sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Especial de Halloween: Annabelle


       Filmes de terror com teor sobrenatural são sempre bem recebidos e estão fazendo um estrondoso sucesso nos EUA e mundo a fora. Com Annabelle não foi diferente. Faturou alto nas bilheterias de todo o mundo e ficou semanas em 1° lugar aqui no Brasil. Todo esse alvoroço se deve ao fato da boneca maldita ter aparecido em Invocação do mal, filme com Vera Farmiga e Patrick Wilson. Ainda não o vi, mas dizem ser muito superior a este. E também porque a historia é verídica e existiu sim uma boneca possuída nos anos 70 que se mexia e fazia coisas bizarras, eu morreria de medo somente pelo fato dela ser quase do meu tamanho e ser mais ou tão quanto medonha que a Annabelle do filme. Filmes baseados em fatos reais tem a tendência de amedrontar mais e deve ser por isso que ele levou tanta gente às salas de cinema. O filme divide critica e opinião popular. Estou no time daqueles que o acharam extremamente fraco e descartável. Graças a Deus não perdi meu tempo de ir ao cinema. Sei que sairia frustrada, assim como me senti ao terminar o filme numa telinha de computador.

       Annabelle conta a historia de um casal que está prestes a ter um filho e o marido presenteia a esposa com uma boneca. Até ai tudo bem. Até o casal de vizinhos serem assassinados pela própria filha e seu namorado em uma espécie de culto satânico. De repente eles aparecem na casa do casal de protagonistas e numa luta o namorado acaba morto e a menina se suicida com a tal boneca no colo e após isso eventos estranhos começam a acontecer na casa e no futuro prédio pra onde eles se mudam.
       Devo confessar-lhes que sou muito fraca pra filme de terror e por causa disso esse é o gênero que menos gosto. E além do fato de ser medrosa também não curto porque gosto de filmes com boas histórias, bons atores e bons desfechos e essas são coisas raras no gênero terror. Claro que existem exceções como o filme Os outros com a Nicole Kidman, Mama com a Jessica Chastain e agora O exorcista entrou pra minha lista particular de filmes Bons de terror e olha que depois de tantos anos peguei coragem de assisti-lo somente semanas atrás. Apesar das coisas nojentas e momentos “no sense” tem um roteiro bem amarrado. E é essas coisas que me fazem apreciar um filme de terror, o que não aconteceu com Annabelle.
       Os atores são inexpressivos e os furos de roteiro são imperdoáveis. Fora os diálogos pobres. Sem muito a acrescentar e surpreender na trama. E coisas absurdas como a mulher ficar feliz de ganhar uma boneca horrenda daquela que mais parece um palhaço macabro e a estatua de um demônio na frente da igreja (what?). Os sustos são pouquíssimos, não houve nenhum momento em que pulei da cadeira, houve cenas em que jurei que viria um grande susto pela frente, mas nada acontecia, principalmente da parte da boneca. Ela não fez absolutamente NADA o filme inteiro. Não quero lhes dar spoilers mas tirem suas próprias conclusões. Não houve viradas de cabeça, risadas infantis aterrorizantes, corridinhas atrás das pessoas, e outras coisas, acho que fui com o Chucky na cabeça, pois ele fazia tudo isso e muito mais. E por isso era legal.
O filme é vendido como uma versão feminina do boneco ruivo e quando assistimos não é nada disso. Pretendemos ver uma bonequinha tocando o terror pra cima de uma família quando na verdade a única figura sobrenatural ali é o espirito da Annabelle que se suicidou. As únicas cenas que dão medo são aquelas em que aparece essa assombração. A Boneca é apenas uma “casa” para os momentos em que Annabelle não está vagando e correndo atrás da protagonista. A Boneca é rebaixada a uma figurante que muda de posição em certos momentos e flutua em outros....isso mesmo FLUTUA. 
Se você quer ver um filme sobre espíritos e demônios vá ver Annabelle, mas se você quer ver algo sobre um brinquedo assassino passe longe desse filme e vá assistir novamente aos filmes do Chucky que realmente te dão sustos e até te proporciona risadas (hoje em dia porque antigamente me cagava de medo) E o diretor de Chucky ainda quer juntar os dois, que ideia absurda, Chucky dará uma surra na Annabelle se isso acontecer e ela continuará parada. Seria mais adequado tirar a cara da boneca dos posters e colocar a foto da verdadeira Annabelle, o espírito, pois só assim as pessoas não seriam enganadas.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Maze Runner - Correr Ou Morrer

       



       Maze runner – correr ou morrer é derivado de mais um livro que foi adaptado para os cinemas. A saga escrita por James Dashner foi lançada em 2009 e tem muitos fãs adolescentes ao redor do mundo. Parece que essa moda (adaptação literária) veio para ficar e virou a “receita de bolo” para arrecadar nas bilheterias. Afinal, as sagas já têm seus seguidores e adapta-las para o cinema só farão com que elas tenham mais notoriedade. É verdade que a formula anda dando certo, mas ainda há aqueles “bolos solados” como é o caso deste que não teve o publico que merecia. Certamente não foi um fiasco, mas também não foi um campeão de bilheteria como seu precursor Jogos Vorazes. Talvez tenha sido pelo elenco pouco conhecido.
       Quem vive o protagonista é Dylan O’brian da serie Teen Wolf que por acaso eu acompanho (só não sei o que esperar dessa ultima temporada, que começou maaaais ou menooos), mas não vá ao cinema com a expectativa de ver um personagem semelhante ao fanfarrão do Stiles. Neste filme ele está muito mais maduro e sério. Quase não sorri e como sempre não fica com a garota. Teresa a única garota no meio daquela meninada toda é interpretada por Kaya Scodelario uma atriz inglesa que é filha de Brasileira e fala fluentemente o português, ela fez alguns filmes independentes e a serie Skins. Neste filme ela aparece como possível namoradinha do protagonista (eles tem um passado juntos, mas não foram um casal), porem o filme rola e nada acontece, só quando as luzes se acendem que você para e pensa: “eles nem ficaram juntos” o restante dos meninos você já viu em algum lugar como Will Poulter novamente como o vilãozinho mala, antes ele viveu o Eustáquio de Nárnia e beijou a Jennifer Aniston e a Emma Roberts em família do bagulho e Thomas Sangster que fez simplesmente amor e Game of Thrones.
       

       O filme começa com Thomas (Dylan) subindo por uma caixa/elevador de metal e indo parar dentro de uma comunidade utópica que vive cercada por muros enormes que se abrem uma vez por dia e que dá para um labirinto. O único jeito de sair de lá é enfrentando esse labirinto com aranhas gigantes e outras emboscadas. Os únicos que entram nesse labirinto a fim de explora-lo são os “corredores” e essa função se torna um anseio do protagonista que fica inquieto por estar ali enquanto seus “colegas de reality” parecem conformados com a situação.
       O titulo do filme faz jus a ele. Afinal Maze Runner é correria do começo ao fim. E os atores são eficientes em transparecer para o espectador a aflição de passar por aquilo. Seus olhos se fixam na tela e cada tentativa de escapar é um momento de adrenalina para quem está assistindo. O único problema é que é tanto menino que quem esta na sala de cinema pode se perder. Mas aos poucos fica explicito quem será ou não relevante para a historia. A introdução de uma menina poderia mudar algo não é mesmo? A resposta é não. Apesar de a chegada dela trazer algumas explicações para a estadia deles ali sua personagem não acrescentou muito a trama. O passado de cada um é um mistério e só será apresentado nos próximos filmes. Então aguardem cenas dos próximos capítulos...

       O filme é fácil, não tem grandes viradas na trama, tem um gordinho fofo fazendo gordisse à lá Goonies, o final é introdutório, contudo previsível (principalmente com relação a uma morte que ocorre) e nem tem vilões memoráveis. O roteiro não é lá essas coisas e as cenas de ação tanto no labirinto quanto na clareira são por vezes muito escuras. Tenho implicância com cenas assim, foi o caso de super 8, de J.J. abrams, gostei muito do que vi e só não amei por conta das cenas extremamente escuras, principalmente quando entrava em cena o alienígena maloqueiro. Ambos são filmes para o publico teen que joga videogame e está acostumado com toda essa obscuridade, mas eu já to ficando velha e minha visão já está começando a capengar, portanto clareia mais a bagaça ai! Talvez esse filme passe despercebido pelas meninas que sempre querem um casalzinho para romantizar a coisa toda, contudo é um excelente entretenimento que poderá se desenvolver no cinema e nos trazer uma grande saga nos próximos filmes.

sábado, 11 de outubro de 2014

Jovens e poderosas

       O feminismo é uma proposta muito defendida, ele está implícito em discursos, musicas filmes e tudo mais que a política e a cultura pop nos têm a oferecer. Apesar do objetivo dessa campanha ser a busca pela igualdade de gêneros muitas mulheres tratam essa causa de maneira muito radical e acham que o modo de defendê-la é passando por cima dos outros. Pode parecer machista da minha parte, uma mulher, mas na minha humilde opinião esse pensamento feroz de que somos melhores do que os homens é hipocrisia e uma tremenda babaquice. Sim, nós somos fortes, independentes, autossuficientes e profissionais, mas nesses adjetivos qual deles nos difere dos homens? Eu sei que aguentamos a dor como ninguém, sabemos lidar com a dor do parto e um homem não aguenta nem uma dor de cabeça, sei que atuamos em áreas que anos atrás nunca veriam uma mulher inserida, sei que conseguimos lidar com o trabalho, o marido, os filhos e por ai vai... São muitas nossas qualidades, assim como as dos homens e nesse intuito criou-se uma proposta para igualdade de gêneros. Afinal porque lutar a favor de uma superioridade feminina que nunca será concretizada se podemos lutar a favor de igualdade de direitos, salário, reconhecimento e oportunidades?
        Pensando nisso a mais nova embaixadora da boa vontade da entidade das nações unidas para a igualdade de gêneros e o empoderamento das mulheres (ufa!) srta Emma Watson, a eterna Hermione lançou a campanha He for She e fez um discurso extraordinário defendendo essa causa. E foi ovacionada de pé. E daí você pensa, da onde saiu toda a mágica e o poder dessa menina de apenas 24 anos? Não foi apenas de Harry Potter, disso te garanto. Foi de toda uma experiência vivida dentro e fora das telas em que ela foi tratada diferente por ser mulher e onde viu homens serem tratados diferentes também. Isso está presente em parte do discurso dela. Emma é graduada em literatura inglesa pela universidade de Brown e essa educação de qualidade a capacitou bastante para chegar onde ela está agora, na ONU. Por isso ela sabe o que diz.


       Emma é uma jovem atriz que passa toda a sua força através das palavras e no cinema contemporâneo podemos constatar jovens que são tão audaciosas como ela. Personagens femininas fortes que protagonizam filmes de ação, romance, animação e etc e que roubam a cena. E que trouxeram uma nova roupagem para os filmes em que atuam. De certo que heroínas de ação sempre existiram, por ex: Tomb Raider (na época em que Angelina Jolie ainda era gostosa) A beatrix de Kill Bill (Uma Thurman), A Alice de Residente Evil,interpretada por Milla Jovovich (Milla é especialista nos filmes de ação) e Selene de Anjos da noite interpretada pela Kate Beckinsale.Fora as mulheres gato e afins, entre muitas outras.
       Existe até certo preconceito em relação a esses filmes protagonizados por mulheres. É por conta disso que os grandões da Warner são tão relutantes em fazer um filme solo da mulher maravilha, eles afirmam que filmes de heróis protagonizado por mulheres nunca dá bilheteria, como foi o caso de Elektra por exemplo. Mas convenhamos quem é Elektra perto da amazona Diana? Quando você pensa em heroína super poderosa quem vem na sua mente? Aposto que não são a lindinha, a docinho e a florzinha, é claro que vem a mulher maravilha. Gal Gadot,atriz que viverá a Wonder Woman nos cinemas tem contrato assinado para mais três filmes da princesa e há suspeitas de que um filme solo finalmente sairá do papel após Batman x superman onde ela fará apenas uma participação super especial como foi o caso da viúva negra em homem de ferro 2. E essa é outra que está tentando engatar um filme solo. Robert Downey jr apoia, o diretor de Game of thrones também, basta saber se a Marvel também ficará de mimimi.
       Famosas ou não foi se o tempo em que uma protagonista tinha que ser madura para ser uma heroína, atualmente elas são cada vez mais jovens e mostram que vão da porradaria até a derrubada de sistemas opressores. Entre elas estão:
   
         Katniss everdeen – Jennifer Lawrence



No primeiro jogos vorazes Katniss se voluntariou como tributo no lugar da irmã Prim e aos poucos foi se mostrando uma forte concorrente tanto para seus adversários na arena quanto para o presidente snow. Ela seguiu quebrando todas as regras até ferrar de vez com o sistema em Jogos vorazes – Em chamas. O terceiro filme Jogos vorazes – a esperança parte 1 chega aos cinemas em 20 de novembro. Quem também ta ansioso levanta a mão!
   
       Lucy e viúva negra – Scarlett Johansson



Mesmo que toda sensacionalidade de Lucy venha de uma droga sintética o fato é que ela soube ser inteligente e vingativa como ninguém, leia o review que fiz sobre o filme. Alem dela scar Jo encarnou outra heroína, a única mulher no grupo dos vingadores e que apesar de estar com o cabelo estranho nesse filme e lambido em capitão America 2, o que importa mesmo foi ter visto suas lutas coreografadas, ela ter deixado o Loki com cara de trouxa após descobrir o plano dele com o hulk e ter visto ela derrubando seu próprio diretor Jon Favreau no ringue em homem de ferro 2 e com o cabelo muito mais bonito.
   
       Gamora e Uhura – zoe Saldana



Alem de fazer filmes de ação como Colombiana, zoe também já é presença vip de filmes campeões de bilheteria como Avatar, Guardiões da Galáxia e Star Trek. Conhecidentemente esses três se passam em outros planetas, parece que suas personagens gostam de morar em lugares exóticos, ter cores de pele diferente (azul/verde) e uma delas prefere namorar caras de orelhas pontudas. E elas não são apenas brigonas e autoritárias, elas lutam por alguma causa, seja pessoal ou pelo seu povo.
    
      Hit girl- Chloe Moretz



Essa é a mais jovem de todas e possivelmente a mais durona. Mesmo com a pouca idade foi treinada pelo pai big daddy (Nicolas Cage) a ser uma assassina em potencial. Ela atira, dá socos, fala palavrão e acaba com a raça dos colegas de classe que tentam fazer bullyng com ela. Tudo isso com uma peruca Chanel roxa que não sai do lugar de jeito nenhum. Acho que toda criança deveria ter uma amiga/segurança como a hit girl na escola.
  
       Elsa- Idina Menzel (Frozen)



Se você assistiu a essa animação achando que iria encontrar uma típica historia da princesa que encontra seu príncipe e são felizes para sempre você pode apertar minha mão porque estamos juntos nessa. Porem o resultado oposto a formula que já conhecíamos foi uma ótima surpresa para mim. É certo de que no inicio a irmã Anna conhece um safado, cachorro, sem vergonha em forma de príncipe e quer se casar com ele logo após conhecê-lo, até que sua irmã Elsa dá um banho de água fria nela e diz: “você não pode se casar com um homem que acabou de conhecer” parece que a Disney percebeu que nem todas as meninas se derretem com qualquer “príncipe encantado” que aparece. Outro contraste é que o foco da animação é o relacionamento entre as irmãs e o amor entre elas. A independência de Elsa e o fato dela se afastar da irmã pra proteger ela dos seus poderes congelantes mostra a evolução dos contos da Disney. Ela é forte, independente, autossuficiente e mesmo assim continua sendo uma princesa.
    
      Beatrice (ou tris)- Shailene Woodley




Divergente é mais uma saga nos moldes de Jogos Vorazes que também foi uma adaptação de um sucesso literário teen e assim como The Hunger Games também tem como estrela principal uma menina corajosa, mas confusa com a forma que as coisas funcionam no mundo onde vive. Nesse a historia também se passa no futuro. As semelhanças são muitas, apesar de Divergente ser muito inferior á jogos vorazes e a protagonista ser bem mais insegura. Hazel Grace de A Culpa é Das Estrelas, outra personagem de Shailene chega a ser mais forte do que Tris em alguns momentos. É mais para o final que Beatrice se impõe e consegue passar por cima do comando da personagem de Kate Winslet

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

20 anos de uma das melhores series ever!

       

       Se você me perguntar qual é a minha serie preferida de todos os tempos, sem hesitar direi friends. Sei que depois que a serie acabou, num triste 6 de maio do ano de 2004 varias series fantásticas surgiram e antes também existiam series muito boas, tipo seinfeld que era muito mais adulta mas mesmo assim extremamente divertida e inteligente. Porem nenhuma serie até hoje me marcou tanto quanto essa. Os seis amigos de nova York com o típico humor americano. Os romances, as piadinhas bem encaixadas, os diálogos bem construídos, os convidados pra lá de especiais, tudo em sintonia perfeita. Eu realmente amo essa serie e sei que nenhuma outra me marcou tanto quanto esta. Gosto bastante de sua sucessora How I Met Your Mother, mas o primeiro amor televisivo a gente nunca esquece.
       Cada pessoa comum pode se identificar com os personagens. Rachel, Ross, Monica, Chandler, Joey e Phoebe são indivíduos comuns querendo se dar bem na vida. Tanto no campo profissional quanto na vida amorosa. E eu sei que se você assistia a serie se identificava com algum deles. Eu era a Rachel. Fato! (só que ao invés de rica eu sou pobre e mimada)
       Friends bateu recordes de audiência, os índices eram tão altos que a única serie de comédia que consegue reproduzir seus pontos nos dias de hoje é The Big Bang Theory. A prova de seu sucesso é que duraram 10 temporadas e se mantiveram no topo até o fim. A receita para o sucesso era a simplicidade na composição de cada personagem e o senso de humor não muito rebuscado. Um divertimento fácil de digerir e mesmo assim engraçado.
       A serie começou em 22 de setembro de 1994 e por isso só comecei a assisti-la anos depois. Com dois anos você não entende muita coisa né?! Rs eu lembro quando passava aos domingos na tv aberta e eu morria de rir vendo dela, meus familiares não entendiam nada e até hoje dizem que não sabem como eu consigo assistir a essa serie chata. (porem na noite anterior eles haviam “morrido de rir” com zorra total, e olha que nessa época a zorra era “assistivel”) Para mim era uma felicidade quando I’ll Be There For You tocava e a abertura começava.
       O que tornava friends especial era que a serie não tinha apenas um protagonista. Mesmo que tudo tenha começado a partir da chegada de Rachel no Central Perk após abandonar o noivo no altar. Ela não carregava a serie nas costas. A sitcom integrava um grupo onde todos eram principais e não havia ninguém dispensável. Todos nos fizeram rir. Cada um de acordo com suas particularidades.
Chandler tinha a língua afiada e seu sarcasmo estava sempre ligado no máximo. Lembro-me do episódio onde eles fizeram promessas de fim de ano e Chandler prometeu não fazer mais piadas à custa dos outros e no mesmo episódio calha de o Ross aparecer com uma calça de couro preta ridícula e ele fica com a língua coçando para dizer uma gracinha.
Rachel com seu jeito meio infantil de ver as coisas, mas que no decorrer da serie se torna responsável e autossuficiente. Monica com sua mania de limpeza e sua competitividade. Ross com seu jeito lento, seus divórcios e seus infinitos assuntos relacionados à paleontologia. Joey era o gatinho da serie, meio burrinho e duro, mas o melhor era o seu jeito peculiar de chegar nas mulheres (How You Doing?) ;) E por ultimo Phoebe, a maluquinha vegetariana que achava que arrasava nos vocais quando cantava e tocava smelly cat no Central Perk.
       

       A química do elenco era visível. E dos casais principalmente. Não havia casais mais bem encaixados do que Rachel e Ross e Monica e Chandler. Nem todos os namoricos desses personagens com outros personagens secundários foram tão perfeitos. Nem Monica e Richard (Tom Selleck)
E por falar nele muitos atores famosos participaram da serie. Muitos mesmo. Brad Pitt (na época casado com Jennifer Aniston) George Clooney, Julia Roberts, Sean Pean, Charlie Sheen, O falecido Robin Williams, Billy Crystal, Winona Rider (antes dela aparecer na serie Ross a tinha colocado  numa lista das mulheres famosas que ele gostaria de namorar) Danny devito, Bruce Willis e etc, etc, e etc.
Existiam aqueles personagens secundários que sempre davam as caras.

Aqui está o meu top five:

5° lugar: Mike

 Namorado da Phoebe que vai se tornou marido dela, quem interpretou ele foi o então novato e futuro herói da Marvel Paul rudd, quem não se lembra do piano invisível? Clássico!

4° lugar: Úrsula

A irmã gêmea de Phoebe que era atriz pornô. As duas se odiavam e renderam ótimas discursões.

3° lugar: Richard

Já citado acima, interpretado pelo galã Tom Selleck. Ele foi namorado da Monica por um bom tempo e era muitos anos mais velho do que ela, reza a lenda que esse romance foi inspirado nos romances da vida real de courteney cox que sempre namorava com caras mais velhos (mas acabou casando com David Arquette, bem mais novo), o primeiro cara mais velho e famoso que ela namorou foi Michael Keaton. Beetlejuice.

2° lugar: Gunther

O dono do Central Perk que é apaixonado pela sua ex funcionaria Rachel Green. O coitado passou dez temporadas apaixonado pela Rachel e não conseguiu nem um beijinho, mas por outro lado conseguiu separar ela do Ross em uma das temporadas.

1° lugar: Janice

OH...MY...GOD! Você certamente se lembra dessa frase! A ex de Chandler que pegou o Ross e que queria pegar o Joey, essa mulher rendeu muita risada com aquela voz esganiçada. Teve até um bebe no mesmo dia e no mesmo hospital que Ross e Rachel. Nesse dia tiveram a Emma, filha do casal que até então estavam separados.
       Faz dez anos que a serie encerrou os trabalhos e mesmo assim continua atual e continua a atrair um novo publico. As reprises ainda batem recordes de audiência e é por isso que a Warner não cansa de repetir os episódios. E nem estou reclamando disso, por mim podia continuar para sempre.
       De todos os amigos, jennifer Aniston é a mais ativa. Seus filmes não são dos melhores. É difícil lembrar uma comédia atual da atriz que seja realmente boa (ainda não vi família do bagulho) seu filme Cake exibido no festival de Toronto obteve boas criticas e há quem diga que tem cheiro de Oscar! Será? Torço para que sim.
Courteney cox faz cougar town mas a serie não lembra em nada o sucesso de Friends. Matt Leblanc atua em episodes e já faturou um Emmy por seu trabalho, ele foi o único que relembrou a época de ouro quando Friends foi indicado a vários emmys (levou quatro) além do Sag e Globo de ouro.
Mathew Perry continuou batalhando para sobreviver na tv. Tentou emplacar três series mas todas foram canceladas logo na primeira temporada, brevemente terá mais uma chance na tv, tomara que dessa vez dê certo.
Lisa Kudrow atuou como coadjuvante em vários filmes e atualmente está na serie que antes era web serie, terapia, onde contracenou novamente com alguns de seus antigos companheiros da tv.
David schwimmer atuou em alguns filmes nos anos 90 e dirigiu alguns episódios de Friends e o filme Confiar.

       Para os fãs não importa o rumo que os atores tenham tomado, o que realmente importa é vê-los interpretar nossos personagens preferidos. Friends foi muito mais do que apenas um show, foi um big deal na cultura pop. Foram tantas mulheres que fizeram o mesmo corte de cabelo da Rachel, tantos homens que usaram How You Doing como cantada, vários nerds que usaram a expressão unagi do Ross, quase como usam e abusam do Bazinga criado pelo Sheldon. Além dos palavrões que aprendemos em italiano e batendo com a mão fechada uma na outra. Ter o sarcasmo do Chandler era uma coisa legal, cantar mal também era legal, por que a Phoebe era assim. Quantas series te fazem se sentir assim? Poucas! Por isso nesses 20 anos de Friends só temos que agradecer a esses seis losers por nos fazer se sentir parte de algo muito maior que o apartamento da Monica e o café do Gunther. Algo simplesmente especial. Algo único. Algo que terá um legado eterno.

sábado, 20 de setembro de 2014

Uma Análise sobre...a heroína de ação Lucy!




        Se você pensa que vai ao cinema para ver um filme sobre uma mulher bonita dando porrada nos marmanjos do começo ao fim é melhor nem ir. Ou melhor, vá, porque essa vai ser uma experiência diferente do que você tem em mente. Já tinha lido algumas criticas de que o filme seria diferente das expectativas passadas nos trailers, mas não sabia que ele teria uma visão tão antropológica. E eles acertaram nisso.
       Scarlett johansson vive Lucy uma estudante que é aspirante a atriz, modelo, sei lá, (isso não fica muito explicado no filme) que se vê obrigada pelo peguete dela a entregar uma pasta para um mafioso. Ela desconhece o conteúdo da pasta, mas literalmente não tinha como se livrar do objeto. Ao tentar entregar para o cara, ele lhe oferece um “emprego” que consiste em servir de “mula” para transportar um tipo diferente de droga. A droga é inserida em seu corpo e após muita pancada no local aonde ela foi costurada, o pó azul se mistura a sua corrente sanguínea e é ai que a mulher se transforma numa deusa, numa louca, numa feiticeira (ela é demais). Uma inteligência fora do comum vai surgindo e aumentando. Conforme vai subindo a porcentagem de seu nível intelectual também vem o controle sobre si e sobre os outros e ai vem às partes sensacionais de pancadaria, tiros certeiros e perseguição de carro. Do jeitinho que todos queriam.
       Achei a premissa do filme muito semelhante à de Sem Limites, filme protagonizado por Bradley Cooper que também partia da ideia de uma droga sintética que aumentava o intelecto de seus usuários. Ambos podem fazer coisas incríveis e inimagináveis, mas que ao alcançar os 100% podem ter suas consequências. A única diferença é que ele não brigava como Lucy.
       Com essa personagem Scarlet se consolida de uma vez por todas como uma atriz de ação. Faceta que ela já tinha mostrado em filmes como homem de ferro 2, os vingadores e capitão américa 2. Mas dessa vez ela mostra que veio para ficar e pode sim chutar bundas sem problema algum.


       Morgan Freeman é seu coadjuvante e mentor porque um herói de ação sempre tem que fazer dupla com alguém que pense por ele (não que Lucy precise disso) é a partir dos conceitos dele que começamos a entrar na cabeça da protagonista e entender o que acontece com ela e com as coisas do mundo. A teoria evolutiva vai se mesclando a historia dela e até se afirma que a primeira mulher da terra se chamava Lucy. Teorias e mais teorias.
       As analogias também estão presentes, como a sequencia inicial onde nos deparamos com imagens da selva onde se mostra um grupo de felinos (representados aqui pelos capangas do mafioso) encurralando um servo, veado, sei lá (Lucy) comparações que num primeiro momento podem parecer desnecessárias, mas que elevam o filme à reflexão.
       Lucy é um filme bem “tela quente” que mistura sequencias de ação com ficção cientifica. Típico do seu diretor Luc Besson que já havia feito isso em O Quinto Elemento onde acompanhamos a personagem Leelo que era tão durona e fora de órbita quanto à heroína deste. Ele sempre cria um novo universo ao redor de suas heroínas, Apesar de fazer filmes despretensiosos, alguns deles acabam tendo uma boa visibilidade. Vide o caso de Busca Implacável que era pra ser só mais um filme pequeno de ação e baixo orçamento, mas que foi crescendo por causa do boca-a-boca e se tornou sucesso instantâneo. Tal como Lucy, que seria só mais um projeto edificante pra carreira de Scarlett, mas acabou fazendo uma boa bilheteria.
       Este não é um filme que irá agradar a todos, mas é um filme que merece a atenção de muitos. Vá para o Cinema com a mente aberta e relaxe, pois você está prestes a embarcar numa montanha russa do saber. Aposto que quando a sessão terminar ele vai ficar martelando na sua cabeça por um bom tempo.
Um brinde ao conhecimento!

sábado, 13 de setembro de 2014

Definido o elenco da adaptação do livro Como Eu Era Antes de Você

     

       É moçada, parece que o best seller britânico escrito pela Jojo Moyes vai REALMENTE virar filme. E quem deu a tão aguardada noticia sobre quem estaria no elenco foi a própria autora em seu Twitter.
      O casal protagonista Lou e Will serão vividos por Emilia Clarke (a mãe dos dragões da serie da HBO Game Of Thrones) e Sam Claflin (O finnick de Jogos Vorazes - Em chamas)
       Para quem não leu o livro ele conta a historia de Louisa Clark uma garçonete que é demitida e se vê sem qualificações profissionais ou rumo algum para seguir em frente. Até que encontra um emprego como cuidadora de um tetraplégico ranzinza, teimoso e sem a menor vontade de viver. Com o tempo uma amizade começa a florescer e são surpreendidos por um sentimento muito maior.
       Os roteiristas do filme serão os mesmos de A Culpa é Das Estrelas Scott neustadter e Michael H Weber e se eles fizerem o mesmo esquema do filme anterior poderemos ter um filme extremamente fiel ao livro. A direção do longa fica a cargo da novata no cinema Thea Sharrock (mais conhecida como diretora de series, uma delas é Call The Midwife)
       Sobre a escalação de elenco eu gostei bastante do fato de terem escolhido atores ingleses e gostei da Emília como a Lou (ambas tem até o sobrenome parecido) Quando li o livro não conseguia imaginar ninguém nesse papel. Louisa nunca me pareceu como ninguém em hollywood, a personagem é muito pé no chão para isso, ela é como eu e você, por isso fiquei satisfeita com essa escolha. Com o Will o buraco sempre foi mais em baixo... (Sorry for this)


       Em alguns momentos do book ao imaginar ele me vinha na cabeça o Bradley Cooper e em outros o Tom Hiddleston. Nunca pensei em Christian Bale como muitos (até a própria Jojo) pensaram.
Mas Após assistir Clube de Compras Dallas e ver aquela estupenda atuação de Jared Leto imediatamente o quis no papel. A aparência atual e desleixada dele seria perfeita pro inicio do filme. E os olhos azuis também já estariam ali. Mesmo que eu não ligue pra essa coisa de olhos, acho que os leitores tem uma sisma muito grande com isso (basta lembrarem da época que escalaram o Ansel como o Augustus Waters) e não apenas eles, já reparam que as escritoras contemporâneas também se fixaram nos olhos azuis ultimamente? Existem tantas cores por ai.... Is enought
       Mais do que a aparência do ator deve se prezar o talento e perceber nele qualidades de interpretação para com o personagem do livro. Sam Claflin era um nome improvável na minha lista de "Wills" apesar de ser um rosto conhecido e já ter participado de varias produções como Piratas do Caribe - navegando em águas misteriosas e Branca de neve e o caçador, alem de  filmes independentes, ainda não vi um talento especial nele. Não sei se é por conta de seus papeis serem quase sempre secundários ou se é questão de talento mesmo mas para viver o sr Will Traynor o rapaz terá que treinar bastante pois o papel exigirá muito do lado dramático dele. E também terá que ter carisma para as piadinhas acidas do patrão da Lou. Talvez esse seja o papel da vida dele, torço para que sim.
       Como fã de Me Before You (titulo em inglês) fiquei bastante animada com a noticia de que vai virar realidade e poderei ver meus personagens favoritos na tela. Estava aguardando ansiosamente por isso.
       O filme só deve estrear nos EUA em 21 de Agosto de 2015. Ainda não tem data para os cinemas brasileiros.
E que saia logo o trailer para que possamos acabar com a raça do replay.....

sábado, 6 de setembro de 2014

20 anos do filme Os Batutinhas!

     
        Você lembra-se dos Batutinhas? Se a resposta for sim e se assim como eu você também amava esse filme quando criança, tenho uma coisa para lembra-lo: você está ficando velho! Na verdade nós estamos.
Digo isso porque o filme que representou a infância daqueles nascidos nos anos 90 está comemorando VINTE ANOS de existência.
       Pois é, os The Little Rascals (titulo em inglês) estão crescidos e diferentes (alguns nem tanto) do que eram antigamente. Com destaque para Alfalfa (Bug Hall) e Darla (Brittany Ashton Holmes) que cresceram lindamente. Graças a Deus ele aposentou aquele cabelo/espeto bizarro. Mas que nos proporcionou muitas risadas, sem esquecer-se das orelhinhas que se mexiam quando o mini Don Juan se sentia apaixonado. Coisas bobas mas que para nós crianças na época eram motivo para ver e rever na nostálgica sessão da tarde. Uma pena que nenhum deles tenha dado certo no cruel mundo do entretenimento.


       Porem é ótimo revê-los e recordar os tempos que você e eu cantávamos: Eu tenho um dólar, eu tenho um dólar, hey, hey, hey, hey!
       Lembrando que essa não é a primeira vez que a produtora 22 visions (responsável pelas fotos) faz um ensaio desse tipo, anteriormente foi com os atores de O Pimentinha (que aposto que você também gostava) e você pode ver aqui: