Há
meses estou lendo IT do Stephen King e para amenizar um pouco o clima eu
intercalo essa leitura com outros livros, para minha surpresa as três ultimas
leituras que eu fiz enquanto lia o clássico de terror do palhaço foram leituras
com temática feminista, a primeira foi O Conto da Aia (que em breve farei
review, só vou assistia a série primeiro) a segunda foi Sejamos todos
feministas e a terceira o livro de poesia Outros Jeitos de Usar a boca, a
opressão vivida em The Handmaid’s tale me inspirou a ler todos os livros sobre
feminismo que estavam ao meu alcance.
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
A importância de Carrie Fisher para o cinema e para as mulheres
O
ano de 2016 não satisfeito de levar grandes astros como George Michael, David
Bowie, Prince, Gene Wilder.... Agora ele fez questão de nos tirar Carrie Fisher
que foi eternizada como a princesa Leia da saga Star Wars. Acho que seu papel icônico
dispensa apresentações não é mesmo?
Carrie
Fisher teve parada cardíaca enquanto estava viajando para promover seu mais recente livro “Memorias Da princesa: Os diários
de Carrie Fisher’ onde ela fala sobre seu passado conturbado. Carrie teve
problemas sérios com drogas, falou abertamente que era bipolar e recentemente
foi confrontada pelo seu par romântico em Star Wars, Harrison Ford, por expor
em seu livro o relacionamento dos dois, já que ele era casado na época que os
dois namoraram. Também fala da dificuldade que foi emagrecer para o papel de
princesa Leia e de como odiava o penteado de sua personagem.
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sábado, 21 de maio de 2016
Os Homens Não Gostam de Mulheres Engraçadas?
Brevemente
teremos aqui no blog o review da 2° temporada de unbreakable Kimmy Schmitdt,
você pode ler o meu review da 1° temporada aqui no blog também. Mas antes que
eu fale sobre a temporada como um todo preciso falar sobre um determinado
dialogo/critica que me chamou muita a atenção. A série tem disso de usar o
humor para fazer criticas disfarçadas e essa não foi diferente.
O
dialogo em questão foi esse:
![]() |
| Homens têm pavor de mulheres engraçadas. |
Elas
afirmam que homem não gosta de mulher engraçada, no mesmo momento eu me
desliguei da série e fiquei pensando sobre isso, prontamente fui ao meu irmão,
um jovem de 21 anos e perguntei: É verdade que homem não gosta de mulher
engraçada? Aí ele respondeu: depende do tipo de mulher engraçada.
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sábado, 14 de maio de 2016
Review Livro Vamos Juntas?
Existem
livros que nos dão orgulho de se ler, este é um deles. Nele não há um texto
sofisticado e difícil de ler, pelo contrário, ele apresenta uma ideia (ou
milhões de ideias em uma só) tão simples, mas ao mesmo tempo um conceito tão
rico que já no começo do livro podemos nos identificar.
O
livro fala sobre o movimento Vamos Juntas? Criado na internet e que rapidamente
ganhou força. Quem criou esse movimento é a Babi Souza após observar o medo e a
insegurança que as mulheres tinham em ficar sozinhas em determinados lugares
desertos e perigosos, como no ponto de ônibus, por exemplo. (Lugar da onde veio
sua inspiração para criar o movimento) se há mulheres ao nosso redor passando
pelas mesmas coisas e sentindo a mesma insegurança que a gente porque não
podemos ir juntas? Ou fazer companhia uma para a outra?
sábado, 19 de setembro de 2015
Talvez Eu Não Queira Ser Uma Princesa
Na
verdade até gosto das princesas, mas lá nos filmes da Disney... (ps: A Bela até que é uma princesa cheia de atitude)
Decidi
escrever esse texto por causa de um podcast polemico que surgiu essas semanas e
repercutiu bastante (pelo menos dentre nós da podosfera, blogosfera e tantas
esferas do dragão)
Assim
como a maioria das meninas fui criada cercada de pensamentos preconceituosos. Não por culpa dos meus pais ou da minha família, por culpa da sociedade que
possui conceitos fixos que são difíceis de exorcizar. Como tentar mudar a
cabeça do seu avô que foi ensinado pelo pai que mulher não pode trabalhar? de
que mulher não pode aprender a escrever por que se não iria escrever cartinha
pra namorado? Que também trouxe preconceitos contra negros e etc... Não dá pra
mudar isso, mesmo que se tente veementemente. O negocio é mudar agora os nossos
pensamentos, aqueles que também possuem ideias impregnadas por gerações.
Por
mais que agora eu seja bem mais feminina já fui muito “moleque” e sofri muita
lavagem cerebral por isso. Na pré-escola eu odiava brincar com as meninas. Não
gostava das brincadeiras delas, não queria fingir que uma boneca era minha
filha por que achava constrangedor. Eu gostava de brincar com os meninos, eu
queria ser policial, eu fazia arma de massinha e saia correndo “atirando” pra
todos os lados, ficava de castigo todos os dias por causa disso, a professora
dizia “você é menina, não pode ser policial” e eu nunca entendi por que.
Na
minha rua os gêneros eram bem equilibrados, eu até brincava com as meninas, mas
chegou uma época que eu só me via brincando com os meninos (mais novos do que
eu, diga-se) e eu adorava. Adorava correr, soltar pipa, jogar bola e etc...
(mesmo que eu fosse péssima em tudo isso, sim, ruim mesmo) também fazia “coisas
de menina” gostava de dançar, de assistir musicais e de ver filmes de princesa
(nunca gostei de cabelo e maquiagem), mas mesmo para a dança eu pegava a blusa
do homem aranha que meu irmão tinha e ia para as aulas. Na falta de heroínas, o
homem aranha era o meu preferido. Nunca idolatrei a mulher maravilha, ela era perfeita
e eu não, por isso me identificava tanto com o Homem aranha. Como uma Viúva
negra fez falta naquela época. E quando eu não queria me casar com o Johnny
Depp eu queria SER ele. Até brincava que era uma das panteras e era muito
maneiro ser uma... mas ser o capitão Jack sparrow seria tão legal também.
Por
conta de tudo isso ouvi frases como “você é menina, se comporte como tal”
“senta direito” “você é uma mocinha” “você gosta desse filme? É de menino” e na
adolescência com comentários do tipo “você nunca vai ter um namorado se
continuar gostando dessas coisas” e com o passar dos anos e a sociedade se
modernizando e se atualizando ainda ouço e leio comentários do tipo, agora na
internet. “tinha que ser mulher mesmo” já ouvi e inclusive já falei muito essa
frase... Confesso! Esse é o tal preconceito enraizado.
Eu
achava que o fato de ter um blog, participar de um site e de poder expressar
minha opinião na internet quebraria algumas barreiras do machismo, mas fui
trouxa e vi que só piorou. A discriminação é igual ou maior por aqui. Talvez
por ser um veiculo expansivo e onde todos podem falar abertamente o que
quiserem. Ou deveriam, sem serem subjugados. Já repararam que a maioria dos
sites, blogs, canais de youtube e afins que falam sobre cultura pop são feitos
por homens? Eu sou uma menina que fala sobre cinema, séries e livros no meu
blog (mais sobre cinema) e é uma dificuldade terrível encontrar blogs com o
mesmo conteúdo para fazer parcerias. Procuro sempre por blogs e sites femininos
e a maioria deles é SÓ sobre livros. Um
review de cinema de vez em quando.
A
mulher é associada a apenas alguns assuntos. Livros, maquiagem, roupas,
comportamento e etc... Muitas mulheres tem medo de expor pensamentos a cerca de
cultura pop por que sabem que a credibilidade não será a mesma se elas optassem
por discutirem os temas anteriores. Por que aparentemente mulher não sabe falar
sobre cinema e TV. Mulher é padronizada (alguns homens também, convenhamos) a
menina que assiste crepúsculo não pode ser levada a sério por que simplesmente
ela gosta de crepúsculo... Mas essa mesma menina adora Clube da luta e dai?
Essa mesma menina assiste os filmes do Quentin Tarantino de boa, sem nojinho e
mimimi, ela é fã do Martin Escorsese e assiste Sons of anarchy. Tá bom pra vc?
Mulher é convidada para falar de Glee (por que é musical e você sabe, musical é
coisa de mulherzinha), mas não de SOA por que afinal, é uma série de
motoqueiros, ela não deve assistir. Será mesmo? Você já perguntou ou indicou
essa série pra ela?
Comédia
romântica não é só para meninas e filmes de ação não é só pra meninos... Por
tempos achamos que isso estava bem esclarecido, mas só foi ir à sessão de Mad
Max e ver que estávamos errados. Onde eu e minha amiga éramos umas das pouquíssimas
mulheres na sala. Ok, talvez você diga, mas isso é culpa de vocês. Não é culpa
de ninguém, apenas fomos acostumadas e ambientadas a isso. A ir assistir a nova
comédia da Katherine heigh (ela ainda faz filmes?) do que a ver o novo filme do
Vin Diesel. Às vezes o preconceito está em nós mesmos...
Quando
a Sansa foi estuprada em Game of thrones o pensamento machista que passou pela
minha cabeça foi: “mas ela casou ué, fazer o que?” além de ser a esposa de um
filhinho de papai inescrupuloso ela é uma menina assustada que não merecia ser
tratada daquele jeito. (eu fui babaca e machista) A mesma coisa acontece quando
vemos uma menina de 15 anos usando roupas curtas ser estuprada e morta. “mas
também, olha a roupa que ela tava usando, pediu” ninguém quer ser violentada e
morta meus amigos...
Em uma pesquisa
recente constatou-se que a Viúva negra era o personagem menos popular da
Marvel. Ela é a única do time original de heróis (sem filme solo, diga-se) e é
uma gostosa de roupa colada e mesmo assim não tem credibilidade por parte dos
homens. Se nem a roupa a está ajudando imagine o segundo filme A era de Ultron que
afundou seu status ainda mais, a rebaixando como o par do Hulk e babá dele, que
canta e bota ele para dormir. A imperatriz furiosa aparentemente late ordens
para Mad Max, a Linsay Lohan que é tão bêbada e drogada quanto o Charlie Sheen
nunca terá a reverencia que ele tem e que por ser mulher nunca se erguerá como
Robert Downey Jr, (Hollywood adora uma história de superação, mas as mulheres
deveriam se comportar melhor não é mesmo? aff) os salários das atrizes de
Hollywood é tão mais baixo que o dos homens que fez a Meryl Streep virar meme e
etc...
Nos
filmes com um elenco gigantesco de homens tem de haver uma mulher só para estar
ali. Para que as feministas não reclamem. E na maioria das vezes o papel do
“bendito fruto” é totalmente deturpado. Em Piratas do Caribe, por exemplo,
Elisabeth Swann personagem da Keira Knightley deveria ser aventureira e
destemida, ela até evolui em O baú da morte e o no fim do mundo, mas continuou sendo retratada como uma das pontas do triangulo amoroso, como a personagem
chata que vive reclamando e que sacaneia o pirata anti-herói que todos amam. Vejam
Kaya Scodelario que faz a Teresa em Maze Runner, ela está lá no meio de todos
aqueles meninos simplesmente para compor a paisagem, pois sua personagem nada
acrescenta a trama, além de fazer o protagonista se lembrar do próprio nome,
não sei se as coisas melhoraram nos próximos filmes e enfim ela tenha alguma
importância na saga. Kaya esteve recentemente no Brasil e foi questionada pelo
Judão se o cabelo colorido era por que ela iria interpretar uma sereia no novo
piratas do caribe. O Próprio Borbs se conscientizou da escrotidão de suas
pergunta. Por que para se estar em piratas do caribe ou você é uma sereia ou a mocinha chata não é mesmo? (lembrando que zoe Saldana fez o 1° filme e era uma espécie
de capitã mas logo desapareceu)
A
verdade é que os homens admiram mulheres como a Khaleesi, a katniss e etc... Mas
eles querem em casa a Sansa, pois mulher forte e durona só na tela. É engraçado
ver como as mulheres ficaram apaixonadas pela Amazing Amy enquanto os homens
tiveram medo e a xingaram. Mas lembremos de que a Amy era uma esposa dedicada e
a Sansa estava à mercê do jofrey só para proteger a família. Eu posso chorar
porque um cachorrinho fofo morreu no filme e vibrar por que mataram aquele
idiota da série. E não é por que eu sou mais princesa que eu não possa ser uma
policial.
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