sábado, 15 de agosto de 2015

MLI2015: Garota Exemplar - Review filme e livro


       Garota Exemplar foi o terceiro e último livro da maratona literária que eu li. Demorei bastante para termina-lo por motivos óbvios de que li em PDF e por que não é uma leitura fácil. Mesmo que seja um ótimo livro. Ele é escrito pela jornalista e amante de filmes de terror (nota-se) Gillian Flynn que jura de pés juntos que o casamento conturbado de Nick e Amy não é baseado em nada no seu próprio casamento que é bastante saudável.
Antes de ler o livro eu já tinha visto o filme, gostei tanto do roteiro, das reviravoltas bombásticas cheias de surpresas e dos protagonistas que decidi ler o livro. Não sou dessas que segue por essa ordem, mas o filme realmente me surpreendeu e eu precisava saber mais sobre Nick e Amy, o que se passava nas cabeçinhas psicopatas dos dois (principalmente da Amy, rainha, diva e pirigótica)
       Sabemos que adaptações literárias para o cinema as vezes nos omitem elementos fundamentais que só podem ser conectados se lermos o livro e é assim com Garota exemplar. Mesmo que o filme tenha sido muito fiel ao livro e tenha nos poupado de algumas partes pedantes do mesmo, quando você lê o livro muitas coisas são esclarecidas. O psicológico de seus protagonistas é bem melhor explorado no livro, é como se fizéssemos o que Nick diz no começinho do livro/filme damos uma marretada na cabeça dos dois e conseguimos saber o que eles pensam e sentem. Só depois de ler o livro que conseguimos perceber as nuances de Amy, de como ela era manipuladora e de como no final estava quase sendo manipulada por Nick. (ele aprendeu direitinho com ela)
       Ao ver o filme fiquei fascinada pela personagem, é incrível como ela passa de vítima a “vilã” em questão de minutos. O telespectador inocente sente pena dela, a vê como a esposa traída e maltratada para depois ficar chocado com seu plano mirabolante e bem arquitetado. A atuação de Rosamund Pike contribui bastante para alguns se pegarem torcendo pela esposa fria e calculista. Ela é tão “expressiva em sua performance inexpressiva” que causa arrepios. Não poderiam ter escolhido ninguém melhor, e olha que Rosamund ainda não tinha sido descoberta mas pegou o papel vestiu ele e o fez cair como uma luva. Tanto que concorreu ao Oscar. Eu estava torcendo por ela! Mas também fiquei feliz por Juliane Moore que afinal... é a Juliane Moore e nunca tinha ganhado o Oscar e além de torcer por ela também torci pela Amy em Garota Exemplar, ficava com pena de Nick em alguns momentos, mas Amy é fascinante. Uma mulher louca e genial ao mesmo tempo. Que faz tudo pelo casamento, mesmo que inicialmente o plano fosse se matar para incriminar o marido. Porem dá para perceber nas entrelinhas ela o ama, mesmo com seu jeitinho freak de amar. Ela fugiu, mas sempre estava pensando em Nick. Ela o amava de verdade e o conhecia profundamente. No sentido mais piegas e romancista possível, Nick era o ponto fraco de Amy. Ele desestabilizava ela e também tinha suas armas para manipula-la. Tanto que ela decide voltar para casa depois dele dizer tudo que ela queria ouvir no programa de TV. E usar a gravata e o relógio que ela deu pra ele e prometer ser o marido que ela queria. Mesmo assim podemos dizer que ela não caiu como um patinho, ela só foi atrás da recompensa. Daquilo que ele prometeu e ela não ia cansar até ele dar a ela. Tanto que ele próprio se vê querendo ser aquele homem.




       Ele a admirou tanto por toda sua orquestra sinfônica maluca envolvendo a caça ao tesouro, a anos a fio escrevendo num diário fingindo ser alguém que ela não era, sendo a “amy boazinha e inocente” fazendo amigos para contradizer o marido, tentando comprar uma arma que ela sabia que não precisaria, fingindo uma gravidez (algo que ele sempre quis e ela não) sendo a boa filha (que odiava os pais) e enfim enchendo seu passado de traumas que nem aconteceram. Ela foi tão perfeita ao arquitetar tudo que encheu o marido de orgulho. E da admiração surge a paixão, que foi o que reacendeu entre os dois. Mas é claro que nenhum dos dois deu o braço a torcer e se jogou nos braços um do outro. Todo sentimento nutrido era apenas nítido para os coadjuvantes da ficção e para os leitores e expectadores. Eles simplesmente não precisam de nenhuma declaração de amor. O amor misturado a loucura e obsessão dos dois é nítido. Mas se engana quem acha que Amy foi perfeita em tudo que ela fez, ela falhou algumas vezes em seus planos e Nick não foi o trouxa a todo tempo. Ele conhecia tão bem sua esposa que logo descobriu sua armação, ele foi seguindo as pistas até o caso ser solucionado. Este foi o melhor trabalho (como ator) de Ben Afleck. Ele é parecido com Nick até fisicamente. O queixo de vilão, o tipo físico, a postura e a cara eterna de sono e tédio fizeram com que Ben nem precisasse se esforçar. Eu lia o livro e assim como Rosamund só conseguia enxerga-lo no papel. O personagem pode parecer atípico para algumas pessoas, mas é tão fácil associar algumas características dele a certos homens. Ele é o típico marido entediado que está desempregado e se encontra acomodado, não acha que se encaixa mais em sua própria profissão e isso o impede de correr atrás, por isso joga vídeo games o dia inteiro, não ajuda nas tarefas domésticas, vive reclamando da esposa e fazendo-se de vitima e arruma uma amante para passar o tempo (similaridade com o próprio Ben Afleck que traiu Jennifer Garner recentemente). Nick é um cara machista que tem medo de virar o pai, um idoso doente que foi e é extremamente machista também. Ambos não suportam mulheres que possam exercer alguma autoridade sobre eles e Nick age com a esposa da mesma forma que o pai (que ele odeia, ta aí mais uma similaridade com Amy) agia com sua mãe, que morreu de câncer e Nick não reagiu como deveria na ocasião, ele não fica de luto como as outras pessoas, ele tem uma postura watever para tudo, apenas não sabe lidar com a perda. Mas mesmo sendo tão sexista, ele ama de verdade a companhia da irmã gêmea, uma das poucas mulheres que exercem influencia sobre ele (além da falecida mãe) o livro e o filme até insinuam que a relação dos dois possa ser a lá Cersei e Jamie de Game of Thrones. O que é repugnante e falso.

       Assistir, ler e depois assistir novamente foi uma experiência satisfatória que fechou lacunas e aspas. Nos faz ver o quanto a escalação do elenco foi primorosa. Neil Patrick Harris foi perfeito na pele de um playboyzinho filho da mamãe. E é incrível como ele convence como hetero. Hollywood poderia dar mais oportunidades para outros atores assim como as que ele tem, pois, opção sexual não influencia em nada. A direção de David Fincher também foi excepcional, esse se tornou meu segundo filme preferido do diretor (Fight Club forever <3) a trilha também é muito bem composta, não há músicas, apenas sons e ruídos que conduzem o suspense. O Livro também é muito bem escrito por Gillian (que eu pensei que fosse homem) que parece entender muito bem a dinâmica do casamento. Estou ansiosa para ler os próximos livros da autora. 

Review Série Scream


       A poucas semanas estreou Scream, uma série adolescente que como o nome já denuncia é baseada nos filmes do mesmo nome, aqui no Brasil conhecido por pânico. Estes filmes foram sucessos mundiais e a franquia foi responsável pelo reavivamento do gênero terror adolescente, depois dele muitos outros foram produzidos, um deles Eu sei o que você fez no verão passado, um dos mais compridos títulos de filme do universo (as sequencias dele então...)
       O sucesso de pânico foi tanto que inspirou até os filmes de sátira Todo mundo em pânico (numa época em que os filmes de sátira ainda prestavam) o filme contava com a participação de Neve Campbel, David Arquette, Courtney Cox (eterna Monica do Friends <3) e Drew Barrymore.
       O filme e a série têm muito em comum. Mas não podemos afirmar que são idênticos. Em ambos há o suspense por trás de uma onda de assassinato que acontece na cidade, provocada por um serial killer mascarado. O que difere nos dois é a idade dos protagonistas e coadjuvantes (na série são bem mais jovens) e a mascara usada pelo assassino, até por que usar a ghostface dos filmes novamente implicaria numa sequencia de outros fatores que deveriam ser ajustados para ficar mais parecido o possível com os filmes, o que iria interferir no interesse do publico e talvez no andamento da série na forma de entregar um material original e inovador apesar dos links.
       Na série tudo começa com a morte da bitch mais popular do colégio (interpretada por Bella Thorton) depois dela e seus amigos viralizarem no youtube uma de suas colegas aos beijos com outra menina. Depois da morte da patricinha outros assassinatos começam a acontecer e sempre são adolescentes, uns parte do grupo principal, outros não, mas até esses tem alguma ligação com algum dos protagonistas. [spoiler] Como é o caso da morte de uma das meninas do vídeo, a outra Audrey é do elenco principal, o visual da mesma chama bastante atenção mas algumas das falas e atitudes dela confundem. Ela é linda e assume seu visual machinho, se veste como menino, anda como menino, fala como menino e é adorável (sério, ela é muito gata) mas em um dos episódios ao ser questionada da sua sexualidade ela diz que não é lésbica. Nem mesmo se assume bissexual, WHAT?? Ela é tão confiante em sua atitude e depois confunde nossa cabeça com diálogos como esse e como o fato da namorada ter sido morta e ela aparentemente estar muito bem obrigado. Umas miseras lagrimas aqui, um vídeo de homenagem ali e só. Apesar dela ser a única personagem que eu realmente gostei não entendi qual é a dela. Seu melhor amigo é Noah um nerd apaixonado por filmes de terror e historias de serial killers (o que é muito suspeito) [spoiler] sua namorada também morre e ele tem atitude igual ou pior do que sua best. A protagonista é Emma, que recebe telefonemas do assassino e parece ser o alvo dele, graças a sua mãe que tramou para ele quando eram adolescentes (mesmo que não tenha sido por vontade dela) mesmo adulta continua sendo perseguida por ele e ganhando presentinhos grotescos. A atriz Willa Fitzgerald que faz a Emma é bem blaser para uma protagonista, ela não tem calibre para tal responsabilidade, porém mais fraca do que ela só a atriz que interpreta a mãe dela, a mulher só tem uma expressão para todas as emoções, Kristen stewart é meryl Streep perto dela, certamente está na lista dos “pais de séries adolescentes que ninguém liga e que são péssimos atuando” e olha que tem uma lista deles (está ai uma boa [será?] Ideia para uma matéria) uma das amigas da protagonista é Brooke uma ninfeta que tem caso com o professor (Aria?) e que só pensa em futilidades. Os outros meninos do grupo principal são playboys (tão clichê) que arrumaram um esquema cretino para ganhar dinheiro. Um deles ex da protagonista. A outra ponta do triangulo é Kieran um badboy (tão tãooo clichê) que se muda para a cidade com o pai policial. Outro pai para a lista citada acima.

       Scream alcançou grandes pontos de audiência na estreia pois foi exibida após Teen Wolf que é carro chefe da MTV (Tyler e Holland fizeram participação em um dos vídeos promocionais de Scream) coincidentemente as duas são derivadas de filmes de sucesso. Screem é rodeada de estereótipos adolescentes e de series de mistério. É fácil associa-la a Pretty little liars enquanto a assiste. A diferença é que apesar das atrizes que fazem as liars também não serem atrizes primorosas elas são personagens fortes e que burlam seus estereótipos, sempre oscilando por outros caminhos. Scream ainda está no começo, talvez ela evolua com o tempo e use sua técnica (muito boa por sinal) de brincar com o gênero terror de filmes e série e aplique nos seus personagens. Noah é o percursor dessa técnica, ele cita vários títulos e traduz os clichês da série na cara dura. A série já foi renovada para a 2° temporada e torço para que melhore seu roteiro e narrativa pois não pretendo desistir dela, acho que ela ainda tem muito o que explorar e brincar de aterrorizar. 


sábado, 25 de julho de 2015

Review Homem Formiga


       O Homem formiga é mais um filme da Marvel, porém que destoa dos atuais por nos trazer um filme de origem, diferente das continuações que saem aos baldes. Isso é um alivio e também uma motivação para ir ao cinema e conhecer mais um herói Marvel dos quadrinhos, um não muito conhecido, mas com uma ideia heroica original que merecia ser explorada.
       O diretor do filme é Peyton Reed que fez seu nome em comédias românticas interessantes como Abaixo o amor, ele foi o segundo na linha de sucessão graças a saída de Edgar Wright (big mistake, huge) e isso foi excelente para o filme já que Peyton é especialista em filmes com bom humor, sofisticado e acessível ao mesmo tempo. Talvez com Wright ele seria mais um filme de heróis que só vale a pena pelos efeitos especiais e que contém o “humor homem de ferro” ou seja mais sarcasmo do que o puro humor de dar risada livremente. Não que Edgar não saiba conduzir um bom humor, ele possui vários títulos de comédia, só estou divagando.
       Neste filme conhecemos Scott lang, que após sair da cadeia não sabe o que fazer para ganhar a vida e pagar a pensão da filha (só assim ele poderá vê-la e se reaproximar dela) ele é cercado por três amigos malucos (ex presidiários também) que vivem de serviços sujos, em um deles ele entra na casa do Dr Hamk Pym a procura de bens preciosos, mas só acha a roupa de encolhimento. Pym já estava com tudo planejado e ele precisava de Scott para impedir que sua formula de encolhimento não caísse nas mãos de seu ex seguidor Daren Cross, um cara meio maluco que quer criar um exército de “jaquetas amarelas” super soldados minúsculos.
       Os primeiros trailers não despertaram a minha atenção e tão pouco o conceito em torno do herói, eu pensava nele como o Chapolin colorado americano, onde o botãozinho da roupa é equivalente as pílulas encolhedoras e a surpresa de relaxar e me divertir com o filme foi a melhor coisa. O homem formiga é um dos heróis mais antigos da Marvel e só agora conseguiu um espaço só seu e trouxe com ele um dos filmes de origem mais legais da Marvel estúdios. Para mim só fica atrás do primeiro homem de ferro. E por falar nele, assim como Tony Stark, Scott também é um gênio no que envolve química, física e cálculos que eu não assimilei da escola (sou de humanas, realmente sou) só não é playboy e milionário como Stark.
 Scott tem uma vida muito comum, a mais comum de todos os heróis da Marvel. Após sair da prisão conseguiu um emprego ruim e foi demitido do mesmo, retratando a dificuldade de um ex detento para arrumar trabalho. Fora que ele tem a filha dele para cuidar, ele não pode simplesmente vestir o traje e torcer para sobreviver, ele tem algo muito importante a perder, ele precisa ser o herói da própria filha em primeiro lugar, descobrimos no ultimo vingadores que outro herói também tem filhos e uma família a zelar, mas a diferença é que os vilões não sabem disso, já o vilão de homem formiga sabe....

E por falar na filha a cena de batalha no trem de brinquedo foi bastante divertida, o bom deste herói é que as maiores (ou seriam menores?) Batalhas acontecem microscopicamente, como essa do Trem que além de trazer a adrenalina da cena de ação também arrancou risadas. As cenas de transição do homem para o herói foram pertinentes e divertidas, não cansativas como geralmente é, foi divertido de acompanhar, assim como as que Scott estava no tamanho de uma formiga, as coisas que acontecem ao redor, a agua de uma banheira caindo como se fosse um tsunami, os pés das pessoas na boate como se elas fossem o Godzilla, é intrigante ver o mundo em 3D através da perspectiva dele. As cenas com as formigas não estavam visualmente perfeitas mas continuam sendo legais. O bom do homem formiga é que ele não precisa destruir toda nova york para salvar o dia. 


       Além das perspectivas inovadoras relacionadas as cenas de ação e efeitos visuais, Ant man também inova no humor, o sarcasmo norte americano é deixado de lado e entra o humor britânico, mas não que o sarcasmo não apareça. Paul rudd é um ótimo comediante e está engraçado neste também mesmo com a aparência abatida, mas os amigos dele interpretados por Michael peña, T.I. e David Dastmalchian são definitivamente os que fazem rir. Peña é o melhor, ele não é o típico paspalhão, ele é um trambiqueiro quase abrasileirado (só que graças a Deus sem o humor mastigado) não poderiam ter escolhido melhores coadjuvantes. Os protagonistas da trama também tiverem um ótimo desempenho. Paul Rudd encarnou o herói e mostrou que sabe fazer outros gêneros, sabe dramatizar e ser o pai amoroso. Evangeline Lilly que faz seu par romântico volta mais uma vez como uma mulher durona (antes como a elfa Tauriel de O Hobbit) mas que demonstra sensibilidade em certo ponto, ela está ótima na personagem, apresentando uma boa atuação e um corpo sarado, com ombros musculosos, assim como Paul que reforça a insistência da Marvel em tornar atores antes gordinhos em gostosos (vide Chris Pratt e Robert Downey Jr) Evangeline só pecou na peruca que estava totalmente artificial e desnecessária (para o próximo filme: pare migs) Outro ator que cumpriu seu papel foi Michael Douglas que está melhor nesse do que em alguns trabalhos recentes. Seu personagem vive o mesmo dilema de Scott com a filha. A questão da aceitação, que parece ter sido o foco do filme pois o vilão também procura isso de Pym, antes de enlouquecer de vez e seguir com seu plano absurdo, roubando a ideia de seu mentor, seu objetivo de plano maligno é pouco convincente e é difícil comprar a causa dele, ele se mostra um dos vilões, mas fracos da Marvel e que menos amedronta.
       Ant man é um filme modesto e humilde perto dos outros parceiros Marvel. Mas que surpreende em muitos aspectos conseguindo superar até aqueles mais cheios de efeitos especiais. O visual do herói é bonito apesar de simples em sua composição e ser longe da ostentação de uma armadura de ferro. A referência aos vingadores são explicitas e feitas como piadas. Até um dos personagens dos novos vingadores surge no meio. Vejam o filme e como é de praxe não saiam do cinema até subir a última letrinha, essas cenas extras valeram muito a pena afinal agora os Vingadores conhecem um cara... ;)

MLI2015: A Maldição do Tigre


       A maldição do tigre é o primeiro livro de uma saga que tem como protagonistas Kelsey, uma jovem que perdeu os pais muito cedo e vive com pais adotivos e acaba arrumando emprego num circo que está em sua cidade de passagem. Lá ela fica intrigada com um tigre branco magnifico que é bastante dócil com ela, mas na verdade esse animal é um príncipe indiano amaldiçoado que se chama Ren. O sr Kadam que é uma espécie de empregado e fiel escudeiro de Ren propõe que Kelsey a acompanhe até a índia para ajudar o príncipe a quebrar a maldição.
       Uma curta sinopse como está foi um dos motivos pelos quais quis ler esse livro, comprei a saga completa de uma só vez em uma dessas promoções maravilhosas do submarino e já os deixei estocados para leitura, e quando surgiu o desafio (sim para mim está sendo um desafio) da maratona literária de inverno logo inclui o primeiro livro da saga na minha TBR! Voltemos a sinopse... ela me atraiu bastante graças a minha recém adquirida fascinação pela índia. Nutrida a partir das produções hollywoodianas com dedos (mindinhos) indianos como Quem quer ser um milionário, As aventuras de Pi e O exótico hotel marigold. Estou curiosa para ver filmes de bollywood, daqueles onde os personagens só dançam e não se beijam, aqueles bem clichês, para ver se meu encantamento passa ou aumenta graças aos musicais, adoro musicais! (Também estou encantada pela música, dança e as roupas) por isso quando vi que o livro tinha essa conexão com a índia e possuía vários elementos místicos relacionados a seus deuses e tradições, logo o quis ler. Também me interessa muito o fato do tigre ser um homem, sempre gostei de livros e filmes que abordam esse assunto, acho bastante mágico.
Outro motivo que me levou a lê-lo foi a capa extremamente linda. Uma das mais lindas que já vi. A imagem do tigre branco com os olhos azuis numa espécie de selfie artística e bem posicionada é muito bonita. Cerca de 80% dos leitores do livro foram atraídos pela capa. Boa jogada.

       A autora do livro é Collen Houck (que virá ao Rio de Janeiro para a Bienal) que se mostra mais uma admiradora da saga crepúsculo já que a composição dos personagens é bem parecida com a da saga vampiresca. Já haviam me alertado sobre isso, muitas resenhas comparavam as duas sagas, principalmente Kelsey e Bella e no começo do livro esses traços em comum são imperceptíveis, Kelsey se mostra bem mais arrojada e divertida do que Bella. Independente também já que foi procurar emprego tão jovem, mas é só ela #partir para a índia e conhecer o verdadeiro Ren que as semelhanças começam a ser gritantes. Ela se mostra bastante insegura e insatisfeita consigo mesma e com sua aparência, quase entrega o príncipe de pele de cobre, olhos azuis, sarado e rico de bandeja para qualquer modelo fútil sem cérebro que possa surgir assim que a maldição fosse quebrada (WHAT? ACORDA GAROTA) a justificativa dela é de que ele iria querer conhecer o mundo e curtir a vida de não tigre. O que destoa de sua atitude aventureira do início, quando colocava a mão dentro da jaula de um baita tigre sem sentir medo (qual o seu problema Kelsey?) e depois quando enfrentou vários perigos na caça aos elementos para a transformação de Ren, fora a segurança que ela sentiu ao sair de viagem com dois estranhos. Kells (não curti o apelido, o nome dela é tão bonito) se descontrói aos poucos até sobrar apenas a sonsa da Bella Swan e o Ren também tem seus momentos Edward Cullen. Um príncipe-encantado-indiano-perfeito que se interessa pela menina comum e sem sal e que suplica pelo seu amor quando é desprezado. Ele não quer nada das coisas que a menina acha que ele quer, ele só quer ficar com ela. É nesses momentos que dá raiva da protagonista por que qual menina em sã consciência iria dar um fora num homem como ele? (Não sei vocês kiridinhas, mas eu jamais) mas a submissão de Ren não prejudica a empatia por seu personagem que continua sendo poético e idealizado. Mais um que foi criado para nos fazer suspirar. Mas esse romance não é composto apenas pelos dois, surge Kishan o irmão fura olho de Ren que também tem uma maldição que o transforma em um tigre, só que negro. As cores são excelentes formas de contrastar o bem e o mal, o certo e o errado. Um veste roupas brancas e o outro roupas negras. Mas apesar do passado sombrio, Kishan não é ruim, só traumatizado e começa a se apaixonar pela mocinha sem graça formando mais um triangulo a lá crepúsculo, mas que pesa para The Vampire Diares também pois Kishan com sua atitude de malvado e suas vestimentas negras lembra bastante outro irmão malvado da literatura, Damon Salvatore! Esses triangulo será mais explorado nos próximos livros.


       Outro personagem bastante simpático é o sr Kadam, um idoso sábio que faz companhia pra Kelsey e conta para ela histórias sobre os príncipes tigres (ou gatos) e sobre sua vida, pois ele também é como eles, já tem uns 300 anos e continua com a mesma aparência graças a um artefato milenar que leva consigo. As histórias são interessantes, mas são muitas e os diálogos entre os dois são muito prolongados o que chega a ser arrastado, a própria protagonista dormiu na metade de alguns deles. Eu então nem se fala...
       Apesar das falhas e de copiar elementos de outras sagas A maldição do tigre vale muito apena ser lido. Tem seus momentos de lentidão, com a construção de diálogos entediantes e tem seus momentos absurdos e de esquecimento de alguns personagens (Kelsey liga para seus pais adotivos apenas UMA vez durante a viagem e depois eles não ligam mais e somem, como assim?) Mas é uma ótima aventura, com a criação de seres místicos originais e bem explorados, uma trama bem amarrada com elementos fantasiosos, porém plausíveis dentro de sua proposta. Você se pega imaginando cada ser criado por Collen e se pega eletrizado pelas aventuras de Kells (argh) e Ren (<3) pela selva cheia de elementos sobrenaturais e deusas de vários braços. Até o casal tem seus momentos fofos que nos faz suspirar. Estou louca para ler os próximos livros e acompanhar as notícias sobre o filme (que nunca sai) tomara que a autora nos traga boas notícias na bienal.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

MLI2015: O Pequeno Princípe


       Às vezes me pergunto: por que demoro tanto para ler ou assistir algo? Esse foi o caso com O Pequeno Príncipe, livro famoso pelo mundo todo, escrito pelo autor francês Antoine de Saint Exupéry e traduzido em diversas línguas. Eu o conhecia a anos (quem não o conhecia?) mas nunca o havia lido. Quando criança eu não era educada a ler livros infantis como esse, minha mãe achava que eu devia ler daqueles livrinhos com ilustrações que se comprava nas papelarias. É uma pena não o ter lido quando criança, na verdade todas as crianças devem lê-lo. O pequeno príncipe é aquele tipo de livro que se deve ler em cada fase da vida pelo menos umas três vezes e aprender coisas diferentes a cada vez que ler.
       É difícil fazer uma apresentação dele pois você provavelmente já o conhece. Um piloto cai no deserto do Saara e é despertado por um menino de cabelos de ouro que o pede para desenhar um carneirinho. Os dois começam a conversar e esse menino conta sobre seu planeta B612, sua rosa geniosa que ele ama e protege, e fala sobre suas expedições por vários outros planetas onde conhece seus habitantes e deles trás grandes ensinamentos. Le Petit Prínce é um livro filosófico disfarçado de infantil. Aposto que muitas crianças não entendem os pensamentos enriquecedores por trás desses trechos simples. Talvez daqui a alguns anos elas entendam. Ele é repleto de trechos que nos faz refletir, são tantos que é impossível escolher apenas um que tenha marcado durante a leitura.

       Ele foi minha primeira escolha para a Maratona literária de inverno e vejo que não poderia ter feito melhor escolha. Ele se encaixa na categoria de livros com ilustrações pois comprei o de capa dura que além de possuir estrelinhas brilhantes na capa, dentro é repleto de figuras e desenhos. No finalzinho há uma breve biografia do autor Antoine e suas aventuras como aviador, seus trabalhos, seus livros publicados e seu casamento com a geniosa Consuelo Soucin (inspiração para a rosa do pequeno príncipe) é interessante conhecer as pessoas que o inspiraram a compor os personagens. Não sei se os outros livros também possuem isso mas fiquei satisfeita com este possuir pois assim matei dois carneirinhos com uma cajadada só. (o príncipe me repreenderia se lesse isso, iria me perguntar diversas vezes por que escrevi algo tão cruel, responder que seria uma piada relativa ao livro não seria suficiente pois o pequeno príncipe nunca em sua vida ficaria sem resposta)

Review O Casamento - e as mesmices de Nicholas Sparks


       Demorei quase 1 ano ou mais para terminar de ler O casamento. Havia saído de outro livro do Nicholas Sparks e embarquei nesse em seguida. O outro livro é A escolha, que você pode ler a resenha aqui: reparem na data da mesma e reflitam no tempo que enrolei para terminar de ler esse. Comecei (e terminei) 50 tons de cinza, Garota exemplar e outros no tempo em que lia este livro. Ok, já deu para perceber que eu não estava aproveitando muito a leitura.
       Foi se o tempo em que eu ficava animada em ler uma obra de Nicholas Sparks. Não li todos os livros do autor, mas os poucos que eu li sempre me pareciam iguais. Isso acontece com seus filmes também. Eu não tenho problema em ver o filme e depois ler o livro, muito pelo contrário, quando eu gosto realmente de um filme inspirado numa obra literária eu corro para ler o livro, aconteceu com Garota Exemplar. E o único filme de Sparks que me instigou a ler o livro foi Diário de uma paixão. Este que talvez seja o melhor filme dele (se não for o único bom) talvez seja pelas características comuns de cada obra. Todas (livros e filmes) acontecem num ambiente bucólico, a beira de um lago e fala sobre a menina que conhece o menino aí eles se separam e depois se reencontram. Até os conflitos familiares são os mesmos: mãe que proibi a filha de namorar com o garoto rebelde, personagens doentes, alguma fatalidade acontece, cartas melancólicas que nos fazem chorar e sempre alguém morre.... O escritor nunca foge a regra e toda vez recria a mesma historia. Pelo menos dentre os livros dele que eu li e os filmes dele que eu vi.
       O casamento é um livro de 2003 que é quase uma sequencia do livro Diário de uma paixão, quase por que não é mais sobre Allie e Noah e sim sobre o casamento de sua filha Jane com Wilson, um homem apaixonado por sua esposa, mas nem um pouco romântico o que é bem frustrante para Jane que cresceu vendo o romance épico de seus pais. O livro começa a partir do ponto em que Wilson esquece do aniversário de 30 anos de casamento deles e também do planejamento do casamento da filha. E através de conversas com o sogro Noah e do medo de perder sua esposa pois ela parece não ama-lo mais (o que claramente não é verdade, ela só está decepcionada)
       O livro em si é quase um espelho da realidade de muitos casais que alcançam a maturidade. Jane e Wilson quase não se falam e quase não se veem. Ele um viciado em trabalho e ela a esposa conformada que sente a falta dos filhos que já saíram de casa. Quantas estórias assim você não conhece? Casais com um certo tempo de casório podem se identificar facilmente. Talvez seja por isso que não me afeiçoei de cara. Leva um tempo para a narrativa se tornar realmente interessante. Até a metade do livro são lidos apenas os preparativos do casamento e o empenho de Wilson para tornar tudo perfeito para que a esposa possa admira-lo. Nicholas é um escritor muito detalhista e nesse como não há muito a se contar ele foca muito nos mínimos detalhes da cerimônia o que torna cansativo e chato. Os flashbacks são interessantes, as partes que conhecemos o passado dos protagonistas é um suspiro de alivio em meio aos panos de mesa, rosas em forma de coração e a ornamentação do casarão de allie e Noah. Nenhum personagem do livro é essencialmente especial. Wilson e Jane beiram ao ordinário e comum. Noah com toda sua velhice e reumatismos consegue abrilhantar mais do que Wilson que se esforça tarde demais para ser o marido perfeito.

       O Casamento é um livro cotidiano sobre casamentos de meia idade. E também possui várias características parecidas com as outras obras, inclusive com A Escolha (que eu gostei mais) onde havia uma pomba que era associada a protagonista em coma (ou no caso a alma dela), neste temos um cisne que Noah jura de pés juntos que é a Allie. A única coisa que difere dos outros é o fato do casal ser muito mais velho que os outros casais de Sparks e que, portanto, o tema é direcionado aos mais velhos. Mesmo que eu tenha penado na leitura me senti feliz por não o ter abandonado já que o final trás uma surpresa linda. Digna do Nicholas que apesar de tudo é um ótimo escritor, astuto nas palavras e que escreve livros que são ricos de dicas amorosas.

Review Os Minions


       Os Minions são o exemplo perfeito de coadjuvantes que roubaram a cena do protagonista, tanto que agora tiveram um filme só deles. Neste é contada a trama que antecede o Gru e como eles lutaram até encontrá-lo. Há vários milênios essas criaturinhas amarelas e com dialeto próprio habitam a terra e desde sempre procuraram o vilão perfeito para seguir, o trailer é basicamente a primeira parte do filme, tanto que não consegue arrancar muitas risadas pois já vimos mais da metade da introdução nele. Depois de matar todos os seus vilões eles que encontraram um lugar para chamar de lar se veem entediados por não ter quem servir. E, portanto, Kevin tem o brilhante plano de recrutar dois Minions (Bob e Stuart) para acompanhá-lo na jornada de achar um vilão.
       Desde Meu malvado Favorito 1 e 2 nunca entendi muito bem a fixação deles por encontrar um cara malvado. Se eles são criaturinhas fofas por que não servir a um super-herói? E por que devem seguir a alguém? Até neste Minions essa coisa da servidão não é explicada, é apenas uma característica deles. Eles se sentem entediados e precisam disso. Ainda bem que os diretores sabem pontuar bem esta questão de eles serem escravos, pois afetaria bastante o interesse das crianças e adultos se houvesse uma mensagem de trabalho forçado, até por que eles são criaturas infantis e no mundo todo ainda há trabalho escravo infantil, mas vamos deixar a seriedade de lado.... (até por que as crianças não prestam atenção nisso)

       Depois de seguir longa viagem os mínios chegam aos Eua na década de 60 onde tudo é colorido e paz e amor. Eles rapidamente ficam sabendo de um evento para vilões, uma Comic con só para eles e eles vão para lá a fim de encontrar Scarlett Overkill a maior vilã do mundo. Dublada originalmente pela Sandra Bulock e aqui no Brasil pela Adriana Esteves (eterna Carminha) vi o filme dublado e nem reconheci Adriana pela voz, porém o trabalho ficou excelente, além de ótima atriz também se mostrou uma ótima dubladora e não foi vergonha alheia como outros globais. A voz estava equilibrada e sedutora. Pena que a vilã não é tão cativante como o Gru. Ela é uma femme fatale dos filmes Noir, está ali para seduzir e aderir fãs. Pena que suas maldades não são geniais, seu artefato mais legal é um vestido armadura que nem chega a ser original. Seu capanga/marido/capacho está mais para figurante sem qualquer importância. A rainha Elisabeth (na versão jovem) está bem melhor do que os dois em cena e olha que não há muitas cenas dela. Alguns personagens de Meu malvado favorito dão as caras rapidamente como é o caso do Dr Nefario e da mãe de Gru.

       Os mínios continuam carismáticos, engraçados e simpáticos, mas não tem força para um filme solo. O roteiro em si é fraco e inexperiente. Faz parecer que os produtores só estavam querendo lucrar com os personagens que fizeram tanto sucesso nos filmes anteriores, pois não há uma trama original ou eficiente. A impressão é que eles queriam vender bonequinhos do mc donalds, bichinhos de pelúcia e outros objetos e para isso pensaram em fazer um filme e escrever uma estória qualquer só para “encher linguiça” e deu certo pois está indo bem de bilheteria. Até dá para levar as crianças e se divertir durante duas horas. Há algumas cenas de gargalhar e nas mais divertidas esta Bob, o mais fofo deles. Que carrega um ursinho de um lado e um rato de esgoto do outro. Uma espécie de bebezinho misturado a felícia na versão Minions. Se a Agnes estivesse nesse filme (a propósito senti falta dela <3) já o teria agarrado e diria: ele é tão fofinho! Por que ele é mesmo... O dialeto está mais inteligível nesse filme, só fiquei insegura pelas crianças, pois a maioria das falas não foram dubladas por isso eles falavam muito “come here” ou “so so” e etc...., mas nada que gestos não consigam fazer as crianças se relacionar. Muitas das sequencias de ação foram perda de tempo e eles colocaram muitas a fim de preencher as lacunas. Foi proposital, mas desnecessárias tanto quanto alguns clichês, um deles foi os ingleses tomando chá a todo momento, até quando estão dirigindo, não foi engraçado para os adultos e as crianças provavelmente não captaram a referencia.
       Apesar de ter sido uma animação tão esperada não superou as expectativas. E percebemos que os mínios só trabalham bem quando estão em equipe e quando estão em Meu malvado favorito. Das animações vistas até agora ainda fico com Divertida mente.