segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Coisas da minha infância


Quando eu era criança até brincava na rua e tal, mas sempre fui muito ligada a tv e ao cinema. Essa paixão é desde sempre, não sei dizer quando começou esse amor todo pelas séries, filmes e nesse caso os desenhos. Admito que hoje em dia não assisto muito aos desenhos, não consigo me interessar por nenhum nessa nova leva. Quando paro para assistir sempre são os antigos, os “do meu tempo” Pernalonga, Tom e Jerry, Piu piu e frajola e etc... por isso vou listar para vocês tudo que fez parte da minha infância e me marcou até hoje! (Vou misturar os seriados, filmes e desenhos para a brincadeira ficar mais legal)

O fantástico mundo de Bobby


Esse menino com a mente fértil foi o responsável pelo que sou hoje criativamente, ele despertou esse meu lado sonhadora, de criar coisas novas e tal. Foi por causa da imaginação mirabolante dele que a minha se expandiu e eu comecei a escrever historinhas e criar universos paralelos. Muito obrigado Bobby

Família dinossauro


Não é a mamãe! Você já disse isso pelo menos uma vez na sua vida! Dino, Fran, Charlene, Bob e baby eram uma família como qualquer outra (tirando o fato de serem dinossauros). Com episódios muito engraçados e animatronics super legais eu adorava ver essa família jurássica, não importa em que canal e quantas vezes.

Os batutinhas


Um dos filmes mais repetidos pelo sbt, os batutinhas são um clube de meninos que odeiam meninas, mas sempre tem que ter um que destoa e esse é alfalfa o menino do cabelo de espeto e voz afinada que conquistou o coração de Darla, aquela fofurinha de criança. (o alfalfa está um gato hoje em dia, vê aqui:http://speakcinema.blogspot.com.br/2014/09/20-anos-do-filme-os-batutinhas.html )

Blossom



Essa é a série onde a Amy farrah fowler de The big bang theory a Maym malik era uma adolescente normal enfrentando o dilema dessa fase tão contraditória. Ela vivia com o pai e os dois irmãos, um deles Joey, que era muito fofo e eu tive uma paixonite. Obs: foi nessa série que eu ouvi pela primeira vez a palavra “camisinha” e fiquei confusa por tempos por não entender como uma camisa cortada pela metade (a tal camisinha) poderia proteger alguém. Olá puberdade!

Chaves


Essa nem precisa de sinopse. Um menino que mora num barril (mentira que ele morava no oito) e vive numa vila cheia de personagens diferentes e ao mesmo tempo iguais a pessoas do nosso convívio. Chaves é eterno, posso assistir o mesmo episódio pela milésima vez e vou rir sempre.

Três é demais


Outro seriado do sbt, três é demais estava sendo exibida recentemente e é sobre a família tanner. O pai é Danny (que kids... ele é a voz que narra a saga de Tedy mosby em How I Met your mother) que após a morte da esposa chama o melhor amigo Joey e o cunhado Jesse (tio Jesse <3) para ajudá-lo a criar as três filhas, Michelle, Stephanie e DJ. A série que me proporcionou várias risadas e também vários suspiros nas cenas do tio Jesse com a michelle

Pokémon


Temos que pegar, isso eu sei... até hoje sei cantar a música de abertura de cor. Eu era desencorajada por todos a ver esse desenho, simplesmente por que as pessoas próximas a mim diziam que ele era “demoníaco” e acredito que seja pois eu não conseguia parar de vê-lo. Bebi litros e litros de guaraná pitchulinha para achar o Pikachu na pokebola que vinha com o refrigerante. Obs: chorei horrores na escola quando exibiram o filme e o ash virou pedra.

Os ursinhos carinhosos


Outro de abertura marcante, os ursinhos carinhosos estão aqui para ajudar... rs eles eram fofos, coloridos e venciam o mal laçando arco íris da barriga, tem coisa mais absurda, idiota e maravilhosa que isso? Obs: em alguns episódios eles faziam tutoriais para criar coisas e foi por causa deles que desperdicei várias batatas da minha mãe para fazer carimbo! (Até ela comprar um jogo de carimbo e eu desperdiçar farinha para aprender a fazer mini jarros) obrigada ursinhos por me fazer desperdiçar a comida aqui de casa.

Os Goonies


Este não tem abertura mas tem uma música muito legal da Cindy Lauper. Os Gonnies eram vários amigos que vão à procura de um navio pirata e a lenda willy caolho. É uma grande aventura clássica dos anos 80 e da sessão da tarde que despertou meu espirito aventureiro. (e esse espirito está adormecido a anos)

Tv cruj


Era uma espécie de clube do Mickey brasileiro. Onde crianças faziam uma transmissão fake “pirata” de um programa de variedades. Era apresentado pelo Caju, macaco, chiclé, maluca, pipoca e o Rico. Foi um dos programas mais populares dos anos 90. Recentemente eles invadiram a transmissão do programa The noite e matou um pouco da nossa saudade.

Todos os filmes da Disney


Sou uma adulta viciada em filmes da Disney. Até hoje tenho aquelas fitas vhs verdes dos filmes. Assistia todos os dias e as vezes mais de uma vez por dia quando criança e todas as vezes era mágico. Apesar de amar absolutamente TODOS meus preferidos são O rei leão, Branca de Neve, Mogli, Peter Pan, Aladdin, Pinóquio e A bela e a fera. Obs: sei o trecho inteiro de Hakuna matata (isso é, sem problemas rs) a música e inclusive as falas. Choro até hoje com a morte do Mufasa

Os fantasmas se divertem


Beetlejuice, Beetlejuice, Beetlejuice! Eu sempre repetia isso para que o “Besouro suco” aparecesse. Esse é um dos clássicos da sessão da tarde que eu via um milhão de vezes, sempre amei esse universo dark e emo do Tim Burton, queria muito ser a Lydia quando criança, Winona Ryder foi uma atriz que marcou a minha infância. O visual do filme, a jornada pós morte e os momentos musicais me fizeram amar e assistir diversas vezes.

Tv colosso


Era um programa brasileiro protagonizado por Priscila e outros cachorros muito divertidos. Eu tinha a fita vhs do episódio da mansão assombrada e adorava, era fã do Gilmar. A abertura também era clássica e me dava vontade de apertar todos aqueles cachorros fofos. Sou Felícia desde sempre também.

Como podem ver muitas coisas me marcaram, essa lista é interminável. Ainda há vários seriados, filmes e desenhos mas se eu for colocar todos essa lista vai dar 10 páginas ou mais. Ainda bem que esse blog não abrange musica por que se não iria passar vergonha. Você que é criança curta essa fase linda e aproveite o máximo que puder, pois ela passa muito rápido. Meu conselho é: seja criança! Não queira crescer rápido demais. Não queira namorar, usar drogas e fazer besteiras por aí, vá ver um desenho, vá brincar, vá ser feliz sem preocupações, pois a vida adulta é muito complicada.

Cruj cruj cruj tchau...


domingo, 11 de outubro de 2015

Review Scream Queens


       Scream Queens é uma série adolescente que estava sendo super aguardada. Com elenco cinematográfico e o gênero terror misturado a sátira ela estreou bem, mas causou estranheza por parte do publico, principalmente os que estavam ansiosos.
A série é sobre um grupo de patricinhas de fraternidade que acabam envolvidas em um crime e por consequente acabam sendo alvo de um assassino que usa mascara de demônio e roupa vermelha. (really?)
       A protagonista é Channel, vivida por Emma Roberts e a cantora Ariana Grande e a pequena miss sunshine Abigail Breslin são duas de suas seguidoras, Channel 2 e Channel 5, porque para a líder os nomes delas não são importantes. A sátira já começa pelo nome da protagonista, muito sugestivo uma patricinha que usa roupas de alta costura ter nome de grife internacional chique. E Muita coisa dela remete a Blair de Gossip girl. Ela é rica, mimada, cruel com as amigas, sarcástica, tem um grupo de seguidoras/capachos e tem uma empregada que ela maltrata. A única diferença é que Blair apesar de tratar mal Dorota ela se importava com ela e de vez em quando elas tinham seus momentos mãe e filha. A pobre empregada da Channel não teve nem tempo de evoluir a relação das duas.

       No pé da protagonista há a diretora interpretada pela Jamie Lee curtis que por acaso começou sua carreira num filme de terror, sua personagem é uma espécie de Sue Sylvester (Glee) mandona, fria e perseguidora. Ela obriga as patricinhas da Kappa a aceitarem todas as meninas que forem se candidatar a fraternidade e por isso os tipos mais bizarros surgem para participar. Há a Taylor Swift surda, uma menina obcecada pela cantora, (ama as músicas, mas é surda, critica sim ou claro?) tem a personagem da Lea Michelle que usa colar cervical e tem a lésbica japonesa. A moçinha da trama é Grace (Skyler Samuels) menina muito ligada ao pai e que só quer entrar na fraternidade por que a mãe quando adolescente fez parte, logo no 1° episódio ela mostra ser a “falsiane” boazinha do grupo, vai se infiltrar para desmascarar a diva suprema. Ela é amiga da Zayday (keke Palmer) que também não morre de amores pela Kappa.


       Como toda série do Ryan Murphy essa também mexe com os mais variados estereótipos só que diferente de Glee, em Scream Queens parece não haver espaço para superações. Os adolescentes são retratados como pessoas perversas que ferem a todos com ações e palavras. O bom das séries é que elas roteirizam coisas que se passam em nossa cabeça, pois imagina se falássemos como os personagens de séries? Seriamos taxados de estranhos. (Mesmo não falando, só tendo gosto para algo diferente já nos consideram de outro planeta). As vezes muitos nos olham de maneira diferente quando trazemos a linguagem do twitter para a vida real. “crush, shippar, queria estar morta, eu to no chão e etc..” não sei vocês, mas já levei muita lição de moral por falar coisas do tipo. (mais por parte dos adultos e do povo do facebook) imagina se eu chamasse minhas amigas de vadia e meninos gays de porcelana? Além disso Ryan critica o estilo de vida da juventude que está sempre conectada. Em uma das cenas a menina está cara a cara com o assassino e responde as suas ameaças via mensagens, além de voltar a vida para twittar que estava sendo morta e então morrer novamente... só assim ela “descansou em paz” é aquela velha observação de que os teens não conversam (a não ser pelo whatsapp) não assistem um show, a uma peça, não fazem uma viagem sem filmar e etc... eles (inclusive eu) estão sempre com o celular na mão prontos para registrar tudo e não viver plenamente nada. Ryan sabe brincar com esses vícios e manias perfeitamente. Ele entende os adolescentes dessa geração e volta com os conceitos da popularidade, da menina popular que tem que ter um namorado popular para SER popular, sua ressalva como sempre é de que não teve amor dos pais e que no passado possivelmente era normal como todas as outras. O bom dele é que ele sempre mescla maldade com a personalidade da boazinha. Em Glee Rachel era a mocinha, mas não era a menina inocente, ela era ambiciosa e tinha seus momentos de vilã assim como provavelmente Grace terá, junto de seu interesse romântico Pete (Diego Boneta, que me choca toda vez que eu lembro que ele fez a novela Rebelde)
       Com momentos bizarros (sério que a menina não sabia que estava gravida? E que Gatorade revitaliza depois de dar à luz?) Referencias pops, críticas subliminares a cantores de sucesso e com atuações medianas, só Emma Roberts que se sobressai. Scream Queens juntou armas certeiras para fazer dar certo, além das citadas acima que nos trás de volta tudo que amamos em outras séries e filmes ainda conta com varias participações especiais (Nick Jonas lindo como o Best gay do namorado de Channel) não sabemos se toda essa mistura solará ou encontrara o ponto certo. E não se sabe se resistirá a mais de uma temporada pois aparentemente a audiência não encara muito bem as críticas a si mesmos.

sábado, 3 de outubro de 2015

Review Que Horas Ela Volta?


       Que horas ela volta? Seria mais um filme brasileiro que passaria despercebido pelo meu olhar de telespectadora e critica. Como critica isso jamais deveria acontecer, mas infelizmente acontece. As comédias padrão zorra total que tomaram conta do cinema brasileiro ultimamente faz todo e qualquer amante do bom cinema torcer o nariz para as produções nacionais. Fazia tempo que não surgia um “tropa de elite” um “Cidade de Deus” ou mesmo um “central do Brasil” para nos fazer retornar as nossas raízes. Que horas ela volta? É o que mais nos aproxima atualmente desses títulos. Dado a quantidade de publico que foi levado ao cinema impulsionado por uma possibilidade de indicação ao Oscar. Se for mesmo indicado será merecidíssmo.
       Com roteiro e direção de Anna Muylaert o filme retrata o cotidiano da empregada doméstica Val, (interpretada por Regina Casé que está tão diferente no papel que em nada lembra a apresentadora do programa Esquenta) que mora no serviço e vê as coisas mudarem quando Jessica (Camila Márdila) a filha que ela deixou em Pernambuco vem para São Paulo para prestar vestibular de arquitetura.

       Os patrões de Val são Barbara (Karine Telles) e Carlos (Lourenço Mutarelli) que aparentemente a tratam como “parte da família” mas cometem abusos que a própria empregada encara como normalidades da sua função. Ela foi contratada como serviçal e aprendeu a sempre chama-los de Sr e sra, (até fora do horário de serviço) a nunca comer da mesma comida que eles, a pegar agua e sorvete para eles até quando eles estão do lado da geladeira, a não entrar em hipótese alguma na piscina e etc.... para Val essas atitudes são completamente normais mas Jessica começa a fazê-la pensar de forma diferente. Fabinho (Michael Joelsas) é o único da família que realmente respeita e trata bem Val. Até porque ela é a representação de mãe para o menino que foi praticamente criado por ela. Já que a mãe e o pai sempre trabalharam muito para preservar seu patrimônio e serem cada vez mais ricos. 


       O filme é uma critica a relação empregado x patrão. É uma critica a uma categoria de trabalhadores tão desprezados e desvalorizados. Que fazem tudo pelos patrões e por seus filhos, mas não obtém reconhecimento. E o pior de tudo é que existem muitas Val’s por ai que aceitam essa condição e acham que esse é seu papel na sociedade. Que está tudo bem não ser ouvida, não ser respeitada, não ser tratada bem, a trabalhar duro para receber pouco e ouvir reclamações. Afinal elas são contratadas para essa função não é mesmo? Fazer tudo na hora que o patrão quiser sem reclamar e com um sorriso no rosto porque o pão está na mesa todo mês. Quando essa triste realidade mudará?
       Regina retorna com uma excelente atuação, que lhe rendeu prêmios e mostrou quão boa e verdadeira é sua performance. Seu rosto passa todas as inseguranças de Val. E posteriormente todo seu descontentamento. Karine Já tem cara de patroa entojada. E suas expressões de desaprovação eram ótimas. Camila com um sotaque carregadíssimo apesar de novata também se saiu muito bem como Jessica que quebrou o tabu de menina boba e burra do interior. Ela era decidida, segura e inteligente. Uma menina que foi pra São Paulo estudar e não trabalhar igual a mãe. (Para surpresa da patroa). Ela é igual a Fabinho, só que ele é um menino rico e mimado (porém carinhoso) que estudou nos melhores colégios. Em um momento Val até comenta que Jessica é metida, sem saber que ela era apenas realista e não abaixava a cabeça para aqueles que nem sequer eram seus patrões.
       Que horas ela volta? É o tipo de filme que toca na ferida e que faz salariados como nós nos identificarmos com várias situações. Independente da profissão. Eu mesma me identifiquei bastante com os mandos e desmandos sem sentido dos patrões e percebi que já fui muito “Val” agora sou mais “Jessica” a frase “da família” já foi mencionada no meu emprego e aos poucos fui vendo o meu lugar nessa “família” e é o mesmo que o de Val, alguém que está ali só para servir. Tomara que com esse filme o cenário comece a mudar e as empregadas vejam que elas têm o seu valor e que elas devem se impor sem medo de sofrer represálias ou serem demitidas. 

Review Maze Runner: Prova de fogo


       Coincidentemente de tempos em tempos uma nova moda cinematográfica é instaurada. Depois do sucesso que foi Mad Max, surge mais um filme rodado no deserto. Não que esse cenário venha virar “modinha”, mas é difícil não associa-los. Dada a tanta poeira e personagens fortes.
Maze Runner é mais uma saga adolescente bem-sucedida e inspirada em uma série de livros. E a segunda saga atual de que mais gosto. Está no topo das bilheterias e chegou a superar até a saga Divergente em questão de rentabilidade e interesse do público. Pessoalmente não gosto de Divergente, achei o primeiro filme muito fraco e tão desinteressante ao ponto de não ter despertado nenhuma vontade de assistir ao segundo, por isso que até hoje não o vi. E Divergente tem em seu elenco grandes atores como Kate Winslet e jovens estrelas em ascensão como a Shailene, o Gus.. ops... Ansel, o Miles Teller (que arrasou em wiplash) e o Theo james. E apesar de gostar desse time eles não foram suficiente para despertar minha atenção como aconteceu com Maze Runner. (Lembrando que não li nenhuma das sagas)

       Esta é a fase dois da aventura, eles saíram do labirinto mas sentem que ainda há muito o que enfrentar. Eles chegam numa espécie de fortaleza no deserto e enquanto os meninos e Teresa se sentem protegidos lá, Thomas sente que há algo errado e logo descobre que está certo, sendo ajudado por um novo membro ele vê que a “cruel” ainda os controla e logo dão um jeito de saírem dali, só que há os Cranks, pessoas infectadas que são uma espécie de “zumbis do deserto” 
     

       Comecei desacreditando que pudessem fazer algo legal com Maze Runner e mesmo assim fui ao cinema assistir o primeiro filme e simplesmente adorei, fiquei fascinada pela ação, pelo tema e pela inquietação do jovem protagonista. Já conhecia Dylan O’brien de Teen Wolf e sabia que ele era competente e nesse segundo filme ele está melhor ainda. O filme não tem o calibre crítico e social de Jogos Vorazes, a crítica é bem sutil e despercebida. Você não pode se conformar com o que vive, você deve lutar para achar a saída para seus problemas e da sua sociedade e o filme mostra que quando temos coragem de fazer a nossa parte conseguimos vencer nosso sistema e ajudar quem precisa. Ok, isso também se aplica a Katniss e os Jogos vorazes, só que nele o tema é muito mais explícito e muito mais explorado. O que difere ambas as sagas e torna Maze runner superior é no quesito ação. Em jogos vorazes há a arena e a corrida pela sobrevivência, mas também há os diálogos e as cenas de suspense super estendidas. O último filme é um exemplo disso. A questão psicológica é maior do que o entretenimento corporal. E maze Runner nos traz ação e correria do começo ao fim. Você não fica entediado, você se sente parte do grupo e embarca na aventura com eles. Tomara que os próximos continuem nesse ritmo.
       Portanto Prova de fogo retorna com bastante ação, correria, novatos competentes e o elenco que antes que era inexperiente agora está bem fortificado. Reza a lenda cinematográfica que os segundos filmes de sagas são sempre os mais fracos e usados como ponte para os próximos, eu discordo em partes. O segundo de Jogos Vorazes o Em Chamas é o meu preferido da saga até agora e este de Maze Runner foi ótimo também e provocou no público revolta e vontade de esganar um certo personagem traidor. Eu entendi as razões dele e até considerei sua atitude ingênua. A minha revolta em relação a este mesmo personagem é que mais uma vez ele foi deixado de lado, não teve tanta importância e vou continuar esperando seu grande momento triunfal (que nunca chega) ele ainda está muito clichê e mais uma vez confirmamos o estereótipo do personagem chato e descartável, quando poderiam fazer tantas coisas com suas atribuições. Tomara que o Pokémon evolua no próximo filme.

Review A Garota que você deixou para trás


       Eu gosto de dizer que a minha autora preferida do momento é a Jojo Moyes mesmo lendo apenas dois livros dela! Sim guys, eu não tenho muita propriedade para afirmar isso e mesmo assim o faço. Isso se dá pelo fato de que fui totalmente fisgada por Como eu era antes de você, primeiro livro que li da autora. Ele realmente me pegou de jeito (mas isso é assunto para um próximo review)
       Com as expectativas altíssimas comecei a ler A garota que você deixou para trás, livro lançado em 2012.Aqui no Brasil foi lançado pela intrínseca. A capa é bastante similar à de Me before you e a forma de contar a história por duas vertentes é similar à de outro livro da autora A última carta de amor (que está na minha lista) ambos entrelaçam duas narrativas de pessoas diferentes em épocas distintas.
       A garota...é um drama que começa em 1916, numa cidade chamada St Pérone onde mora Sophie com sua irmã Hélene e seus sobrinhos, enquanto os maridos delas tentam sobreviver na guerra, elas tentam sobreviver numa cidade ocupada pelos alemães que os privam de qualquer condição humana de vida. Esposa de um artista não muito famoso, Sophie relata alguns trechos de como o conheceu e como ele a retratou no quadro com o nome título do livro. Em meio a lembranças passadas de uma vida boa, ela tenta levar a vida com esperança, apesar da situação precária. Logo as irmãs se veem servindo os oficiais da tropa alemã em seu restaurante e vivem sobre as ordens dos mesmos, até que o comandante da tropa se apaixona pela mulher do quadro. (Sophie na versão nutrida por assim dizer)
       Já na Londres de 2006 vive Liv, uma viúva que passa por uma depressão por não superar a morte prematura do marido David, que o presenteou com o quadro da garota... e de repente ela se vê perdendo o quadro e última lembrança de seu falecido esposo.
Sophie e Liv são mulheres esperançosas, corajosas e decididas. Se acreditam em algo vão até o fim para conquistar seu objetivo e por isso as duas sofrem bastante no decorrer de suas jornadas. Ambas seguiram caminhos que para as pessoas a sua volta pareciam improváveis. Sophie foi julgada pela própria família e Liv por todos da cidade. Fizeram coisas que depois quase se arrependeram, felizmente tiveram desfechos favoráveis.
Jojo é uma autora conhecida por passar a verdade para suas palavras, ela relata a vida real. Ela é ótima em contar as “sofrencias” de seus personagens. A solução dos problemas deles não chega de mãe beijada, eles peregrinam bastante para alcançar a felicidade, isso quando alcançam (estou falando de você Will Traynor) por isso me admirei com o final das respectivas histórias. 


       Sophie começou uma amizade inesperada com o Herr Kommandant da tropa nazista que a convidou meio que indiretamente para transar com ele em troca de ver Édouard. Ela era uma mulher fiel e honrada, mas em meio ao desespero de não receber notícias de seu marido acabou indo para a cama com o oficial. Acabou sendo desprezada por ele, apenas por não ser aquela mulher linda e despreocupada do quadro. E mesmo se sentindo humilhado ele cumpriu a promessa e depois de comer o pão (preto) que o diabo amaçou ela finalmente encontrou seu amado.
Esse desfecho foi bastante confuso para mim, até mais do que o de Liv, pois Paul (o interesse romântico da mocinha) encontrou as provas certas e ela ficou com o quadro, o final dela só foi feliz por que o de Sophie também foi, caso ela tivesse morrido numa vala em um lugar qualquer da Alemanha Liv não teria a “guarda” de seu quadro judicialmente.
Os fatos históricos, os livros, os documentários e os filmes que retratam os fatos reais da ocupação alemã no período de guerra me fizeram torcer o nariz para a bondade do Kommandant. Não sou daquelas pessoas que acham que todos os alemães são ruins, mas me custa acreditar que a Jojo uma autora tão pé no chão tenha concedido um final feliz a dadas circunstancias. Talvez todos esses livros, filmes e etc... Tenham me feito vê-lo como aquele oficial sem coração de “o menino do pijama listrado” e não como um ser humano com compaixão. Eu generalizei sem querer querendo e o encontro de Sophie e Edouard que deveria ter me levado as lágrimas apenas me causou um levantar de sobrancelha do tipo “isso é verdade? ” “Ninguém morre? ” Por mais ruim que isso seja. Mas vejam... meu raciocínio foi: Jojo matou um tetraplégico com toda uma vida pela frente porque não duas pessoas praticamente condenadas nas mãos dos soldados?

E isso é o bom da autora, ela diversifica, nos surpreende, ela nos mantem interessados, mesmo que alguns trechos tenham sido meio boring, principalmente as indagações de Liv e as partes no tribunal (não quero ler NADA que tenha a ver com meu trabalho, NÃO) nesse livro ela tem o poder de nos chocar com a realidade e nos dar o suspiro de alivio (mesmo que improvável... tá parei) depois. Que venha os próximos livros da Jojo e que venha o filme deste, nas mãos certas daria um drama digno de Oscar.

sábado, 19 de setembro de 2015

Talvez Eu Não Queira Ser Uma Princesa


Na verdade até gosto das princesas, mas lá nos filmes da Disney... (ps: A Bela até que é uma princesa cheia de atitude) 

Decidi escrever esse texto por causa de um podcast polemico que surgiu essas semanas e repercutiu bastante (pelo menos dentre nós da podosfera, blogosfera e tantas esferas do dragão)
       Assim como a maioria das meninas fui criada cercada de pensamentos preconceituosos. Não por culpa dos meus pais ou da minha família, por culpa da sociedade que possui conceitos fixos que são difíceis de exorcizar. Como tentar mudar a cabeça do seu avô que foi ensinado pelo pai que mulher não pode trabalhar? de que mulher não pode aprender a escrever por que se não iria escrever cartinha pra namorado? Que também trouxe preconceitos contra negros e etc... Não dá pra mudar isso, mesmo que se tente veementemente. O negocio é mudar agora os nossos pensamentos, aqueles que também possuem ideias impregnadas por gerações.
               Por mais que agora eu seja bem mais feminina já fui muito “moleque” e sofri muita lavagem cerebral por isso. Na pré-escola eu odiava brincar com as meninas. Não gostava das brincadeiras delas, não queria fingir que uma boneca era minha filha por que achava constrangedor. Eu gostava de brincar com os meninos, eu queria ser policial, eu fazia arma de massinha e saia correndo “atirando” pra todos os lados, ficava de castigo todos os dias por causa disso, a professora dizia “você é menina, não pode ser policial” e eu nunca entendi por que.
              Na minha rua os gêneros eram bem equilibrados, eu até brincava com as meninas, mas chegou uma época que eu só me via brincando com os meninos (mais novos do que eu, diga-se) e eu adorava. Adorava correr, soltar pipa, jogar bola e etc... (mesmo que eu fosse péssima em tudo isso, sim, ruim mesmo) também fazia “coisas de menina” gostava de dançar, de assistir musicais e de ver filmes de princesa (nunca gostei de cabelo e maquiagem), mas mesmo para a dança eu pegava a blusa do homem aranha que meu irmão tinha e ia para as aulas. Na falta de heroínas, o homem aranha era o meu preferido. Nunca idolatrei a mulher maravilha, ela era perfeita e eu não, por isso me identificava tanto com o Homem aranha. Como uma Viúva negra fez falta naquela época. E quando eu não queria me casar com o Johnny Depp eu queria SER ele. Até brincava que era uma das panteras e era muito maneiro ser uma... mas ser o capitão Jack sparrow seria tão legal também.
         Por conta de tudo isso ouvi frases como “você é menina, se comporte como tal” “senta direito” “você é uma mocinha” “você gosta desse filme? É de menino” e na adolescência com comentários do tipo “você nunca vai ter um namorado se continuar gostando dessas coisas” e com o passar dos anos e a sociedade se modernizando e se atualizando ainda ouço e leio comentários do tipo, agora na internet. “tinha que ser mulher mesmo” já ouvi e inclusive já falei muito essa frase... Confesso! Esse é o tal preconceito enraizado.

Eu achava que o fato de ter um blog, participar de um site e de poder expressar minha opinião na internet quebraria algumas barreiras do machismo, mas fui trouxa e vi que só piorou. A discriminação é igual ou maior por aqui. Talvez por ser um veiculo expansivo e onde todos podem falar abertamente o que quiserem. Ou deveriam, sem serem subjugados. Já repararam que a maioria dos sites, blogs, canais de youtube e afins que falam sobre cultura pop são feitos por homens? Eu sou uma menina que fala sobre cinema, séries e livros no meu blog (mais sobre cinema) e é uma dificuldade terrível encontrar blogs com o mesmo conteúdo para fazer parcerias. Procuro sempre por blogs e sites femininos  e a maioria deles é SÓ sobre livros. Um review de cinema de vez em quando. 


       A mulher é associada a apenas alguns assuntos. Livros, maquiagem, roupas, comportamento e etc... Muitas mulheres tem medo de expor pensamentos a cerca de cultura pop por que sabem que a credibilidade não será a mesma se elas optassem por discutirem os temas anteriores. Por que aparentemente mulher não sabe falar sobre cinema e TV. Mulher é padronizada (alguns homens também, convenhamos) a menina que assiste crepúsculo não pode ser levada a sério por que simplesmente ela gosta de crepúsculo... Mas essa mesma menina adora Clube da luta e dai? Essa mesma menina assiste os filmes do Quentin Tarantino de boa, sem nojinho e mimimi, ela é fã do Martin Escorsese e assiste Sons of anarchy. Tá bom pra vc? Mulher é convidada para falar de Glee (por que é musical e você sabe, musical é coisa de mulherzinha), mas não de SOA por que afinal, é uma série de motoqueiros, ela não deve assistir. Será mesmo? Você já perguntou ou indicou essa série pra ela?
Comédia romântica não é só para meninas e filmes de ação não é só pra meninos... Por tempos achamos que isso estava bem esclarecido, mas só foi ir à sessão de Mad Max e ver que estávamos errados. Onde eu e minha amiga éramos umas das pouquíssimas mulheres na sala. Ok, talvez você diga, mas isso é culpa de vocês. Não é culpa de ninguém, apenas fomos acostumadas e ambientadas a isso. A ir assistir a nova comédia da Katherine heigh (ela ainda faz filmes?) do que a ver o novo filme do Vin Diesel. Às vezes o preconceito está em nós mesmos...
       Quando a Sansa foi estuprada em Game of thrones o pensamento machista que passou pela minha cabeça foi: “mas ela casou ué, fazer o que?” além de ser a esposa de um filhinho de papai inescrupuloso ela é uma menina assustada que não merecia ser tratada daquele jeito. (eu fui babaca e machista) A mesma coisa acontece quando vemos uma menina de 15 anos usando roupas curtas ser estuprada e morta. “mas também, olha a roupa que ela tava usando, pediu” ninguém quer ser violentada e morta meus amigos...
Em uma pesquisa recente constatou-se que a Viúva negra era o personagem menos popular da Marvel. Ela é a única do time original de heróis (sem filme solo, diga-se) e é uma gostosa de roupa colada e mesmo assim não tem credibilidade por parte dos homens. Se nem a roupa a está ajudando imagine o segundo filme A era de Ultron que afundou seu status ainda mais, a rebaixando como o par do Hulk e babá dele, que canta e bota ele para dormir. A imperatriz furiosa aparentemente late ordens para Mad Max, a Linsay Lohan que é tão bêbada e drogada quanto o Charlie Sheen nunca terá a reverencia que ele tem e que por ser mulher nunca se erguerá como Robert Downey Jr, (Hollywood adora uma história de superação, mas as mulheres deveriam se comportar melhor não é mesmo? aff) os salários das atrizes de Hollywood é tão mais baixo que o dos homens que fez a Meryl Streep virar meme e etc...



         Nos filmes com um elenco gigantesco de homens tem de haver uma mulher só para estar ali. Para que as feministas não reclamem. E na maioria das vezes o papel do “bendito fruto” é totalmente deturpado. Em Piratas do Caribe, por exemplo, Elisabeth Swann personagem da Keira Knightley deveria ser aventureira e destemida, ela até evolui em O baú da morte e o no fim do mundo, mas continuou sendo retratada como uma das pontas do triangulo amoroso, como a personagem chata que vive reclamando e que sacaneia o pirata anti-herói que todos amam. Vejam Kaya Scodelario que faz a Teresa em Maze Runner, ela está lá no meio de todos aqueles meninos simplesmente para compor a paisagem, pois sua personagem nada acrescenta a trama, além de fazer o protagonista se lembrar do próprio nome, não sei se as coisas melhoraram nos próximos filmes e enfim ela tenha alguma importância na saga. Kaya esteve recentemente no Brasil e foi questionada pelo Judão se o cabelo colorido era por que ela iria interpretar uma sereia no novo piratas do caribe. O Próprio Borbs se conscientizou da escrotidão de suas pergunta. Por que para se estar em piratas do caribe ou você é uma sereia ou a mocinha chata não é mesmo? (lembrando que zoe Saldana fez o 1° filme e era uma espécie de capitã mas logo desapareceu)
        A verdade é que os homens admiram mulheres como a Khaleesi, a katniss e etc... Mas eles querem em casa a Sansa, pois mulher forte e durona só na tela. É engraçado ver como as mulheres ficaram apaixonadas pela Amazing Amy enquanto os homens tiveram medo e a xingaram. Mas lembremos de que a Amy era uma esposa dedicada e a Sansa estava à mercê do jofrey só para proteger a família. Eu posso chorar porque um cachorrinho fofo morreu no filme e vibrar por que mataram aquele idiota da série. E não é por que eu sou mais princesa que eu não possa ser uma policial.



sábado, 5 de setembro de 2015

Review filme O Pequeno Príncipe


       Li O Pequeno Príncipe recentemente, você pode ler meu review aqui: http://speakcinema.blogspot.com.br/2015/07/mli2015-o-pequeno-pincipe.html e fiquei apaixonada pela simplicidade das palavras misturadas a complexidade da mensagem do livro. O filme traz todos os ensinamentos do livro e ainda ensina mais um pouquinho. Uma garotinha está prestes a entrar numa escola super conceituada e sua mãe traça um plano para que ela entre. Um plano tão disciplinado que faz a menina estudar extremamente. O foco é tanto que não sobra tempo para coisas de criança e nem amigos. Até que ela se muda e conhece seu vizinho, um velhinho atrapalhado que tenta fazer amizade com a menina. Ela reluta no começo, mas depois sede.
       A amizade do velhinho aviador e da menina é um verdadeiro contraste de idade. Ela se comporta como adulta, ela é a cópia da mãe, uma mulher tão fria e controladora que faz a filha ser como ela, retratando cenas absurdas como a de quando o aviador faz um buraco na parede delas e a menina já tem tudo sobre controle. Ligou para o seguro e bla bla bla, resolveu o problema como gente grande, da forma que a mãe ensinou. Qual criança pensaria nisso? Eu na situação dela me esconderia num canto e quando minha mãe me achasse falaria: não fui eu! O velhinho é o contrário, ele é louco e faz o que dá na telha. Tem um avião no quintal, dirige sem carteira e acumula velharia em casa. Tão diferente daquele aviador que conhecemos no livro. Um homem sério e incrédulo... sei que o pequeno príncipe o cativou na juventude, mas isso não implica na mudança de personalidade. Basicamente ele é a criança, divertida, brincalhona e sonhadora e ela é a adulta que faz inúmeras perguntas e é incrédula quanto a história do príncipe que lhe é contada.
       Só depois que o aviador cativa a menina que ela começa a ser criança novamente e age como deveria agir. O ponto alto do filme foi as reações dela ao conhecer a história do príncipe. Ao conhecer seu planeta, sua rosa, sua amiga raposa e tudo mais. É como nós quando lemos pela primeira vez a obra. Ao assistir o filme ficamos ansiosos por cada momento em que se retrata o livro, onde a animação moderna é substituída pela técnica stop motion nos escuros tons de amarelo do sol, no colorido das roupas do príncipe, do pelo da raposa, na grama verdinha e tantos outros detalhes tão ricos e agradáveis aos olhos. Diferente do cinza e preto da cidade e das roupas de mãe e filha.

       As partes em que se narra o livro são incrivelmente fieis ao mesmo. É claro que faltam alguns personagens, mas ninguém muito importante, os principais estão ali, retornando para o público. A raposa como era de se imaginar é mais “cativante” (oown) e é com ela que desce as primeiras lagrimas. A rosa não é tão onipresente quanto no livro, mas a passagem mais bonita do livro que envolve ela é retratada com muita beleza. “Ela é a sua rosa...” lembram?


       Na metade para o final há uma reviravolta que pode não agradar a todos. A menina e a pequena raposa de brinquedo são inseridas num novo cenário, como se fosse a vida atual dos personagens do livro e de como até o pequeno príncipe que antes parecia incorruptível, nesse universo utópico e paralelo vira outra pessoa. [spoiler] ele cresce e perde todas suas lembranças da infância, ele é um jovem fracassado, que vive sendo demitido e dá duro para continuar num emprego ruim (assim como tantos hoje em dia) também tem que lidar com as figuras autoritárias de seu passado que agora estão mais fortes e presentes. Essa ideia é meio frustrante de início. É tão triste ver um personagem tão idealizado sendo corrompido desse jeito, por um momento aquela esperança adquirida no começo do filme se esvaíra. Um banho de agua fria nos traz de volta a triste realidade que vivemos. E aí se aplica a frase “o problema não é crescer, é esquecer”, mas aí a esperança se reacende numa cena incrivelmente linda da retomada do tão amado príncipe na figura da criança que tanto amamos.
       Além dos ensinamentos próprios do livro o filme traz seus pensamentos e critica vários fatores da sociedade moderna. A figura do idoso abandonado, da mãe autoritária que pressiona a filha, o jovem no mercado de trabalho em crise e o crescimento acelerado infantil tão característico dessa geração. Crianças que perdem a infância tentando ser adultas e quando chegam a fase adulta tentam compensar essa perda agindo de forma infantil e inconsequente frente aos problemas da vida e situações cotidianas. Essas crianças que começam a namorar muito cedo, iniciam a vida sexual sem conhecimento algum, querem agir como donos dos próprios narizes saindo e desobedecendo os pais e fazendo uso da tecnologia tão precocemente. O mundo seria tão melhor se nas mãos das mesmas tivessem um livro ao invés de um tablet ou iPhone, seria tão bom se elas saíssem do facebook e fossem ler O pequeno príncipe e com esse menino tão adorável aprendessem que as coisas essenciais da vida além de serem invisíveis aos olhos fazem bem ao coração.