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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Podcast: TAG Um filme que....






PS: Em um dos filmes eu não quis dizer que Poderoso chefão e Scarface são filmes do Martin Scorsese, eu que fui falando tudo junto mesmo rs

O podcast consiste em responder 30 perguntas relacionadas a filmes e são elas:

quinta-feira, 17 de março de 2016

Clássico do dia: O Silêncio dos Inocentes


      De tempos em tempos a rede de cinema Cinemark faz sessão de clássicos nos seus cinemas. Já assisti (ou seria reassisti?) Grease – Nos tempos da brilhantina e De Volta para o futuro. Filmes que marcaram minha infância e adolescência. Adoro um clássico e por isso sempre estou de olho nos filmes que eles estão exibindo.
      O ultimo que eu assisti foi esse que vos resenho. E ele estava na minha lista de “clássicos para assistir” há séculos, mas eu nunca tinha visto. Silence of the Lambs que na sua tradução literal seria Silêncio dos cordeiros, eu sei, seria um péssimo titulo, digno de filme infantil ruim, mas quando se assiste ao filme ele faz todo sentido até porque tem conexão com um dos diálogos entre Hannibal e Clarice Starling.
      O filme é sobre Clarice (Jodie Foster) que é uma jovem agente do FBI escalada para entrevistar Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) um dos maiores criminosos que está na prisão perpetua. A inteligência dele a guiará para que encontre um assassino de mulheres que sequestrou a filha da senadora.
      Clarice num primeiro momento parece ser uma mulher esforçada e dedicada ao seu trabalho. Quer ser respeitada em meio há uma carreira dominada pelos homens. Mas ao mesmo tempo parece uma menina frágil e apavorada. Isso se dá graças aos traços de Jodie Foster, a própria atriz é um misto de segurança com insegurança. De forte e frágil. Mesmo tendo interpretado varias personagens fortes durante sua carreira. Podemos dizer que Clarice vai se fortalecendo com o decorrer do filme e aos poucos vai deixando de temer Hannibal para então admira-lo. Jodie começou sua carreira muito cedo e desde nova mostra um grande talento. Além de ter conquistado vários fãs. Um deles chamado John Hincley Jr que tentou assassinar o até então presidente dos EUA Ronald Reagan para impressionar a atriz a quem ele já perseguia a tempos. Ele se matriculou em Yale (onde Jodie também estudava) para ficar perto dela e toda essa paixão começou quando ele a assistiu em Taxi Driver. Não é só no filme que ela teve que lidar com um psicopata.
           Anthony Hopkins (o pai do Thor) é uma aberração da natureza no quesito atuação. Ele também teve uma atuação discreta porem intercalava com momentos de pura insanidade. A forma como ele fala, caminha e estuda as pessoas é como um animal espreitando sua presa. O som que ele emite em alguns momentos é aterrorizante. Seu olhar é de um vazio infinito, quase como se o próprio ator tivesse encarnado tão bem o canibal que anulou todos seus sentimentos. E mesmo com toda a frieza é perceptível a afinidade que ele tem com Clarice desde o primeiro momento. Eu ainda não li os livros e por isso não sou familiarizada com os personagens e como disse antes ainda não tinha assistido a esse filme. Mesmo que tivesse passado um milhão de vezes no SBT. Então meu primeiro contato com Hannibal foi com a série atual de mesmo nome. (série essa que até hoje não entendemos o cancelamento) e a “amizade” de Lecter com Clarice me lembrou muito a dele com o Will da série. Aquele relacionamento super sadio do tipo: “eu mato todo mundo, menos você!” e essa é a maior declaração de amor que possa vim de um assassino canibal tão cruel.


        Já que estamos falando da série não posso deixar de comparar os “hannibals” Mads Mikkelsen era um Lecter mais galante e sedutor enquanto o de Hopkins não está interessado em galanteios. Will era visto pelo de Mads como um amigo/amante e Clarice é vista pelo de Hopkins como uma amiga/filha. Ambos utilizam suas habilidades como psiquiatra para entrar na mente das pessoas e retirar o melhor e o pior delas. (voltando ao filme...) É assustador quando Hannibal traça um perfil psicológico da protagonista e começa a adivinhar seu passado. Entrar na mente das pessoas é seu maior poder e ele utiliza muito bem isso. Ele sempre está um passo a frente. Quando achamos que enfim ele foi capturado e tudo está bem ele mostra ser muito superior a qualquer plano que possa ser executado contra ele. A série enfatizava muito isso e o filme trouxe essa proposta em uma das melhores cenas do longa e do cinema. A cena em que ele escapa é de tirar o fôlego.
          Mas não são só os protagonistas que se saíram bem, o ator Ted Levine que interpreta o serial killer Buffalo Bill também está ótimo. Ele é um cara que queria ser uma mulher, mas ao invés de optar por cirurgia ele optou por métodos mais assustadores. Sua convicção o fazia tão perverso quanto Hannibal. Por isso foi fácil para ele o localizar.
        Um dos maiores méritos do filme é sua direção e roteiro. Esse ultimo foi adaptado do livro de Thomas Harris. O diretor é Jonathan Demme que não teve muitos filmes significativos depois, mas poderia ter zerado a vida com esse. A forma como ele enquadra o rosto de seus personagens é incrível. Ele deveria saber os grandes atores que tinha e por isso não tinha medo de focar em seus rostos e extrair o melhor deles. A técnica do personagem que emerge das sombras também é muito bem empregada. Aumentando a tensão de cada cena.
        O silencio dos inocentes venceu nas categorias principais do Oscar. Melhor filme (um marco vencer sendo um filme de serial killer) melhor diretor, melhor ator, melhor atriz e melhor roteiro adaptado. Deveria ter vencido nas categorias de Som também. Esse longa é uma verdadeira aula de cinema e me sinto feliz por ter deixado para assisti-lo só no cinema.