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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Podcast: TAG Um filme que....






PS: Em um dos filmes eu não quis dizer que Poderoso chefão e Scarface são filmes do Martin Scorsese, eu que fui falando tudo junto mesmo rs

O podcast consiste em responder 30 perguntas relacionadas a filmes e são elas:

terça-feira, 8 de março de 2016

Personagens femininas que eu queria ter como... #DiaDaMulher

Hoje é dia internacional da mulher e infelizmente não temos muito que comemorar. As mudanças estão acontecendo lentamente e é inadmissível que em pleno 2016 ainda tenhamos que usar esse dia para protestar e não para comemorar, mas isso é assunto para outro post, vamos aproveitar esse dia para admirar personagens femininas tão amadas (principalmente por mim hehe) gosto tanto delas que as queria como:


Irmã: Elisabeth Bennet – Orgulho e preconceito


Personagem principal do livro Orgulho e preconceito, Lizzie é uma ótima irmã. Protetora, guardiã e conselheira, principalmente com Jane que não tem opinião forte como a dela. Além de ser uma irmã e filha maravilhosa é uma personagem a frente do seu tempo. Batia o pé para as ordens da mãe e da sociedade. Optou por casar por amor em uma época em que o dinheiro falava mais alto (acho que estamos voltando a esses tempos) e no final conquistou Mr Darcy <3

Cunhada: Kit Kat – Questão de Tempo


Até o nome dela é doce! Lydia Wilson interpretou em About Time uma menina excêntrica, maluquinha e muito carinhosa. Totalmente extrovertida e engraçada, o oposto do irmão, que apesar de fofo é tímido e reservado. Adoraria ter uma cunhada como ela, que não pode te ver que te enche de beijos. Sou apaixonada por essa personagem desde que vi o filme pela primeira vez.

Amiga: Sam – As vantagens de ser invisível


Eu sei que o cinema é recheado de boas amigas e filmes sobre amizade são feitos o tempo todo. Temos Amigas para sempre, O casamento de Muriel, Thelma e Louise entre outros, mas seria difícil escolher apenas uma amiga das duplas para querermos que fosse nossa Best então escolhi uma personagem incrível que eu queria muito que fosse minha amiga. Ela é a Sam, personagem da Emma Watson em As Vantagens de ser Invisível, além de ser um ótimo filme ele trás bons ensinamentos sobre amizade e como devemos ser inclusivos. Sam era melhor amiga do meio irmão e de Charlie e apesar de seus problemas pessoais ela era otimista e sorridente. Sempre feliz e animada, quem não quer uma amiga como essa?

Mãe: Joy – O quarto de Jack


Essa categoria é como a de cima. São muitas opções para uma só escolha mas ultimamente a super mãe que não sai da minha cabeça é Joy, personagem da vencedora do Oscar desse ano, Brie Larson. O cinema já retratou muitos tipos de mães sofredoras, mas o caso dela é tão real e ao mesmo tempo assustador. Você conseguiria criar e amar um filho que foi fruto de um estupro e um encarceramento? Poucas mães podem fazer isso e ela o amou cada segundo. Por isso não tem como ser outra. 

Filha: Gertie Trinké – Menina dos olhos


Esse filme pode até ser considerado ruim por alguns, mas eu gosto bastante. É aquele tipo de filme para se assistir num dia calmo de chuva, pode até provocar lagrimas em algumas partes, mas é muito engraçado e fofo, graças à atuação de Raquel Castro como Gertie, ela é uma graçinha e apesar da pouca idade ela tem muita personalidade e bom gosto. É uma criança inteligente que prefere assistir Dirty dancing a desenhos chatos e que encenou Sweeney Todd na escola ao invés de Cats como todas as outras crianças. Vejo sempre que passa e todas as vezes suspiro por ela.

Me diz quais seriam suas escolhas para as categorias acima e um feliz dia internacional da mulher para todas nós.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Indicados ao Oscar: Review O Quarto de Jack


          Adaptado do livro da escritora Emma Donoghue, O Quarto de Jack trás uma historia muito sensível e triste, mesmo que o filme nos proporcione alguns momentos de felicidade. O filme é dirigido por Lenny Abrahamson que teve êxito antes no filme indie Frank. Os dois filmes é a prova de que o diretor mesmo dirigindo filmes pequenos e que possam parecer invisíveis ao publico acaba conquistando uma audiência que só aumenta. Seus filmes vão crescendo em notoriedade por conta do boca a boca das pessoas que os assistem. Sua atenção aos detalhes e a mensagem que pretende ser passada também é primordial.
Considerado pelo publico como melhor filme no festival de Toronto ano passado, Room é sobre Joy, uma jovem que foi sequestrada quando tinha 17 anos e mantida em cativeiro desde então, lá ela vive com seu filho Jack e quando o menino faz 5 anos eles planejam escapar.
        O filme é narrado pelo menino Jack e por isso a narração é tão ingênua, mas ao mesmo tempo esperançosa e bonita. O capricho usado na fotografia e na trilha sonora cativa o expectador. Mesmo que o filme se passe a maior parte do tempo em um quarto muita coisa dá para se extrair dele. A maneira como o menino enxerga o “mundo” em que vive e como ele valoriza cada coisa que ele tem é bastante tocante. Como ele cumprimenta todas as coisas do quarto quando ele acorda (no final esse comprimento rende muitas lagrimas) e como ele gosta de estar na companhia da mãe e isso mesmo após eles serem libertados. Não é spoiler nenhum contar que isso acontece, o trailer já entrega eles na companhia de outras pessoas. Joy ,que é chamada de mãe boa parte do filme, (o menino nem sabe o nome da própria mãe pois ela esconde que há um outro mundo do outro lado das paredes) parece ter desistido de tentar imaginar uma vida lá fora, por isso no primeiro ato do filme ela conta varias mentiras para que o menino venha aceitar que aquilo é tudo que eles tem, após contar a verdade o menino não se sente confortável e parece não querer aquilo pois destoa de tudo que ele conhece e acredita ser real.

A fase de descoberta da criança é umas das melhores coisas retratadas no filme. Mesmo dentro do Room quando ele vai perguntando a mãe se as coisas na TV são reais ou não e mesmo quando já estão libertos ele continua a conhecer todas as coisas que antes pareciam tão imaginativas para ele. Aos poucos o menino vai se adaptando (crianças são assim...) as coisas só são mais complicadas para Joy (...adultos nem tanto) ela percebe que tudo está diferente, que as pessoas seguiram em frente, as coisas mudaram, as pessoas a sua volta se casaram, se separaram, conquistaram coisas e ela permaneceu a mesma. E isso é algo difícil de lidar.


         Além das qualidades técnicas o mérito do filme fica a cargo das atuações. Brie Larson (Anjos da Lei) está impecável como a mãe, tanto que ganhou o Globo de ouro e o Critics choice como melhor atriz e provavelmente ganhará o Oscar, minha torcida é toda e completamente dela, ela merece muito por esse papel, são duas joy’s na competição, mas essa merece muito mais. (JLaw já ganhou, melhor passar a vez) é difícil acreditar que Brie, a dona dessa excelente atuação nunca tinha feito algo semelhante. Seus papeis foram todos em filmes de comédia e nenhum deles foi memorável, mesmo que ela tenha se saído bem. Não vejo que o drama é seu forte, acredito que ela faça bem qualquer gênero. Jacob Tremplay (que é a coisa mais fofa e preciosa desse mundo) é Jack e também está ótimo no papel, todas suas emoções são verdadeiras e sua expressão em cada uma delas parece trabalho de adulto, tanto que ganhou o Critics na categoria de melhor ator jovem. Ele quase entrou para os indicados como melhor ator no Globo e no Oscar, mas infelizmente não aconteceu. O Instagram do menino é uma fofura, fã declarado de Star Wars e do Johnny Depp, ele posta muitas coisas legais. William h Marcy (Jurassic Park) e Joan Allen (Diário de uma paixão) também estão muito bem como os pais de Joy, principalmente Joan que está ótima principalmente como a vó do menino, que o aceita e o ama.
      O Quarto de Jack é um filme que mexe muito com a sensibilidade das pessoas. Diferente da série da Kimmy Shmidt que aborda o tema do cativeiro com bastante bom humor e sem nenhum dano aos personagens, nesse filme vemos o sofrimento das pessoas que passam por isso. Eu realmente não sei como a personagem não enlouqueceu, acho que seu filho foi o motivo dela não ter desistido de viver definitivamente e quando é questionado seu papel como uma boa mãe que deveria ter aberto mão dele quando ele nasceu ela desaba. Ela é uma das melhores mães já retratadas no cinema. Apesar de seu filho ser fruto de um estupro ela o ama tão imensamente e tem tanto zelo por ele que rende cenas de nos levar as lagrimas (eu particularmente chorei horrores) e o filme faz questão de mostrar o lado dos familiares também, como o avô que não aceitou o neto. O mais triste é saber que o que é retratado no filme acontece muito. Mulheres perdem suas vidas confinadas, onde às vezes os que as mantém refém é o próprio pai ou algum familiar. O que não é o caso do filme, pois ela foi confinada por um cara estranho que pediu a ajuda dela na rua. O que nos faz questionar se as pessoas são merecedoras da nossa bondade. O filme me tocou de tal forma que cheguei a ficar “depre” depois dele e pensando nessas coisas. Eu adoro filme assim que nos fazem se questionar coisas. Até onde devemos ir ao amor ao próximo? E como hoje em dia se perdeu a proximidade e a conexão entre mãe e filho(a). Talvez você fique um pouco triste, mas vale cada minuto do seu dia, assista pois no final o misto de tristeza com alegria valerá muito a pena.