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quinta-feira, 17 de março de 2016

Clássico do dia: O Silêncio dos Inocentes


      De tempos em tempos a rede de cinema Cinemark faz sessão de clássicos nos seus cinemas. Já assisti (ou seria reassisti?) Grease – Nos tempos da brilhantina e De Volta para o futuro. Filmes que marcaram minha infância e adolescência. Adoro um clássico e por isso sempre estou de olho nos filmes que eles estão exibindo.
      O ultimo que eu assisti foi esse que vos resenho. E ele estava na minha lista de “clássicos para assistir” há séculos, mas eu nunca tinha visto. Silence of the Lambs que na sua tradução literal seria Silêncio dos cordeiros, eu sei, seria um péssimo titulo, digno de filme infantil ruim, mas quando se assiste ao filme ele faz todo sentido até porque tem conexão com um dos diálogos entre Hannibal e Clarice Starling.
      O filme é sobre Clarice (Jodie Foster) que é uma jovem agente do FBI escalada para entrevistar Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) um dos maiores criminosos que está na prisão perpetua. A inteligência dele a guiará para que encontre um assassino de mulheres que sequestrou a filha da senadora.
      Clarice num primeiro momento parece ser uma mulher esforçada e dedicada ao seu trabalho. Quer ser respeitada em meio há uma carreira dominada pelos homens. Mas ao mesmo tempo parece uma menina frágil e apavorada. Isso se dá graças aos traços de Jodie Foster, a própria atriz é um misto de segurança com insegurança. De forte e frágil. Mesmo tendo interpretado varias personagens fortes durante sua carreira. Podemos dizer que Clarice vai se fortalecendo com o decorrer do filme e aos poucos vai deixando de temer Hannibal para então admira-lo. Jodie começou sua carreira muito cedo e desde nova mostra um grande talento. Além de ter conquistado vários fãs. Um deles chamado John Hincley Jr que tentou assassinar o até então presidente dos EUA Ronald Reagan para impressionar a atriz a quem ele já perseguia a tempos. Ele se matriculou em Yale (onde Jodie também estudava) para ficar perto dela e toda essa paixão começou quando ele a assistiu em Taxi Driver. Não é só no filme que ela teve que lidar com um psicopata.
           Anthony Hopkins (o pai do Thor) é uma aberração da natureza no quesito atuação. Ele também teve uma atuação discreta porem intercalava com momentos de pura insanidade. A forma como ele fala, caminha e estuda as pessoas é como um animal espreitando sua presa. O som que ele emite em alguns momentos é aterrorizante. Seu olhar é de um vazio infinito, quase como se o próprio ator tivesse encarnado tão bem o canibal que anulou todos seus sentimentos. E mesmo com toda a frieza é perceptível a afinidade que ele tem com Clarice desde o primeiro momento. Eu ainda não li os livros e por isso não sou familiarizada com os personagens e como disse antes ainda não tinha assistido a esse filme. Mesmo que tivesse passado um milhão de vezes no SBT. Então meu primeiro contato com Hannibal foi com a série atual de mesmo nome. (série essa que até hoje não entendemos o cancelamento) e a “amizade” de Lecter com Clarice me lembrou muito a dele com o Will da série. Aquele relacionamento super sadio do tipo: “eu mato todo mundo, menos você!” e essa é a maior declaração de amor que possa vim de um assassino canibal tão cruel.


        Já que estamos falando da série não posso deixar de comparar os “hannibals” Mads Mikkelsen era um Lecter mais galante e sedutor enquanto o de Hopkins não está interessado em galanteios. Will era visto pelo de Mads como um amigo/amante e Clarice é vista pelo de Hopkins como uma amiga/filha. Ambos utilizam suas habilidades como psiquiatra para entrar na mente das pessoas e retirar o melhor e o pior delas. (voltando ao filme...) É assustador quando Hannibal traça um perfil psicológico da protagonista e começa a adivinhar seu passado. Entrar na mente das pessoas é seu maior poder e ele utiliza muito bem isso. Ele sempre está um passo a frente. Quando achamos que enfim ele foi capturado e tudo está bem ele mostra ser muito superior a qualquer plano que possa ser executado contra ele. A série enfatizava muito isso e o filme trouxe essa proposta em uma das melhores cenas do longa e do cinema. A cena em que ele escapa é de tirar o fôlego.
          Mas não são só os protagonistas que se saíram bem, o ator Ted Levine que interpreta o serial killer Buffalo Bill também está ótimo. Ele é um cara que queria ser uma mulher, mas ao invés de optar por cirurgia ele optou por métodos mais assustadores. Sua convicção o fazia tão perverso quanto Hannibal. Por isso foi fácil para ele o localizar.
        Um dos maiores méritos do filme é sua direção e roteiro. Esse ultimo foi adaptado do livro de Thomas Harris. O diretor é Jonathan Demme que não teve muitos filmes significativos depois, mas poderia ter zerado a vida com esse. A forma como ele enquadra o rosto de seus personagens é incrível. Ele deveria saber os grandes atores que tinha e por isso não tinha medo de focar em seus rostos e extrair o melhor deles. A técnica do personagem que emerge das sombras também é muito bem empregada. Aumentando a tensão de cada cena.
        O silencio dos inocentes venceu nas categorias principais do Oscar. Melhor filme (um marco vencer sendo um filme de serial killer) melhor diretor, melhor ator, melhor atriz e melhor roteiro adaptado. Deveria ter vencido nas categorias de Som também. Esse longa é uma verdadeira aula de cinema e me sinto feliz por ter deixado para assisti-lo só no cinema. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

My New Obsession: Obsessions de 2015

Esse ano criei aqui no blog a sessão “My New Obsession” que nada mais é do que a minha obsessão da vez (sou cheia delas) seja um ator, série, whatever. Todos os posts que fiz até agora foram sobre atores então vou fazer uma retrospectiva com vocês sobre as minhas obsessions de 2015 e vou acrescentar quatro atores que fazem dois casais muito shippaveis (um dia eu vou parar com essas gírias de internet eu juro) rs mas enquanto isso vamos lá....


Tom Hiddleston

Inaugurei esse novo espaço com a minha obsessão por Tom Hiddleston. A postagem fez muito sucesso graças ao exercito de hiddlestoners que encontramos nas redes sociais. Minha admiração e paixão pelo ator não mudou e continuo louca pela sua figura dentro e fora das telas. Em 2016 veremos muito sua carinha, ele estará em I Saw The Light, onde ele interpretará Hank Williams um cantor country e atuará ao lado da sua colega de Marvel Elisabeth Olsen e também estará em Righ-Rise sobre uma luta de classes dentro de um prédio. Com certeza muitos projetos ainda virão...


Charlie Cox


Best friend de Tom, Charlie chama a atenção por seu sorriso e seu talento, também tem outros atributos, só as coxers sabem (sim, temos que inventar um nome melhor) Comecei a admira-lo assistindo sua série na netflix, obviamente, e o acompanho desde então. Seu jeito tímido o deixa mais charmoso ainda. Sua simpatia também é um grande atrativo. Em 2016 o veremos na 2° temporada de Demolidor. Oh ansiedade! O trailer oficial também está próximo.


ps: faço parte da equipe do site Charlie Cox Brasil, dá uma olhada no nosso site também: http://charliecoxbr.flaunt.nu/

Lee Pace


Dono de 1,96 de puro charme Lee também tem talento de sobra (isso ta parecendo àqueles programas do E!) mesmo fazendo personagens maquiados e com muita caracterização sua beleza é aparente. Comecei e virar fã de Lee quando assisti Pushing Daisies, uma das séries mais fofas e bonitas esteticamente, que eu já vi, é impossível não se apaixonar pelo Pie Maker Ned <3 Ele faz a série Halt and catch fire. Vamos torcer pra que venham muitos projetos em 2016.


Johnlock


Todo mundo que assiste Sherlock shippa Johnlock. Sherlock e John são melhores amigos e se amam tanto que quase dá pra sentir uma faísca de romance. Tem vídeos, tem fanfics, tem desenhos, tem colagens, tudo em prol da junção desse casal e os criadores trazem muito desse desejo do publico para a série botando cenas que nos faz suspeitar de que aquele relacionamento vá além da amizade. Mas é claro que até então o que prevalece MESMO é amizade linda dos dois. E a química incrível do Benedict cumberbatch com o Martin Freeman.

Mas será o Benedict?


Antes de começar a assistir Sherlock eu torcia o nariz pra aquelas pessoas que nominavam o Benedict como o ser mais lindo de todas as galáxias. Eu não o achava nem sequer bonito mesmo ele estando beeem bonito em Star Trek com a roupa apertada e o cabelo bem penteado para trás. Daí comecei a assistir Sherlock e tudo mudou. Minha visão sherlockiana se expandiu e assim como todas as meninas do twitter também me apaixonei pelo Benedict. Seu talento, sua voz e seu charme foram um dos fatores para isso acontecer e hoje o acho maravilhoso (obs: minha mãe concorda)

Coelhinho!


O Martin já foi outra historia. Já o achava muito fofo em O Hobbit. No filme ele parecia muito jovial e saber que ele não era tão jovem como aparentava ser nele... me fez gostar mais ainda! Seu personagem Bilbo foi o motivo principal para eu dar uma segunda chance aos filmes baseados nas obras de Tolkien. Nunca fui muito fã de Senhor dos anéis, hoje consigo assistir sem dormir na metade, mas antes era quase impossível. Por isso gostei muito mais da trilogia O Hobbit, mesmo sabendo que ela é muito mais inferior a Lorde of the Rings. Mas pra mim ela vence na categoria protagonista. Portanto minha motivação a assistir Sherlock foi Martin Freeman e ao assistir fiquei mais derretida ainda. Ele está tão bem interpretado e tão fofo que o apelidei de Coelhinho. (ridículo eu sei, mas me deixa)

Hannigram.


Outro casal muito shippável da internet e das séries é Hannibal Lecter e Will Graham. Na verdade eles são inimigos, ou melhor, deveriam ser, mas não é isso que realmente acontece. Um tem uma admiração muito grande pelo outro. Hannibal se ama tanto que admira e poupa a vida de Will simplesmente por enxergar muita coisa dele nele. Já Will admira a sagacidade e a inteligência de Hannibal e em certo ponto se sente tentado a seguir seus passos, afinal aquilo seria muito interessante. Mas ele luta internamente para não se transformar naquele que a sociedade caracteriza como monstro (e é, mas a gente gosta não sei por que)

Master Chef Canibal


Mads Mikkelsen interpreta o canibal mais famoso do cinema de uma forma muito única. Ele trás uma nova roupagem ao personagem (e não me refiro aos ternos quadriculados ridículos rs) mas entrega um personagem excepcional e modelado por ele. Seu jeito sereno de articular os crimes e as pessoas é magistral. Além do dr Letter, Mads é um rosto conhecido no cinema mesmo que passe despercebido algumas vezes. Ele é o tipo de ator que você pensa “Já vi ele em algum lugar, mas não lembro onde” um dos melhores filmes que vi dele foi o A Caça, um filme dinamarquês de 2012 que possui um roteiro muito bem desenvolvido e que nos faz parar pra pensar antes de acusar as pessoas. Está disponível na Netflix.

O agente do FBI que “fala Prada”


Conheci Hugh Dancy em seu trabalho em Hannibal, que foi onde ele ganhou mais notoriedade. Seu personagem Will é bastante fechado e quase não sorri, mas quando isso acontece suspiramos, tanto porque é raridade na série quanto porque ele fica muito fofo sorrindo. Seu personagem apesar de sociopata (como Hannibal e Sherlock) possui um lado doce. Ele não é um idiota com as mulheres e quando surge um interesse romântico ele não pestaneja, ele simplesmente se entrega e esse é o mais legal dele, ele não está fechado para relacionamentos, os relacionamentos que parecem estar fechados para ele. E o fato dele ter vários cachorros lindos é um bônus. Hugh atuou em vários filmes, entre eles duas comédias românticas muito divertidas, Um garota encantada, de 2004 e Os delírios de consumo de Becky Bloom onde ele faz Luke Brandon um advogado que “speak Prada” Will fashionista?

E que venham muitas outras Obsessions em 2016!