Depois
de um ano órfãos da maluquinha da Kimmy, agora temos ela novamente, um pouco
menos engraçada, mas ainda sim imperdível. Todos os personagens que amamos
conhecer no ano passado estão de volta, Titus, Lilian, Jaqueline, pau e etc...
o bônus é que os filhos de Jaqueline não aparecem mais com tanta frequência, os
criadores da série perceberam que se sumissem com eles não fariam muita falta.
Nessa
2° temporada Kimmy continua aprendendo coisas novas sobre esse mundo novo que
está conhecendo depois que saiu do abrigo, os episódios por exemplo continuam
nomeados com cada descoberta da ruiva. Ela continua ingênua, bem-humorada e
otimista, mas nessa temporada eles exploram mais o lado dramático dela e os
traumas que um sequestro pode causar em alguém....
Há
algum tempo eu criei aqui no blog a tag My New Obssessions, que é quando eu
falo sobre um ator (a), série, filme ou whatever que eu esteja obcecada no
momento e até então eu não tinha escrito sobre o Johnny Depp que é o meu ator
preferido da vida (independentemente de qualquer coisa isso não mudará, sorry)
eu estava guardando esse momento para a semana do aniversário dele, que a
proposito está perto, ele faz aniversario dia 09 de Junho, nossa sintonia é tão
grande que nascemos em datas próximas (eu faço dia 05) quem poderia imaginar
que os meus planos seriam frustrados por algo tão surreal?
Hoje
(dia 27/05) o Depp foi acusado de agredir sua ex mulher Amber Heard e ela ainda
alegou que essa agressão que eclodiu na presente data não foi a única, outras
agressões físicas e verbais já haviam acontecido durante os meses que eles
permaneceram casados. A notícia da separação já havia sido noticiada, mas as
alegações de diferenças irreconciliáveis partiam de questões financeiras
envolvendo acordo de casamento, pensão e coisas do tipo aí hoje vem essa bomba.
Brevemente
teremos aqui no blog o review da 2° temporada de unbreakable Kimmy Schmitdt,
você pode ler o meu review da 1° temporada aqui no blog também. Mas antes que
eu fale sobre a temporada como um todo preciso falar sobre um determinado
dialogo/critica que me chamou muita a atenção. A série tem disso de usar o
humor para fazer criticas disfarçadas e essa não foi diferente.
O
dialogo em questão foi esse:
Homens têm pavor de mulheres engraçadas.
Elas
afirmam que homem não gosta de mulher engraçada, no mesmo momento eu me
desliguei da série e fiquei pensando sobre isso, prontamente fui ao meu irmão,
um jovem de 21 anos e perguntei: É verdade que homem não gosta de mulher
engraçada? Aí ele respondeu: depende do tipo de mulher engraçada.
Existem
livros que nos dão orgulho de se ler, este é um deles. Nele não há um texto
sofisticado e difícil de ler, pelo contrário, ele apresenta uma ideia (ou
milhões de ideias em uma só) tão simples, mas ao mesmo tempo um conceito tão
rico que já no começo do livro podemos nos identificar.
O
livro fala sobre o movimento Vamos Juntas? Criado na internet e que rapidamente
ganhou força. Quem criou esse movimento é a Babi Souza após observar o medo e a
insegurança que as mulheres tinham em ficar sozinhas em determinados lugares
desertos e perigosos, como no ponto de ônibus, por exemplo. (Lugar da onde veio
sua inspiração para criar o movimento) se há mulheres ao nosso redor passando
pelas mesmas coisas e sentindo a mesma insegurança que a gente porque não
podemos ir juntas? Ou fazer companhia uma para a outra?
Sou
uma grande fã do universo cinematográfico da Marvel. Por mais que as pessoas digam
que os filmes são infantis, rasos e que são humorados até demais, eu gosto
muito e sempre me gera uma hype imensa quando está prestes a sair mais um
filme.
Por
isso estranhei a minha falta de empolgação inicial com Civil War. Não estava
colocando muita fé nesse filme. Nem o fato dele ser o terceiro filme do capitão
America, sucessor do bem sucedido Soldado Invernal, que é um dos melhores
filmes da Marvel estava elevando minha empolgação. Mas ai que eles lançaram o
trailer com o Homem Aranha e ai senhoras e senhores... A fã louca da Marvel
ressurgiu. A cena era minúscula. Só no final do trailer e eis que um singelo
“Hi Everyone” do cabeça de teia foi o suficiente para a chama reacender.
Imagine
a minha surpresa quando começou a pipocar só criticas positivas sobre o filme.
Todos estão considerando esse como um dos melhores filmes da casa das ideias.
Sim, eles disseram isso do anterior, mas eles estão falando a verdade de novo.
Quem diria que o Capitão América, um herói tão sem graça e que teve um primeiro
filme muito do mais ou menos traria grandes filmes como esses.
Primeiro
tenho que pedir que esqueçam o livro. Eu comecei a ler (ainda não terminei)
semanas atrás e fui vendo que ele estava extremamente diferente do que estava
acontecendo nos trailers. No livro temos os X-men, o Quarteto fantástico, miss
Marvel e outros heróis até então desconhecidos para quem não lê quadrinhos. Como
o Golias que eu achei muito interessante. E por conta dessa diversidade de
heróis e a conhecida divisão cinematográfica que rola por conta dos direitos
autorais dos estúdios nunca seria possível juntar todos eles em um filme. Já
foi difícil trazer o Homem Aranha, seus direitos estão com a Sony e ele veio
emprestado para a Marvel. Por isso não vá esperando semelhança com o livro e os
quadrinhos, a única coisa parecida é o nome, de resto não tem nada a ver. O
próprio Homem aranha que é figura constante no livro, não aparece tanto no
filme. Mas vamos falar de coisa boa? Vamos falar do filme de Civil War... (não
que o livro seja ruim, na verdade ele é ótimo, diferente, mas ótimo)
Guerra
Civil foi dirigido pelos irmãos Anthony Russo e Joe Russo que também dirigiram
Soldado Invernal e estarão na direção de Vingadores: Guerra infinita parte 1 e
2. Já podemos esperar coisa boa vindo por ai. Nesse terceiro filme do bandeiroso
os vingadores se dividem entre aqueles que aceitam o controle do governo e
aqueles que não.
O
roteiro sabe mesclar muito bem os momentos sérios, políticos e dramáticos com
as cenas engraçadas e os diálogos bem humorados. Os argumentos de cada equipe
são tão coesos que é difícil escolher um lado. Até porque por mais sério que o
filme seja em alguns momentos você enxerga aquilo como um confronto de família
(até há um motivo familiar que deixa todos chocados) como uma briga entre
irmãos, você sabe que eles podem brigar feio, mas nada que possa resultar em
algo grave, pois independente da ideologia eles são amigos e amam um ao outro.
Os
atores estão brilhantes em seus papeis. Robert Downey Jr é um ótimo ator
sempre e aqui ele consegue se sair
melhor ainda, muito mais emotivo e menos sarcástico. Chris Evans que é apenas
um ator esforçado aqui tem seu melhor desempenho até agora, agora sim está com
postura de líder. Scarlett Johansson está mais badass do que nunca, reforçando
nossa torcida por um filme solo dela, Anthony Mackie é sempre uma figura
simpática, Sebastian Stan (muito melhor neste) com um Soldado Invernal mais
humano. Pena que a Elisabeth Olsen, Jeremy Renner, Paul Bettany e o Don Cheadle
(talvez nem tanto o Don) não tenham
tanto destaque assim. Tirando o gavião que sempre me pareceu desinteressante,
os outros são ótimos personagens. Mas os grandes destaques realmente são o Paul
Rudd que trás um homem formiga cheio de cartas na manga (por causa de uma cena
ele se torna uma das melhores coisas do filme) o Chadwick Boseman como Pantera
Negra, a introdução do personagem foi feita de forma tão incrível que nos deixa
com gostinho de quero mais, além de ser um personagem extremamente diferente,
ele não é um cara comum, ele é da realeza e sua forte presença comprova isso e
o maior destaque é sim o Spider. Que não tem muitas cenas, mas está presente
nas melhores. Aliás, o fato dele estar presente já melhora a cena. Não posso
afirmar que Tom Holland é o melhor Homem Aranha do cinema, ele está ótimo, mas
acho cedo pra afirmar isso. Ele é uma mistura do nerd dos filmes com o Tobey maguire
e o descolado dos filmes com o Andrew Garfield. Ele é carismático e divertido.
Parece uma criança no parque de diversões, se impressiona com tudo. Sua roupa
num primeiro momento pareceu computadorizada demais, mas depois quem assiste se
acostuma.
A
impressão é que o filme não tem vilão. O Barão Zemo do Daniel Bruhl é tão
apático que nem suas motivações convencem. Martin Freeman como Everett Ross é
um total desperdício de talento, ele é um ótimo ator, mas perdeu tempo num
personagem que poderiam dar a qualquer ator menos conhecido, pois não faria
diferença nenhuma. Até a Tia May da Marisa Tomei teve mais relevância do que
ele e olha que ela só teve 10 minutos em cena (ele deve ter tido uns 15
minutos).
Guerra
Civil foi uma gratificante surpresa. Não é só um ótimo filme de herói, é um
ótimo filme e ponto. Divertido como só a Marvel sabe fazer (parece que a Marvel
ganhou mais uma vez da DC) e agora com a hype restaurada que venham os
próximos...
É extremamente difícil falar sobre
algo de que gosto muito. Seja filmes, séries e livros nem se fala. Terminei de
ler esse livro pela segunda vez e não consegui escrever um review da primeira
vez (talvez por que ainda não tinha o blog, ou pelo motivo acima não me lembro)
e agora vou tentar escrever uma resenha profissional e coerente, ao mesmo tempo
em que quero expressar o quanto esse livro da Jojo Moyes marcou minha vida.
Encontrei esse livro por acaso.
Estava cansada de romances sobrenaturais e romances água com açúcar do Nicholas
Sparks (que era tudo o que eu lia na época) ai um belo dia em um site onde
costumava ler livros on line me deparei com uma capa muito bonita, foi amor à
primeira vista, posso dizer que julguei o livro pela capa (mal sabia eu que o
mais bonito era a historia contada dentro do livro) e posteriormente gostei
muito da sinopse:
Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas
ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um
avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha
como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas,
e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se
importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro
emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um
tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado.
Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e
esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo
parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse
sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida.
E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do
outro. Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de
família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço
necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.
Ok, você pode até achar que essa sinopse é
clichê e que o livro é só mais um pensado pela autora para nos fazer chorar.
Sim a parte em que eles mudam a vida um do outro pode até ser, mas quem lê Como
eu Era Antes de Você percebe que ele é muito mais do que uma historia em que o
cara mal humorado com complexo de Mr Darcy se apaixona pela menina pobre, porem
divertida que vai trabalhar na casa dele. Quem leu sabe que não é bem assim. Me
Before You não é um conto de fadas. Eles são personagens reais e que
conseguimos nos identificar.
O mau humor de Will não é um capricho da
sua personalidade, ele é um tetraplégico que já foi aventureiro, viajante,
namorador e um homem de negócios muito bem sucedido, imagina ser uma pessoa com
esse estilo de vida e de repente se vê arrancado desse seu mundo? O seu
sofrimento é muito real, sabemos que muitos tetraplégicos passam pela mesma
coisa que ele e tem as mesmas dificuldades todo santo dia. A vida deles não é
fácil como a nossa, o corpo deles não responde aos comandos como o nosso. Não
dá para saber a dor, a solidão e a miséria que é viver assim, sofrendo e
dependendo sempre dos outros, ainda mais quando um dia a pessoa foi totalmente
independente. Por isso que quando chegamos à parte em que Lou descobre o
segredo de Will ficamos com raiva dele, mas aos poucos vamos compreendendo o
seu lado. Existem pessoas que conseguem viver assim e sempre buscam a
felicidade em coisas que ainda podem fazer, mas isso não acontecia com Will. Um
filme que gosto muito e também aborda esse tema é o filme Francês Os Intocáveis,
nele Philippe é um milionário (porque sempre ricos?) que é tetraplégico e tem
uma linda e divertida amizade com seu ajudador Driss. Antes mesmo de Driss,
Philippe sabia lidar bem com sua condição e não cogitou ir para diginitas como
Will. Isso porque eles são personagens com personalidades diferentes. Um é mais
forte e aceita melhor do que o outro e são assim com pessoas reais. Will queria
uma vida que nunca poderia ter de volta. Isso me levou a aceitar sua decisão no
livro.
Lou foi o primeiro motivo pelo qual
me apaixonei pelo drama. Ela não era aquela adolescente bobinha e apaixonada
que não sabe nada da vida, ela tem 26 anos, é uma mulher que trabalha desde
nova e não tem regalias na vida, tão diferente das moçinhas dos tais romances
que eu estava habituada. Ela era real, ela era eu. Lou não fez faculdade, mas
trabalha para ajudar os pais em casa. A irmã mais nova tem um filho, então tudo
fica nas costas dela já que a mãe é dona de casa e o pai estava prestes a ser
demitido. Por isso ela teve que aceitar qualquer coisa e foi trabalhar com o
Will. Ele praticamente expande o universo dela. Claro que no começo ele não é
nada amigável e a trata mal, mas aos poucos ele vai se acostumando com a
presença dela e vai gostando de sua companhia. Ele a encoraja a estudar, sair
da cidade pequena que eles moram para conhecer o mundo, se aventurar e até a
ver filmes estrangeiros... Ela reluta, mas aos poucos ele vai transformando ela
e seu modo pequeno de ver o mundo.
Quando
iniciamos a leitura deste livro achamos que ela irá mudar a vida dele, que ela vai
convencê-lo de aproveitar a vida e em seguida de não se matar, e claro que ela
é um lindo acréscimo à jornada final dele, ela também o faz enxergar algumas
coisas, coisas boas que apesar das dificuldades ainda valem a pena, mas nunca imaginaríamos
que seria ele com todas suas limitações que mudaria a vida dela. O que são
movimentos perto das palavras, da inteligência e do poder de persuasão de Will
Traynor? Por isso que ele é sim um dos personagens mais admiráveis da
literatura contemporânea.
Como eu era antes de você mudou a
minha vida como leitora, pois enquanto eu lia eu era a Lou, uma menina rasa e
fechada em seu próprio mundo, através dos olhos da personagem fui conhecendo
novos conceitos e fui acreditando que eu poderia fazer muitas coisas na minha
vida. Agora o jeito é ler a continuação, Depois de você, e desfrutar só da companhia
da nossa abelhinha e claro ver esses dois lindos no filme que será lançado aqui
no Brasil em 16 de junho. Já estou preparando meu balde e minha caixa de lencinho.
Estava
muito ansiosa pela estreia de Mogli, talvez até um pouco mais do que a de Civil
War, mas a expectativa não estava das melhores, pensei que seria um fracasso de
bilheteria e critica, ainda bem que estava errada. A minha empolgação vinha da
nostalgia que seria assistir esse personagem tão querido e tão assistido por
mim na infância. Vê-lo ganhar uma versão live action era surreal, não seria
mais aquele desenho animado de 1967 que eu assistia na minha fita vhs verde da
minha coleção de fitas da Disney que meu avô me presenteava e que eu assistia
umas 30 vezes por dia. inclusive assisti ao clássico animado para “relembrar” e
fiquei surpresa em como ainda conseguia lembrar perfeitamente das falas, das
cenas e das músicas que eu tanto amava falar e cantar quando pequena. E mesmo
sendo tão fã as expectativas não estavam lá essas coisas.... Mais por conta do
medo de que mais uma adaptação fracassasse.
As
adaptações dos clássicos da Disney têm dado certo ultimamente. Vimos isso com
Malévola e Cinderela. A nova roupagem que estão trazendo está agradando ao público,
mas mesmo assim havia um temor causado pelas fracassadas tentativas de adaptar
Mogli anteriormente. Nenhuma das versões com atores deu certo, mas justamente
essa com apenas um ator de carne e osso deu MUITO certo.
Uma
das maiores qualidades desse filme é a fidelidade para com a obra original.
Todos os personagens que gostamos eles trouxeram de volta, não há aqueles
urubus com penteados engraçados, mas com o decorrer do filme não sentimos falta
deles, de resto estão todos lá, Bagheera continua o fiel escudeiro que age
corretamente e Balu o urso preguiçoso que só quer saber de moleza, ambos
retratados fielmente ao desenho e funcionam novamente como uma dupla que cuida
e protege o menino. Alguns personagens são retratados de uma forma diferente,
outros nem tanto, a cobra Kaa por exemplo, nesse ela tem o dobro do tamanho da
cobra original mas continua manipuladora e hipnótica. Enquanto os elefantes que
eram desastrados e divertidos no outro nesse eles surgem como figuras
endeusadas, que trazem soluções para os problemas, que ajudam na selva e que
são tratados como superiores. Nenhum animal chega perto da trupe de elefantes e
quando eles se depararam com os paquidermes devem reverencia-los. Essa deve ser
a forma que os elefantes do desenho gostariam de serem tratados já que eram
motivo de chacota com sua frustrada tentativa de organização. Aqui não há líder
enquanto no desenho havia o “coronel” aqui todos têm poder dentro do grupo e
todos são tratados como elite. Eles captaram essa essência do poder dos
grandalhões e souberam desenvolver muito bem no filme. Nota-se que os animais
mais perigosos do filme que são os elefantes, a cobra e o macaco Louie são
figuras gigantescas que marcam a imposição do seu poder. A única exceção é
Shere khan, que tem seu tamanho normal, mas é o mais temido de todos.
Nesse
o tigre não quer matar Mogli apenas por prazer, ele quer vingança pelo que os
homens fizeram com ele. Esse shere khan não é perfeito como o primeiro, ele tem
sequelas no rosto e quer que o menino pague pelo que os homens fizeram a ele. O
tigre está muito mais ameaçador nesse. A tecnologia empregada nele trouxe o
dobro de pavor pela sua presença. Aliás o filme dá um show em efeitos visuais.
Fazia tempo que não via um 3D tão bem desenvolvido, há poeira, agua e lama
voando sujando nossos óculos e há animais vindo em nossa direção, empregaram o
3D do jeito que gostamos e ele só ajudou a ampliar ainda mais a visão
espetacular dos cenários de Mogli. O filme inteiro foi filmado em estúdio,
absolutamente nada daquilo era real e ao mesmo tempo absolutamente tudo daquilo
parecia real. A equipe dos efeitos está de parabéns por isso. Os animais estão
perfeitos, todas suas expressões e movimentos são idênticos ao de animais reais.
Até o balançar de pequenas orelhas eram reais. Na cena em que há uma trégua e
todos os animais bebem do rio somos levados pelos olhos curiosos do menino lobo
a admirar todas as diferentes espécies ali. Nesse há um maior destaque para a
alcateia que é a família de Mogli, há até um lobinho que se destaca dos outros
pela amizade com o menino. Todos os filhotinhos são fofos e nos derretemos só
de olhar.
Infelizmente
não pude ver o filme legendado, gostaria muito de ouvir a voz de Idris Elba (o
vozeirão) Scarlett Johansson (a voz mais sexy e solicitada de hollywood, antes
usou a voz no filme Her) Bill Murray, Lupita Nyong’o, Ben kingsley e etc...
Tive
que me contentar com a versão dublada, que surpreendentemente não estava tão
ruim. Alguns fizeram um trabalho descente como Tiago Lacerda como o tigre,
Aline Moraes como a cobra e Tiago Abravanel como o macacão (sua voz ajudou no número
musical) ao contrário de Dan Stulbach com uma voz bem incomoda como a pantera,
parece que ele estava tentando imitar o Ben Kingsley e não trouxe algo original.
Mais quem se saiu muito bem foi Marcos Palmeira como o urso Balu, sua voz de
malandro casou perfeitamente; ele deu personalidade própria ao animal e o
deixou ainda mais engraçado. Mas ainda quero assistir com a voz maravilhosa do
Bill.
O
menino Mogli é interpretado pelo novato Neel Sethi que é carismático ao
extremo. Assim como inteligente e engraçado. Apesar da inexperiência ele
consegue se expressar bem em frente a câmera e olha que ele não tinha ninguém
atuando no set com ele, imagina a dificuldade que é para uma criança trabalhar
assim? Mas ele faz parecer bem simples.
Mogli
o menino lobo é a melhor adaptação dos clássicos da Disney feita atualmente,
ele é original mesmo sendo idêntico ao desenho. O diretor e produtor do filme é
o Jon Favreu de Homem de ferro que faz aqui um dos seus melhores trabalhos. Com
belos efeitos visuais, ótimas dublagens e uma ótima interpretação principal ele
faz qualquer um se apaixonar. Tanto os fãs quanto as crianças que estão
conhecendo essa história agora. Os números musicais são um tremendo fan
service. Quando começa a cantar Necessário, somente o necessário há um coro de
vozes no cinema. É emocionante ver gerações se encontrando e cantando juntos.
Há cenas em que as crianças podem se assustar por conta da violência e dos
sustos e também os trailers entregaram quase que todas as melhores cenas do
filme, mas QUASE, ainda há muitas surpresas para quem assiste.