer qualidade e visibilidade a uma das obras mais importantes do cinema e da literatura. Mas parece que ainda não foi dessa vez....
         O personagem principal de Victor Frankestein é Igor o ajudante ex corcunda do médico. Eles se tornam grandes amigos até Igor perceber que as coisas estão fugindo do controle.

          Focar em Igor é um elemento totalmente novo, porem arriscado. O personagem é interessante em sua concepção mas não consegue ter forças para ser o centro. Daniel Radcliffe se livrou de Harry potter mas ainda não consegue mostrar ao que veio. Sua atuação é razoável. Na verdade o filme é feito de atuações razoáveis, até mesmo James Mcavoy que é um ótimo ator poderia ter explorado melhor suas emoções como o explosivo Victor. O único que se sobressai é Andrew Scott (Sherlock) que faz um detetive determinado a descobrir os segredos da dupla de amigos.


          O diretor do longa Paul Mcguigan dirigiu quatro episódios de Sherlock e quem assiste a série não pode deixar de notar as semelhanças. Além de ter três atores da mesma no filme. O Andrew que é o vilão Moriarty, Mark Gatiss que é o Mycroft irmão de Sherlock e Louise Brealey a Molly Hooper que é apaixonada pelo detetive. (E quem não é?) e não é só no elenco que se nota essas semelhanças, a forma como é filmado parece um episódio de Sherlock. As cenas em que Igor consegue ver através do corpo da moça trapezista que é seu interesse romântico remete muito a série, aquele raio x visual é como o desvendar dos crimes. A composição dos personagens também é parecida, mesmo que indiretamente. Victor é egocêntrico e sociopata como Sherlock e Igor é o melhor amigo devoto que dá corda para as insanidades assim como John Watson. Nesse sentido o diretor não teve problema algum, ele foi ótimo na direção dos atores. Daniel e James tem química em cena (não como Holmes e Watson mas tem)
          Victor Frankestein é mais uma das tentativas de trazer o monstro tão querido de volta. Lutando contra todas as probabilidades. Uma delas é a falta de interesse da audiência de ver mais uma vez essa história sendo retratada, principalmente os jovens. O filme conta com bons momentos, como a luta com o macaco morto e a criatura principal, dessa vez remasterizada e mais quadrada. Sem aquela feição triste do primeiro filme mas dessa vez com uma feição furiosa mas também com momentos absurdos, o maior deles é a cura caseira da corcunda de Igor, foi uma cena totalmente nojenta, daquelas que te faz querer vomitar a pipoca. Não é o tipo de filme imperdível que você precisa assistir no cinema, dá muito bem para esperar estrear no telecine. Mesmo assim um filme legal para se assistir num sábado ou domingo a noite.