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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Review X-Men: Apocalipse


          “Todo mundo sabe que o terceiro filme é sempre o pior” ou algo do tipo, essas não são minhas palavras, mas sim da nova Jean Grey (ok, não exatamente essas palavras, mas ela falou quase isso nesse filme) com certeza essa fala foi proposital e X- men Apocalipse se encaixa perfeitamente nela. Ele não é um completo fiasco, mas é sim o mais fraco dessa nova franquia dos mutantes.
          Nesse filme os x-mens precisam enfrentar o vilão apocalipse, o primeiro vilão do mundo e mais poderoso também.
         O filme começa com a apresentação do vilão e sua transformação e é uma das melhores sequencias do longa. Tem bastante ação e riqueza nos detalhes do Egito antigo. A trilha contribui bastante também para o clima de destruição. É nesse começo do filme que temos as cenas com melhor uso do 3D. começando pela abertura que é realmente fantástica, parece que estamos embarcando num túnel e as coisas que vem ao nosso encontro não nos incomodam, pelo contrário, nos deixam empolgados. A técnica foi muito bem empregada, mas também apenas nesse começo pois no restante do filme o 3D é totalmente descartável.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Review Victor Frankenstein 2015


         Quando vi o primeiro filme do Frankestein, lá de 1931, fiquei completamente fascinada. Eu era mais nova e dificilmente um filme tão antigo prendia a minha atenção. Mas esse foi um dos únicos naquela época que fizeram isso. Uma nova refilmagem baseada na obra de Mary Shelley foi feita ano passado (2014) e não causou muito impacto. Victor Frankestein provavelmente foi feito no intuito de tentar trazer qualidade e visibilidade a uma das obras mais importantes do cinema e da literatura. Mas parece que ainda não foi dessa vez....
         O personagem principal de Victor Frankestein é Igor o ajudante ex corcunda do médico. Eles se tornam grandes amigos até Igor perceber que as coisas estão fugindo do controle.

          Focar em Igor é um elemento totalmente novo, porem arriscado. O personagem é interessante em sua concepção mas não consegue ter forças para ser o centro. Daniel Radcliffe se livrou de Harry potter mas ainda não consegue mostrar ao que veio. Sua atuação é razoável. Na verdade o filme é feito de atuações razoáveis, até mesmo James Mcavoy que é um ótimo ator poderia ter explorado melhor suas emoções como o explosivo Victor. O único que se sobressai é Andrew Scott (Sherlock) que faz um detetive determinado a descobrir os segredos da dupla de amigos.


          O diretor do longa Paul Mcguigan dirigiu quatro episódios de Sherlock e quem assiste a série não pode deixar de notar as semelhanças. Além de ter três atores da mesma no filme. O Andrew que é o vilão Moriarty, Mark Gatiss que é o Mycroft irmão de Sherlock e Louise Brealey a Molly Hooper que é apaixonada pelo detetive. (E quem não é?) e não é só no elenco que se nota essas semelhanças, a forma como é filmado parece um episódio de Sherlock. As cenas em que Igor consegue ver através do corpo da moça trapezista que é seu interesse romântico remete muito a série, aquele raio x visual é como o desvendar dos crimes. A composição dos personagens também é parecida, mesmo que indiretamente. Victor é egocêntrico e sociopata como Sherlock e Igor é o melhor amigo devoto que dá corda para as insanidades assim como John Watson. Nesse sentido o diretor não teve problema algum, ele foi ótimo na direção dos atores. Daniel e James tem química em cena (não como Holmes e Watson mas tem)
          Victor Frankestein é mais uma das tentativas de trazer o monstro tão querido de volta. Lutando contra todas as probabilidades. Uma delas é a falta de interesse da audiência de ver mais uma vez essa história sendo retratada, principalmente os jovens. O filme conta com bons momentos, como a luta com o macaco morto e a criatura principal, dessa vez remasterizada e mais quadrada. Sem aquela feição triste do primeiro filme mas dessa vez com uma feição furiosa mas também com momentos absurdos, o maior deles é a cura caseira da corcunda de Igor, foi uma cena totalmente nojenta, daquelas que te faz querer vomitar a pipoca. Não é o tipo de filme imperdível que você precisa assistir no cinema, dá muito bem para esperar estrear no telecine. Mesmo assim um filme legal para se assistir num sábado ou domingo a noite.