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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Review 4° temporada série Sherlock


                Quem é fã de Sherlock sofre, as temporadas demoram a estrear e nunca temos uma certeza de quando voltará, para nosso alivio de vez em quando surge um especial de natal para matar a saudade, como foi o do ano passado, mas um episódio é muito pouco para quem espera anos, até três episódios de uma temporada também são, então sempre esperamos algo grandioso, que nos surpreenda, que seja melhor do que já foi feito nas outras temporadas, que supere nos expectativas. Infelizmente essa temporada não foi tudo o que estávamos esperando, mas algumas cenas valeram a pena à espera.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sherlock Um Estudo em Vermelho


         Esse foi o primeiro livro que li na Maratona Literária de Carnaval. Fiz um post de apresentação dela aqui: http://speakcinema.blogspot.com.br/2016/02/maratona-literaria-de-carnaval-2016.html Ele tem apenas 199 páginas e por isso achei que o leria muito rápido, talvez em apenas um dia, mas demorei muito mais, o que levou metade dos dias destinados as leituras do desafio literário em questão... mas não pense que a leitura demorou pois é arrastada e chata, muito pelo contrário, eu teria lido muito mais rápido se pra minha surpresa o meu carnaval não tivesse ficado agitado. Mas mesmo nos passeios eu só pensava em pegar o meu livro e ler.
         Um Estudo em Vermelho foi o primeiro livro do escritor Arthur Cona Doyle e introduz a amizade do famoso detetive com o Dr. John Watson e ele juntamente com os agentes Lestrade e Gregson vão tentar desvendar um crime bem misterioso.
Esse livro faz parte da trilogia publicada pela Editora Nacional. Os outros livros são As Aventuras de Sherlock Holmes e As memórias de Sherlock Holmes. Comprei esse livro na Bienal e fiquei em dúvida entre qual deles compraria, optei por esse por ser o primeiro livro do autor e também por mostrar o começo da amizade Johnlock <3 Estava vendo a série na época e estava viciada nela e em ambos personagens.
       O começo dessa resenha pode ter passado a mensagem errada. Pois fiquei encantada com a leitura desse livro, não poderia ter começado essa maratona de melhor maneira. A leitura flui levemente e sempre te conduz a querer saber mais e mais do misterioso crime e de como funciona a brilhante mente de Sherlock. Nunca havia lido nada de Arthur Conan mas fiquei maravilhada com sua escrita tão rebuscada e ao mesmo tempo tão moderna e clara. Ele não é aquele tipo de escritor antigo que te causa sono e te confunde com uma linguagem de outra época. Você consegue entender tudo perfeitamente, há algumas palavras que não sabemos o que significam, mas nos sentimos instigados a conhecer seu significado. Adoro livros que me ensinam alguma coisa, fora que aumentar nosso vocabulário é sempre bom.

       A introdução do livro é narrada por Steven Moffat, um dos criadores da série Sherlock e nela ele conta por que é tão fascinado pelas histórias de Sherlock Holmes e por seu autor, isso só nos deixa mais entusiasmados para adentrar a leitura. O livro é dividido em duas partes. A parte um é o começo da amizade de Sherlock e Watson e as primeiras tentativas de resolução do crime. A parte dois começa contando uma história completamente diferente, com apenas alguns nomes conhecidos da parte anterior e somos apresentados a uma ótima história só que com ela vem junto aquele sentimento de: “aonde eu estou? Eu não estava lendo Sherlock?” Não desanime, depois tudo fará sentido. A resolução é muito bem bolada, e muito parecida com a da série.


       Por falar na série, o primeiro episódio é baseado nesse livro. As diferenças são poucas, mas as referências imensas. O título do episódio é Um estudo em pink e ele modernizou os fatos do livro. A carruagem foi substituída por um taxi na série e a figura feminina morta na série no livro é um homem. O livro me lembrou bastante o episódio especial de natal. Pois também temos John narrando (não sei se todos os livros do autor são assim) e várias das críticas sociais do episódio parecem ter vindo de alguém que leu esse livro e o analisou criticamente. No episódio John escreve seus contos sobre as aventuras com seu amigo Sherlock e a sra Hudson diz não gostar por que ela não é citada, e é isso que acontece no livro, em momento algum ela é citada como “Sra Hudson” mas sim como a “senhoria” que é totalmente descartável na trama. Algo muito criticado no episódio de natal.
       Um Estudo em Vermelho é um ótimo livro para aqueles que assim como eu não conhecem as obras de Arhur Conan Doyle pois há muita fluidez e aventura na leitura. Essa é uma obra rica de detalhes investigativos (há quase um passo a passo de como ser um investigador) e também é uma ótima pedida para aqueles que tiveram interesse por causa da série (assim como eu também hehe) fora que a capa é linda e tem Benedict e Martin. E acima de tudo ele é uma ótima introdução a esse gênero literário. 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Review Sherlock - A Noiva Abominável


(ao final do post um mini - podcast  para vocês)

         Os especiais de natal são muito conhecidos pelos britânicos. As séries inglesas sempre fazem esses episódios com temas aleatórios que servem como um presente de natal para os fãs. A incerteza dos fãs de Sherlock era tanta que quase desacreditamos que teríamos um especial também. Graças ao tempo incessante de Hiatos que a série possui. Vi uma vez numa postagem do facebook que diferente das séries normais, Sherlock não entra em hiatos eventualmente, pelo contrário, ela sai do hiato eventualmente, o que é verdade. Quem gosta de Sherlock já se conformou com essa demora toda e agora com seus protagonistas envolvidos em tantos projetos grandes atualmente, será mais difícil acharem tempo para a série em suas agendas. 
Benedict foi indicado ao Oscar por sua atuação em O jogo da Imitação,(você pode ler meu review aqui: http://speakcinema.blogspot.com.br/2015/02/indicados-ao-oscar-o-jogo-da-imitacao.html) e será o Doutor Estranho nos cinemas. Martin também estará na Marvel, mas com um papel em Civil War. Tudo está uma correria, mas eles sempre voltam aos seus papeis mais conhecidos. Sherlock e Watson. E o mais interessante é ver toda a essência dos personagens ali novamente como se não houvesse passado tempo nenhum. Isso prova o quão perfeitos são ambos para os papéis.
Sherlock – A noiva abominável se passa na Londres Vitoriana e lá Sherlock e Watson vão tentar solucionar o mistério da “noiva cadáver” que voltou para se vingar. O começo do episódio é praticamente o piloto da série ambientada nos tempos de antigamente. A versão bigoduda de Watson volta da guerra cheio de traumas e vai procurar um lugar em Londres para ficar, ele esbarra com um amigo que conhece alguém com quem ele possa morar (o mesmo gordinho que apareceu e sumiu no 1° episódio da série) e apresenta John a versão de Sherlock sem os cachinhos e com o cabelo penteado para trás. Após o encontro (praticamente um flashback) o episódio dá um salto no tempo e mostra Watson já casado com Mary.
O episódio inteiro é uma comparação de épocas diferentes. E uma critica ao homem de cada tempo. Eles ressaltam como as pessoas viviam antigamente e mostram como ainda fazemos as mesmas coisas hoje em dia, mesmo com tanto modernismo. A mensagem de texto é substituída no episódio pelo telegrama. O irmão de Holmes, Mycroft está mais parecido com o personagem da literatura pois está mais fofo digamos assim, o que retrata a figura do homem rico de antigamente que só sabia dar ordens e comer MUITO. Hoje ainda tem isso, mas a academia e a lipoaspiração viraram nossa aliada. Mas onde a ferida mais dói é na visão que a série passa da figura feminina e como antigamente as mulheres não eram vistas e nem ouvidas. Mary é deixada de lado, Mr Hudson nem sequer é retratada corretamente por Watson (que é o narrador do episódio e que escreve sobre as aventuras com Sherlock) Molly precisa se disfarçar de homem para trabalhar no que gosta e a empregada é simplesmente destratada. Eu amo John Watson, mas confesso que fiquei irritada com ele algumas vezes e sei que essa provavelmente era a finalidade dos criadores da série. Ele é o que mais faz pouco caso das personagens, ele que faz transparecer que a opinião das mulheres não tem a menor importância. O que destoa do John bem resolvido da atualidade. Que não se importa que Mary tome as decisões e que não se surpreende quando vê uma mulher no poder. A mulher é tão importante que o grande mistério escolhido para a trama gira em torno de uma mulher e não porque ela sumiu ou precisa de ajuda mas sim porque saiu atirando na rua, se matou e voltou triunfante com sua maquiagem branca, seu vestido de noiva e sua boca de coringa.


O que ajudou ainda mais a aliviar a saudade da série é que ela intercala entre o passado e o presente. Sherlock está sob o efeito de “dorgas” pesadas e por isso sem nem sair do avião que ele entrou no final da 3° temporada ele viaja mentalmente para a época vitoriana e lá tenta solucionar outro mistério que surge no caminho: Moriarty está realmente morto? A conclusão disso é meio broxante para os fãs do vilão, mas a conclusão do mistério da noiva é extremamente digna e bem planejada.
Todos os atores estão bastante à vontade no retorno de seus personagens e todos eles são definitivamente bons. Mas não posso deixar de aplaudir Benedict que retorna com um Sherlock Holmes afetado, mas contido e com seu palácio mental muito mais expandido, Andrew Scott que mesmo já havendo provado a qualidade de seu vilão Moriarty volta muito melhor, com direito as caretas que tanto admiramos e por Incrível que pareça a Louise Brealey que sempre foi uma mosquinha morta como a Molly nas outras temporadas, mas que no especial trás força e atitude para a personagem, obtendo o destaque que merecia, além de estar linda como cosplay de John Watson.
Mark Gatiss e Steve Moffat que são os criadores da série capricharam num episódio que levanta muitas questões e faz citação ao Sherlock da literatura. Os fãs mais saudosos de Conan Doyle vão se deliciar com tantas referencias e homenagens. E o mais legal é a forma sensacional que eles souberam levantar a bandeira em defesa das mulheres. Eles pegaram um assunto tão atual e conflitante e expuseram a importância de nós mulheres nos defendermos e lutarmos por tudo que temos e queremos ter. Sem mimimi, sem rodeios e de forma leve. Esse é um dos melhores episódios da série (ainda amo o do casamento <3) e já faturou milhões em audiência. Provando que a série pode ter o maior hiato do mundo, mas os fãs sempre vão se manter fiéis. Só é uma pena que não pudemos ter essa experiência no cinema assim como os fãs de Doctor Who tiveram.

Mini Podcast





terça-feira, 29 de dezembro de 2015

My New Obsession: Obsessions de 2015

Esse ano criei aqui no blog a sessão “My New Obsession” que nada mais é do que a minha obsessão da vez (sou cheia delas) seja um ator, série, whatever. Todos os posts que fiz até agora foram sobre atores então vou fazer uma retrospectiva com vocês sobre as minhas obsessions de 2015 e vou acrescentar quatro atores que fazem dois casais muito shippaveis (um dia eu vou parar com essas gírias de internet eu juro) rs mas enquanto isso vamos lá....


Tom Hiddleston

Inaugurei esse novo espaço com a minha obsessão por Tom Hiddleston. A postagem fez muito sucesso graças ao exercito de hiddlestoners que encontramos nas redes sociais. Minha admiração e paixão pelo ator não mudou e continuo louca pela sua figura dentro e fora das telas. Em 2016 veremos muito sua carinha, ele estará em I Saw The Light, onde ele interpretará Hank Williams um cantor country e atuará ao lado da sua colega de Marvel Elisabeth Olsen e também estará em Righ-Rise sobre uma luta de classes dentro de um prédio. Com certeza muitos projetos ainda virão...


Charlie Cox


Best friend de Tom, Charlie chama a atenção por seu sorriso e seu talento, também tem outros atributos, só as coxers sabem (sim, temos que inventar um nome melhor) Comecei a admira-lo assistindo sua série na netflix, obviamente, e o acompanho desde então. Seu jeito tímido o deixa mais charmoso ainda. Sua simpatia também é um grande atrativo. Em 2016 o veremos na 2° temporada de Demolidor. Oh ansiedade! O trailer oficial também está próximo.


ps: faço parte da equipe do site Charlie Cox Brasil, dá uma olhada no nosso site também: http://charliecoxbr.flaunt.nu/

Lee Pace


Dono de 1,96 de puro charme Lee também tem talento de sobra (isso ta parecendo àqueles programas do E!) mesmo fazendo personagens maquiados e com muita caracterização sua beleza é aparente. Comecei e virar fã de Lee quando assisti Pushing Daisies, uma das séries mais fofas e bonitas esteticamente, que eu já vi, é impossível não se apaixonar pelo Pie Maker Ned <3 Ele faz a série Halt and catch fire. Vamos torcer pra que venham muitos projetos em 2016.


Johnlock


Todo mundo que assiste Sherlock shippa Johnlock. Sherlock e John são melhores amigos e se amam tanto que quase dá pra sentir uma faísca de romance. Tem vídeos, tem fanfics, tem desenhos, tem colagens, tudo em prol da junção desse casal e os criadores trazem muito desse desejo do publico para a série botando cenas que nos faz suspeitar de que aquele relacionamento vá além da amizade. Mas é claro que até então o que prevalece MESMO é amizade linda dos dois. E a química incrível do Benedict cumberbatch com o Martin Freeman.

Mas será o Benedict?


Antes de começar a assistir Sherlock eu torcia o nariz pra aquelas pessoas que nominavam o Benedict como o ser mais lindo de todas as galáxias. Eu não o achava nem sequer bonito mesmo ele estando beeem bonito em Star Trek com a roupa apertada e o cabelo bem penteado para trás. Daí comecei a assistir Sherlock e tudo mudou. Minha visão sherlockiana se expandiu e assim como todas as meninas do twitter também me apaixonei pelo Benedict. Seu talento, sua voz e seu charme foram um dos fatores para isso acontecer e hoje o acho maravilhoso (obs: minha mãe concorda)

Coelhinho!


O Martin já foi outra historia. Já o achava muito fofo em O Hobbit. No filme ele parecia muito jovial e saber que ele não era tão jovem como aparentava ser nele... me fez gostar mais ainda! Seu personagem Bilbo foi o motivo principal para eu dar uma segunda chance aos filmes baseados nas obras de Tolkien. Nunca fui muito fã de Senhor dos anéis, hoje consigo assistir sem dormir na metade, mas antes era quase impossível. Por isso gostei muito mais da trilogia O Hobbit, mesmo sabendo que ela é muito mais inferior a Lorde of the Rings. Mas pra mim ela vence na categoria protagonista. Portanto minha motivação a assistir Sherlock foi Martin Freeman e ao assistir fiquei mais derretida ainda. Ele está tão bem interpretado e tão fofo que o apelidei de Coelhinho. (ridículo eu sei, mas me deixa)

Hannigram.


Outro casal muito shippável da internet e das séries é Hannibal Lecter e Will Graham. Na verdade eles são inimigos, ou melhor, deveriam ser, mas não é isso que realmente acontece. Um tem uma admiração muito grande pelo outro. Hannibal se ama tanto que admira e poupa a vida de Will simplesmente por enxergar muita coisa dele nele. Já Will admira a sagacidade e a inteligência de Hannibal e em certo ponto se sente tentado a seguir seus passos, afinal aquilo seria muito interessante. Mas ele luta internamente para não se transformar naquele que a sociedade caracteriza como monstro (e é, mas a gente gosta não sei por que)

Master Chef Canibal


Mads Mikkelsen interpreta o canibal mais famoso do cinema de uma forma muito única. Ele trás uma nova roupagem ao personagem (e não me refiro aos ternos quadriculados ridículos rs) mas entrega um personagem excepcional e modelado por ele. Seu jeito sereno de articular os crimes e as pessoas é magistral. Além do dr Letter, Mads é um rosto conhecido no cinema mesmo que passe despercebido algumas vezes. Ele é o tipo de ator que você pensa “Já vi ele em algum lugar, mas não lembro onde” um dos melhores filmes que vi dele foi o A Caça, um filme dinamarquês de 2012 que possui um roteiro muito bem desenvolvido e que nos faz parar pra pensar antes de acusar as pessoas. Está disponível na Netflix.

O agente do FBI que “fala Prada”


Conheci Hugh Dancy em seu trabalho em Hannibal, que foi onde ele ganhou mais notoriedade. Seu personagem Will é bastante fechado e quase não sorri, mas quando isso acontece suspiramos, tanto porque é raridade na série quanto porque ele fica muito fofo sorrindo. Seu personagem apesar de sociopata (como Hannibal e Sherlock) possui um lado doce. Ele não é um idiota com as mulheres e quando surge um interesse romântico ele não pestaneja, ele simplesmente se entrega e esse é o mais legal dele, ele não está fechado para relacionamentos, os relacionamentos que parecem estar fechados para ele. E o fato dele ter vários cachorros lindos é um bônus. Hugh atuou em vários filmes, entre eles duas comédias românticas muito divertidas, Um garota encantada, de 2004 e Os delírios de consumo de Becky Bloom onde ele faz Luke Brandon um advogado que “speak Prada” Will fashionista?

E que venham muitas outras Obsessions em 2016!